ÍNDICE DE DESEMPENHO DE SERVIÇOS MUNICIPAIS DE LIMPEZA URBANA

Resumo
Foram coletados dados da eficiência operacional, econômica, financeira, sanitária e ambiental de 525 serviços municipais de limpeza urbana (SLUs), os quais foram sumarizados e estatisticamente validados por meio de subíndices e de um índice geral (IQE
SLU). Esses subíndices e o índice podem e devem ser utilizados pelos investigadores e tomadores de decisão para facilitar as suas tarefas ligadas à limpeza urbana e, principalmente, para avaliar o desempenho de seus serviços frente aos potenciais impactos ambientais gerados pelos resíduos sólidos urbanos. Avaliando-se os dados por região e faixa populacional, verifica-se que o valor do IQESLU, em municípios de grande porte, apresenta uma variabilidade de 53,17 a 63,77%, os de médio porte, entre 45,56 e 60,44%, e os de pequeno porte, valores inferiores a 50%.Palavras-chave: serviços de limpeza urbana, subíndices, índice de desempenho, impactos ambientais
Abstract
Several data sets on the operational, economic, sanitary and environmental efficiency of local solid waste collection systems in Brazil were summarized and statistically validated employing indicators, sub-indices and a general index (IEQ
SLU). These sub-indices and the index may and should be used by investigators and decision makers to facilitate their tasks concerning urban waste collection and, especially, to asses the performance thereof in relation to potential environmental impacts generated by urban solid waste. Assessing the data according to region and population range, we observed that the IQESLU variability in large municipalities is in the range of 53.17 to 63.77%, in medium-sized municipalities between 45.56 and 6.44%, and in the small ones, under 50%.
Key words: urban waste collection services, subindices, performance rates, environmental impact
Introdução
Os serviços de limpeza urbana (SLUs) necessitam de avaliações periódicas de seu desempenho. Uma das maneiras de avaliar eficientemente estes serviços é através do uso de indicadores, subíndices e índices. Entretanto, são necessárias informações estatisticamente consistentes para que sejam formuladas estas ferramentas, as quais, além de ajudar no equacionamento dos problemas relacionados à limpeza urbana, também constituirão elementos importantes para avaliar a qualidade ambiental e social dos municípios.
Apesar dos evidentes esforços realizados pelos municípios, os SLUs na sua maioria não tem alcançado um desempenho satisfatório devido, principalmente, à carência de planejamento e programas; profissionais pouco qualificados; recursos físicos e financeiros insuficientes ou mal aproveitados; legislações antigas ou incompletas; estruturas e instituições deficitárias; aplicação de tecnologias inapropriadas e limitada cobrança por parte da comunidade.
Os índices têm sido utilizados para resumir grandes séries de dados nas diversas áreas de conhecimento humano, sejam eles índices de: inflação, qualidade de vida, de qualidade da água, atmosférico, de diversidade biológica, entre outros.
O índice de avaliação do desempenho dos SLUs aqui formulado tem a finalidade de facilitar o entendimento dos dados, resumir e comparar a eficiência e a eficácia dos serviços de diferentes municípios do País, por exemplo, comparar os serviços de um município do interior do Rio Grande do Sul com outro do interior da Amazonas, na mesma base e relatividade dos dados. Isto é importante para a tomada de decisão, pois o emprego de um índice retira a tendenciosidade regional dos dados.
Aspectos metodológicos
Foi realizada uma pesquisa em nível nacional sobre os serviços de limpeza urbana. Em cada estado foram escolhidos 5% dos municípios de pequeno porte; 9% dos municípios de médio porte e 25% dos municípios de grande porte. No total foram escolhidos 2.461 municípios, sendo 1.400 de pequeno porte, 704 de médio porte e 357 de grande porte. Sendo que 525 prefeituras municipais distribuídas espacialmente em todo território brasileiro responderam ao questionário de Avaliação dos Serviços de Limpeza Urbana.
As informações obtidas neste levantamento foram armazenadas em um banco de dados, e, empregando-se o método de valoração (adoção de uma escala ambiental, variando entre 0 e 100) foi possível agrupar os dados obtidos, os quais foram ajustados a funções matemáticas através do método dos mínimos quadrados. Cada curva obtida com esta ferramenta estatística expressa a equação de um subíndice. Foram obtidas treze curvas as quais formam um conjunto de subíndices representados através de treze equações. Esses representam os aspectos mais importantes, do ponto de vista operacional, dos serviços de limpeza urbana. Os treze subíndices foram estatisticamente agrupados num índice geral, o IQE
SLU, de forma a traduzir e espelhar o impacto ambiental provocado pelos subíndices. A partir de uma análise de variância foram definidos os pesos de cada subíndice na formulação do índice geral.A escala ambiental adotada variou entre 0 e 100, onde 0 representava a pior situação e 100 a melhor. Provavelmente, os valores extremos não sejam encontrados em nenhum município, uma vez que existindo qualquer serviço de coleta e/ou disposição final dos RSUs, por mais precário e ineficiente que seja, mesmo assim, estará reduzindo os impactos no meio ambiente. Por outro lado, por mais eficiente que seja um SLU, a própria potencialidade de geração de resíduos, os custos e problemas com a disposição final de grandes quantidades de resíduos, sempre serão um empecilho à preservação ambiental devido, principalmente, à atividade antropogênica sobre o meio ambiente. Portanto, nunca existirá, também, um serviço de limpeza urbana cem por cento eficiente.
A seguir estão descritos os subíndices e suas equações e posteriormente é apresentado o Índice de Qualidade e Eficiência dos Serviços de Limpeza Urbana (IQE
SLU).

