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Sanepar e UFPR identificam peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa

Enviado por Carla Bastos Dias em

Estudar o ecossistema dos reservatórios de água ajuda a entender como a própria natureza auxilia no combate ao agravamento do efeito estufa. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revelou que o lambari-miúdo (Psalidodon minor), peixe nativo de cerca de 10 centímetros, pode mitigar a emissão local de gases causadores do aquecimento global.

O engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar Maurício Bergamini Scheer é um dos autores do estudo realizado no Reservatório Passaúna, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Ele explica que reservatórios de abastecimento e de energia elétrica apresentam circulação de água mais lenta do que os rios, acumulando naturalmente mais matéria orgânica no fundo, que se decompõe e emite gases como o metano — o segundo maior responsável pelo aquecimento global e considerado cerca de 80 vezes mais nocivo que o gás carbônico em um período de 20 anos.

Neste contexto, a pesquisa descobriu que as populações de peixes nativos atuam como uma espécie de filtro ecológico, retendo o carbono proveniente do metano em sua biomassa (na carne), sendo um importante elemento para mitigar os gases de efeito estufa desse tipo de reservatório. “Na reabilitação deste ambiente artificial, os processos naturais das comunidades de seres vivos precisam se equilibrar dentro de sua dinâmica, criando uma infraestrutura biológica de mitigação climática”, esclarece.

LAMBARI-MIÚDO - Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Jean Ricardo Simões Vitule, o lambari-miúdo é importante pois, apesar do pequeno porte, tem uma massa significativa que sustenta predadores. A assimilação do carbono proveniente do metano por este peixe chega a ser de até 15% do seu peso.

“Temos que manter esse lambari, porque se houver diminuição da população ou se ele for extinto, o metano será emitido mais rapidamente para a atmosfera. Toda a comunidade funciona como um filtro ecológico, mas o lambari-miúdo é uma das engrenagens mais importantes no contexto deste tipo de carbono, e é difícil relatar isso em peixes. Este é um dos primeiros estudos globais com reservatórios mostrando que peixes são importantes nesses filtros de assimilação em âmbito de ecossistema de comunidades biológicas”, destaca.

ESPÉCIES INVASORAS - O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes, em especial o predador black bass (Micropterus nigricans), podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população do lambari-miúdo e de outros peixes nativos. Ao desestruturar a teia alimentar, o black bass potencializa a liberação de gás metano para a atmosfera, afetando a sustentabilidade a longo prazo. “São efeitos em diferentes escalas tanto para o reservatório quanto para o meio ambiente”, observa Vitule.

Scheer ressalta que é necessário fazer o monitoramento e o manejo ecológico focado na fauna nativa para impedir que ocorram essas invasões biológicas. “Desenvolvemos junto com o Laboratório de Ecologia e Conservação um protocolo de manejo que pode ser aplicado em qualquer reservatório do Brasil ou do mundo para prevenir e mitigar este problema que causa grandes prejuízos ecológicos e econômicos. Ele inclui várias formas de vida diferentes, tanto aquáticas quanto terrestres, e visa aumentar, de forma ecologicamente equilibrada, as populações nativas e controlar as exóticas, como o black bass”, conta.

PRÓXIMOS PASSOS - O pesquisador da Sanepar afirma que ainda há muito a ser investigado, mas o estudo aponta esse potencial para os milhares de reservatórios existentes. “Entendemos que precisamos não só cuidar da quantidade deste ativo de saneamento, mas também da qualidade. Precisamos continuar investigando os mananciais e os reservatórios para conseguir antecipar possíveis problemas e valorizar os serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, conclui.

ESFORÇO INTERINSTITUCIONAL - A pesquisa intitulada “Assimilação de carbono derivado de metano por peixes nativos e não nativos em um reservatório neotropical” foi realizada pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, em parceria com o LEC/UFPR, o Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Lancaster Environmental Centre (Reino Unido), o LAB Analyses e o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MAPCF/SMMA). “Esse ‘mutualismo’ entre os setores é importante, pois se reflete em conhecimento para a sociedade. É um conhecimento basal e que gera frutos aplicados da ecologia para o manejo do reservatório”, finaliza o professor.

O estudo foi publicado na renomada revista científica internacional Water Biology and Security. Confira o estudo completo aqui.