a) Subíndice de Qualidade Sanitária e Operacional versus Densidade Demográfica (IQSO)
Este subíndice está correlacionado com a densidade demográfica (hab/km2), a eficiência sanitária e a operacional dos SLUs. A figura 1 e a equação 1 expressam esta relação.
Nos municípios onde a densidade populacional é alta, a coleta dos resíduos é mais econômica, há um consumo menor de insumos e de mão-de-obra, a coleta é facilitada e, conseqüentemente, há uma menor possibilidade na ocorrência de doenças e impactos ambientais. Em municípios com baixa densidade demográfica a cobertura dos serviços é menor, aumentando as chances de abandono de resíduos em terrenos baldios, maior o percurso a ser percorrido na coleta, maior o desgaste dos veículos e maior a produção de contaminantes atmosféricos.
b) Subíndice de Qualidade Sanitária versus Doença Associada aos RSUs (IQSL)
A figura 2 e a equação 2 apresentam a relação entre a ocorrência de doenças associadas aos resíduos sólidos urbanos, especificada através do número de casos de leptospirose e a qualidade sanitária esperada, influenciada pela existência e eficiência de um serviço de limpeza urbana.
A ocorrência desta doença não se dá exclusivamente pela ineficiência do serviço de limpeza urbana, mas esta pode contribuir para piorar a situação. Um sistema de coleta, tratamento e disposição final sanitariamente eficiente tende a reduzir a ocorrência de doenças.


c) Subíndice de Impacto Ambiental versus Renda per Capita (IIAR)
A equação 3 descreve o subíndice que relaciona a renda per capita e os possíveis impactos ambientais causados por esta. Quanto maior a renda per capita, maior será a produção de resíduos e, conseqüentemente, maior será o impacto ambiental e vice-versa, pois existe um limite na eficiência tecnológica de coleta e tratamentos.


d) Subíndice de Qualidade Ambiental dos Serviços versus Produtividade por Funcionário de Coleta (IQSP)
Para a avaliação da eficiência operacional, com reflexos na qualidade dos serviços, a produtividade dos funcionários (toneladas coletadas por funcionário) tem sido empregada. Estesubíndice é expresso através da figura 4 e as equações 5 e 6.
Os municípios brasileiros têm produtividade média variando entre 0,50 e 3 toneladas por funcionário, porém produtividades superiores a 1,50 tonelada por funcionário tendem a reduzir as chances de contaminação do meio ambiente.


e) Subíndice de Impacto Ambiental versus Produção per Capita (IAPC)
O levantamento da produção per capita de resíduos é um bom indicador da possibilidade de ocorrência de problemas sanitários e ambientais se os serviços não forem eficientes. Os dados levantados apontaram uma produção per capita média variando entre 0,25 e 0,80 kg por habitante por dia na maioria dos municípios brasileiros analisados. A figura 5 e as equações 7, 8 e 9 apresentam as relações entre os impactos sanitários e ambientais esperados e a produção unitária de resíduos para este subíndice.


f) Subíndice de Qualidade Operacional versus Distância Média Diária Percorrida pelos Veículos de Coleta (IQOD)
A figura 6 e a equação 10 apresentam a relação entre a eficiência operacional e a distância média percorrida. Quanto maior for a distância de coleta, maior será o consumo de insumos e de mão-de-obra, conseqüentemente maiores serão os custos e os impactos ambientais.


g) Subíndice de Qualidade dos Serviços versus n.
o de Funcionários (IQSF)A análise dos dados aponta que existe uma relação altamente significativa entre o número de funcionários dos SLUs e sua eficiência. A figura 7 e a equação 11 relacionam o número médio de funcionários com o número de clientes atendidos, sendo que este varia entre 4 e 18 funcionários por 1.000 habitantes.


h) Subíndice de Qualidade Sanitária e Ambiental versus Tipos de Tratamento na Área de Disposição Final (IQSTT)
A relação entre os tipos de tratamento na área de disposição final predominantes ou, o arremedo de tratamentos existentes no Brasil e a qualidade ambiental esperada, está representada nas equações 12 a 17 e na figura 8. A melhor situação sanitária e ambiental é formada pelo trinômio aterro sanitário (construído de acordo com as normas técnicas ambientais), usina de triagem e reciclagem e usina de compostagem do material orgânico recuperável.
Em termos matemáticos este subíndice é regido pelas seguintes relações:


i) Subíndice de Qualidade Sanitária e Ambiental versus Operação do Local de Tratamento e/ou Disposição Final (IQSAOP)
Na construção deste subíndice (figura 9) de eficiência sanitária e ambiental do tratamento ou disposição final, os atributos negativos considerados foram a presença de resíduos espalhados na área da disposição final, aves (urubus, garças, etc.), odores característicos da degradação dos resíduos, roedores e fumaça.
As expressões desenvolvidas para este subíndice foram:
Os atributos aves e roedores estão associados à disseminação de doenças no meio ambiente principalmente, para os seres humanos. Os resíduos espalhados pelo vento ou por catadores estão relacionados à má operação do local de disposição final.


j) Subíndice de Exclusão Social (IES)
A equação 22 e a figura 10 apresentam o desenvolvimento de um subíndice de qualificação negativa para a sociedade brasileira devido à presença de catadores habitando ou sobrevivendo nas áreas de disposição final.


l) Subíndice de Qualidade Provável dos Serviços versus Reposição de Custos pela Tarifa/Taxa (IQSR)
A qualidade dos serviços públicos tende a decair bruscamente se não houver uma adequada cobertura dos custos de operação e manutenção destes. Caso a prefeitura tenha que subsidiar os custos dos serviços, há grandes chances de ocorrer prejuízos sanitários e ambientais. Este subíndice procura demonstrar esta realidade. A figura 11 e a equação 23 espelham este subíndice.