O lambari-miúdo, nativo e endêmico do Rio Iguaçu, ajuda a reduzir a presença do metano na atmosfera, um dos mais nocivos para o aquecimento global

Água
Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Estudo da Sanepar em parceria com outras instituições identifica peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Lambari-miúdo assimila até 15% do seu peso em carbono proveniente do metano. Crédito: Vinícius Abilhoa
Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população de peixes nativos. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Peixes capturados no reservatório Passaúna para realização do estudo. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Jean Ricardo Simões Vitule, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), e Maurício Bergamini Scheer, engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, dois dos autores do estudo. Crédito: André Thiago/Sanepar
Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Estudo realizado no Reservatório Passaúna reforça a necessidade de fazer o manejo ecológico de reservatórios de abastecimento. Crédito: André Thiago/ Sanepar
Curitiba
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Sanepar sobe 18 posições no ranking de sustentabilidade da B3

Enviado por Glaydson Angel… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) registrou avanço significativo em sua trajetória de governança e sustentabilidade, de acordo com dados divulgados pela B3 na segunda-feira (04). Em sua quarta participação na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), da Bolsa, a Sanepar saltou da 62ª para a 44ª posição, um crescimento de 18 posições em relação ao ciclo anterior.

O ISE B3 é o principal e mais importante indicador do país para empresas que possuem capital aberto e são reconhecidas pelo compromisso com as políticas de ASG (Ambiental, Social e Governança). Pioneiro na América Latina, o índice serve como bússola para investidores que buscam ativos alinhados a critérios de responsabilidade e resiliência a longo prazo.

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o salto no ranking ratifica que a estratégia de expansão do saneamento no Paraná está alinhada às melhores práticas globais. “Este resultado é fruto de um trabalho integrado que coloca a sustentabilidade no centro da nossa estratégia de negócio. Subir 18 posições no ISE B3 não é apenas um número, mas a validação de que estamos entregando valor real aos nossos acionistas, clientes e ao meio ambiente", destaca Bley.

O avanço no ISE B3 é sustentado por práticas inovadoras que unem a eficiência operacional, preservação ambiental e ações sociais voltadas para funcionários, clientes e para a comunidade. A Sanepar já adota tecnologias de IA e IoT para detecção de vazamentos, reduzindo perdas e custos operacionais. Outros projetos, como a ampliação do uso de biogás para geração de energia e secagem de lodo e a redução das emissões de carbono com uso do etanol em sua frota de veículos, mostram a vocação ambiental da Companhia. 

Na edição deste ano, a Sanepar elevou sua pontuação ao priorizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fortalecer o engajamento social por meio de novos protocolos de relacionamento com o cliente e de programas de atendimento à comunidade. Entre os projetos estão o HidratAção, que leva água potável envasada gratuita para eventos culturais e esportivos, e o Sanepar Perto de Você que já ofertou serviços e educação ambiental para mais de 26 mil pessoas em 11 cidades do Paraná. 

A avaliação das empresas para o ingresso no ISE B3 é um processo rigoroso, baseado em um questionário robusto que segue as melhores práticas globais de ASG, explica Marilene Fernandes da Silva, da Gerência de Planejamento Estratégico (GPE) da Sanepar. “A conquista é resultado de um esforço coletivo que envolveu representantes de todas as Diretorias. O empenho de cada colega designado como ‘respondente’ foi fundamental, desde o levantamento de subsídios para o questionário até a curadoria das evidências solicitadas pela B3”, celebra Marilene.

Sobre o ISE B3 - A 21ª carteira do ISE B3, que entrou em vigor na segunda-feira, reúne 69 companhias de 38 setores que são referência em investimento socialmente responsável no Brasil. Além da Sanepar, apenas outras duas empresas da área de saneamento integram o ranking – Sabesp e Copasa. Criado em 2005 com apoio do Banco Mundial, o ISE B3 é o quarto índice de sustentabilidade do mundo. Ele avalia de forma rigorosa como as empresas lidam com questões climáticas, equidade social, transparência e eficiência de governança.