m) Subíndice de Qualidade Ambiental versus Existência de Separação na Fonte (IQASF)
Neste subíndice procura-se correlacionar os impactos ambientais associados à ausência ou presença de separação de resíduos na fonte geradora, seja ela doméstica ou comercial. Este subíndice é descrito pela figura 12 e pelas equações 24 e 25 subseqüentes. A equação 24 varia na faixa entre 0 e 10%. Com um mercado de reciclagem pouco desenvolvido a ausência de comprometimento com a causa ambiental na maioria dos municípios amostrados, verifica-se que eles conseguiriam reciclar, em média, no máximo 10% do volume coletado. Quanto maior for o valor deste subíndice, maior será a redução nos custos de coleta, transporte, tratamento e disposição final. O ato de separar os resíduos na fonte geradora demonstra, também, a participação e o interesse da comunidade nas ações de preservação ambiental.


n) Subíndice de Qualidade Provável dos Serviços
versus Taxa/Tarifa Cobrada por Cliente Atendido
(IQST)
Em função da taxa/tarifa cobrada do cliente ou do munícipe atendido (R$ por habitante por ano) pode ser verificadas quais as chances de ser prestado um serviço de qualidade, com maior ou menor eficiência. Se o valor arrecadado com a taxa/tarifa for baixo, pode significar que a prefeitura está subsidiando ou reduzindo a eficiência dos SLUs, com os prejuízos ambientais reconhecidos. Entretanto, se o valor arrecadado for acima da capacidade de pagamento, há o risco da inadimplência e a qualidade também deixar a desejar, com prejuízos sanitários e ambientais notórios.
A equação 26 apresenta o subíndice que relaciona os custos encontrados nas regiões do país.

o) Índice de Qualidade e Eficiência dos Serviços de Limpeza Urbana (IQE
SLU)O Índice de Qualidade e Eficiência dos Serviços de Limpeza Urbana (IQESLU) foi definido em função da importância estatística de cada subíndice na formulação do índice geral. A equação 27 traduz, numa escala de 0 a 100, resumindo a eficiência operacional, sanitária e ambiental dos serviços municipais de limpeza urbana deste país. Esse é indicado para comparar dados de diferentes realidades nacionais dentro da mesma escala.