A Companhia elevou sua pontuação ao priorizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fortalecer o engajamento social por meio novos protocolos de relacionamento com o cliente e de programas sociais como o HidratAção e o Sanepar Perto de Você

Institucional e Governança
Visão aérea da estação de tratamento de esgoto da Sanepar na cidade de Santa Helena Visão aérea da estação de tratamento de esgoto da Sanepar na cidade de Santa Helena Sanepar desenvolve projetos com foco no desenvolvimento sustentável das cidades onde atua
Copo de água potável da Sanepar Copo de água potável da Sanepar Projeto HidratAção
Equipe da Sanepar no projeto Hidratação Equipe da Sanepar no projeto Hidratação Equipe da Sanepar destruí água potável gratuitamente em eventos
Crianças olhando experimento do projeto Sanepar Perto de Você Crianças olhando experimento do projeto Sanepar Perto de Você Sanepar Perto de Você já ofertou serviços e educação ambiental para mais de 26 mil pessoas em 11 cidades do Paraná
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Sanepar entrega novas estradas rurais para atender população no entorno do Miringuava

Enviado por Chelsea Karina… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) entregou seis novas estradas rurais para atender a população do entorno do Reservatório Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O investimento feito pela empresa nas novas vias é de R$ 14 milhões.

As seis novas estradas rurais ficam em diferentes pontos ao redor do Reservatório e somam cerca de 10 quilômetros de extensão. Veja a localização de cada trecho:

●      Trecho II: a estrada tem 2,4 quilômetros de extensão, começa ao lado da Capela Nossa Senhora das Dores - Papanduva da Serra e segue até a Cabanha Montes Verdes (clique aqui e veja no mapa);

●      Trechos III e IV: o trecho III começa na Rua João Maria Escrivá e segue pela Rua Maurício Schulies por 2,2 quilômetros (clique aqui e veja no mapa), onde se une ao trecho IV, que tem mais 1,5 quilômetro de extensão (clique aqui e veja no mapa);

●      Trecho V e VII: unem as ruas Padre Stanislaw Turbanski e Maurício Schulies em dois pontos distintos. O trecho V, de 700 metros, liga a região próximo à Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Antinha ao entorno da Chácara Paraíba (clique aqui e veja no mapa). O trecho VII, de 1 quilômetro, une a região da Chácara Dona Catarina ao entorno da Estância Rancho de Ferro (clique aqui e veja no mapa);

●      Trecho VI: a estrada tem 2 quilômetros, começa na Rua Padre Stanislaw Turbanski, próximo à Chácara Bênçãos no Monte de Gerizim, e termina pouco antes da Confeitaria K&M (clique aqui e veja no mapa).

ESTRADAS LIBERADAS - As obras foram finalizadas em março, com a instalação de defensas metálicas, limpeza e ajustes. Uma vistoria técnica conjunta feita pela Sanepar e pela Secretaria de Obras da prefeitura de São José dos Pinhais foi realizada no dia 30 de março. A vistoria serviu para liberar definitivamente as vias, que já possuíam autorização para uso provisório desde o fim de 2025.

As estradas rurais feitas pela Sanepar têm como principal objetivo garantir o deslocamento seguro da população local após o enchimento do reservatório do Miringuava.

“Garantir o deslocamento e o bem-estar de todos aqueles que habitam o entorno deste reservatório tão importante para a população de Curitiba e Região é também uma etapa essencial para a Sanepar neste empreendimento”, avalia o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley.

Para Bley, a construção do reservatório e de toda a estrutura do seu entorno é “fundamental para o abastecimento acompanhar o crescimento da região, ainda mais em um contexto de agravamento da crise climática dos eventos extremos, como as estiagens”. 

ESTRUTURAS - As obras contratadas pela Sanepar contam com base e sub-base, que são camadas estruturais que garantem sustentação fundamental para suportar o tráfego de veículos e cargas. As estradas receberam revestimento em saibro. Cercas, estruturas de contenção e defensas metálicas também foram instaladas nos seis trechos.

As obras na região também realizaram a conformação de talude, processo essencial para corrigir inclinações, garantir a estabilidade dos terrenos e evitar erosão e deslizamento de terras. Os trechos também receberam a hidrossemeadura, uma técnica moderna de plantio em áreas de difícil acesso, como taludes ou encostas. O método garante recomposição rápida da vegetação e também ajuda a evitar erosão e deslizamentos.

As seis novas estradas, por fim, contam com estruturas de drenagem, formadas por tubulações de concreto e galerias celulares.

O padrão das estradas foi aprovado pela população. Bianca Cristina Lourenço, que mora entre os trechos II e III, disse ter gostado de como ficaram as vias. “As obras ficaram boas. Seria bom se outras estradas da região também fossem feitas da mesma forma”, opinou.

Acir Magno, caminhoneiro que circula com frequência no entorno do Miringuava, também disse ter notado que as vias ficaram mais seguras. “A estrada ficou mais larga, agora passam dois carros com mais tranquilidade”, comentou após passar pelos trechos III e IV. “Essas grades ao lado da pista também passam mais segurança”, completa Magno.