Aplicações
A seguir é demonstrada a aplicação dos subíndices e do IQES
LU citados anteriormente. No quadro 1, empregou-se as informações de três municípios apontados como modelo em termos de serviços de limpeza urbana no Brasil (Porto Alegre/RS, Belo Horizonte/MG e Salvador/BA).
A partir dos subíndices apresentados (quadro 1) e da equação 27, foram obtidos o IQE
SLU de 74,54% para Porto Alegre/RS, 71,06% para Salvador/BA e de 75,85% para Belo Horizonte/MG. Estes municípios são apontados como modelo em termos de serviços de limpeza urbana, porém mesmo estes não obtêm a nota máxima em muitos subíndices. Verifica-se que são necessárias melhorias em algumas etapas do processo tais como ampliação da cobertura de coleta, maior reposição dos custos dos serviços pela tarifa, redução da presença de catadores na área de disposição final, campanhas mais agressivas para redução de resíduos na fonte, fiscalização nos locais de disposição final, dimensionamento da frota e funcionários, etc. Estes municípios apresentam alta renda per capita, e, conseqüentemente, uma alta produção de resíduos sólidos, o que potencialmente reduz a nota final do IQESLU pelos estresses ambientais que o alto consumo poderia provocar se o serviço não funcionar a contento. Entretanto, muitas ações tendo como finalidade a melhora dos serviços do ponto de vista ambiental passam pela educação ambiental e/ou pela criação de mercado industrial, para recicláveis industriais, ou ainda, de um mercado agrícola, para recicláveis agrícolas.Os quadros 2, 3 e 4 apresentam a aplicação do IQE
SLU para os municípios de pequeno (população urbana < 10.000 hab.), médio (10.000 £ população urbana £ 100.000 hab.) e grande porte (população urbana > 100.000 hab.) por região geográfica.Pode ser verificado no quadro 2 que em municípios de pequeno porte o valor do IQE
SLU fica prejudicado em todas as regiões devido a sistemas inflados, com baixo rendimento, qualidade e eficiência, bem como a reduzida participação da comunidade em ações dos SLUs, por exemplo a falta da simples separação de resíduos na fonte expressa pelo IQASF. A importância deste subíndice (IQASF) está associada aos resíduos gerados separados na fonte os quais, provavelmente, poderão ser reutilizados/reciclados, indo provocar uma redução nos custos de coleta, transporte, tratamento e/ou disposição final.Nas regiões Norte e Nordeste, para municípios de pequeno (quadro 2) e médio portes (quadro 3), o IQE
SLU sofre uma redução, notadamente devido ao subíndice IQSP (Subíndice de Qualidade Ambiental dos Serviços versus Produtividade por Funcionários de Coleta). Possivelmente, este valor seja explicado pelo fato de setores de limpeza urbana serem fonte empregadora de mão-de-obra.Nos municípios de grande porte (quadro 4) pode-se observar que os valores do IQE
SLU são superiores aos dos municípios de médio e pequeno porte. Nos grandes municípios os serviços de limpeza urbana demonstram uma melhor infra-estrutura, maior cobrança por parte dos clientes que pagam pelo serviço e um planejamento mais eficiente das etapas envolvidas no processo. Citando-se como exemplo o subíndice IQOD (distância percorrida) nestes municípios, apresenta-se com valores reduzidos devidos a uma concentração dos pontos de coleta e a um menor do deslocamento dos veículos coletores, ao passo que nos outros este subíndice sofre alguma majoração.
Conclusão
Os Serviços de Limpeza Urbana, em todos os municípios, de pequeno, médio e grande porte, apresentam-se, geralmente, com problemas relacionados ao tratamento e/ou à disposição final (presença de catadores, falta de infra-estrutura, disposição inadequada e condições propícias para a proliferação de vetores, agressão a paisagem urbana, entre outros), participação restrita da comunidade e com a falta de recursos financeiros, tecnológicos e humanos. Isto pode ser verificado pelos baixos valores dos subíndices IES (presença de catadores), IIASF (separação de resíduos), IQSR (reposição de custos), IQSTT (tipos de tratamentos/disposição final) e IQSAOP (infra-estrutura na disposição final).
Mesmo em municípios considerados modelo de serviços, o IQE
SLU apresenta valores em torno de 80%, demonstrando ainda que há espaço para melhorias, principalmente, na cobertura e disposição final dos rejeitos.Nos municípios com população urbana menor que 10.000 habitantes, o IQE
SLU mostrou uma pequena variabilidade entre as diferentes regiões do país. Nos municípios de médio e grande porte esta diferença é bastante pronunciada.
Referências
DE LUCA, S. J. (coord.). Avaliação dos serviços de limpeza urbana no Brasil: relatório final. Porto Alegre: Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, 1999.
DEUS, A. B. S. Gerenciamento de serviços de limpeza urbana: avaliação por indicadores e índices. Porto Alegre, 2000. 253 f. Tese (Doutorado) - Instituto de Pesquisas Hidráulicas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
OTT, W. R. Environmental indices: theory and practice. Michigan: Ann Arbor Science, 1978. 371p.
Agradecimentos
Os autores agradecem à Sedu (ex-Sepurb) do Gabinete da Presidência da República a oportunidade da realização deste trabalho.
Autores
Ana Beatris Souza de Deus,
engenheira civil, doutora em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, pesquisadora visitante CNPq/UFRGS/IPH
Sérgio João de Luca,
engenheiro civil, PhD. em Engenharia Ambiental, professor titular UFRGS/IPH
Maria Lúcia Ribeiro,
engenheira química, Msc. Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, professora assistente UFMS/MS
Jacinto Dariva,
engenheiro químico, diretor-presidente da JDA Engenharia Ambiental Ltda