COMPROMISSO AMBIENTAL - Assim como na construção do Reservatório, a Sanepar também atuou no salvamento de fauna e flora durante as obras das seis estradas rurais na região.

Os animais resgatados na região foram levados para áreas seguras de preservação, garantindo a proteção das espécies locais antes da formação do lago. Exemplares de plantas raras ou ameaçadas também foram identificados e remanejados. A Sanepar, ao mapear a flora local, também coletou sementes e produziu mudas que serão utilizadas em amplos programas de reflorestamento no entorno da bacia, criando novos corredores ecológicos.

RESERVATÓRIO MIRINGUAVA - O Reservatório Miringuava foi projetado para fortalecer a segurança hídrica para os moradores de Curitiba e Região Metropolitana. Quando estiver completamente cheia, a represa será capaz de, sozinha, fornecer água para 650 mil pessoas dos bairros Campo de Santana, Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba; e também das cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.

Companhia investiu R$ 14 milhões para estruturar seis vias próximas ao reservatório em São José dos Pinhais

Investimentos e Obras
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
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Curitiba
São José dos Pinhais
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Sanepar vence prêmio nacional com tecnologia de fibra óptica em redes de esgoto

Enviado por Chelsea Karina… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi um dos grandes destaques da 7ª edição do Prêmio Inova Infra, realizado na quarta-feira (8), em São Paulo. O reconhecimento nacional veio pela implementação do projeto Smart Zoo – Fibra Óptica no Esgoto, que utiliza as redes da Sanepar para levar conectividade ao Zoológico Municipal de Curitiba. Entre 193 projetos inscritos, a Sanepar ficou no seleto grupo de 30 premiados.

Foram instalados dois quilômetros de rede de fibra óptica dentro das redes coletoras de esgoto. A iniciativa soluciona um obstáculo histórico de infraestrutura urbana: a instalação de cabos de rede sem a necessidade de novos postes. No Zoológico de Curitiba, a tecnologia viabilizou Wi-Fi gratuito para os visitantes e a instalação de câmeras de segurança em uma área de acesso complexo para redes convencionais.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, reforçou que o futuro das cidades depende dessa integração. “Ocupar espaços pré-existentes para solucionar demandas de comunicação otimiza recursos e diminui custos logísticos de forma inteligente”, destacou.

Apesar de ser uma realidade em países como Japão e Áustria, a tecnologia é inédita no cenário nacional. O coordenador do projeto na Sanepar, Murilo Duma, explica que o Smart foi um dos projetos contemplados este ano. “Isso demonstra como a infraestrutura de coleta de esgoto pode ter um potencial estratégico e sustentável", afirma Duma.

Cidades Inteligentes - O projeto piloto opera há pouco mais de um ano com 2 km de extensão, mantendo estabilidade do sinal. A escolha do Zoológico de Curitiba, em parceria com a Prefeitura Municipal não foi por acaso, a grande extensão da área tornaria o custo elevado caso houvesse a instalação de postes. 

A implementação ocorreu aproveitando o período em que a rede coletora recém-construída ainda estava seca. A partir desse cabeamento subterrâneo, o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) montou a estrutura de roteadores e transmissores de Wi-Fi.

Além do benefício direto ao cidadão, a tecnologia combate problemas estruturais comuns nos centros urbanos, como o excesso de cabos expostos (poluição visual), furtos de fiação e vandalismo, já que os cabos ficam protegidos no subsolo.

Projeto Smart Zoo, aplicado no Zoológico de Curitiba, utiliza a infraestrutura de saneamento para oferecer Wi-Fi gratuito e maior segurança com câmeras de monitoramento

Reconhecimento
Sanepar vence prêmio em 7º edição Inova Infra Sanepar vence prêmio em 7º edição Inova Infra Anatalicio Risden, Wilson Bley e Murilo Duma recebem o reconhecimento
Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto
Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto
Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto Instalação de redes de fibra óptica em redes de esgoto
Sanepar Inova Infra Sanepar Inova Infra
Sanepar Inova Infra Sanepar Inova Infra
Curitiba
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Uso correto da rede de esgoto contribui para a despoluição de rios urbanos

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), com o objetivo de preservar a qualidade da água e a eficiência do sistema de esgotamento sanitário, está realizando mais de 10 mil vistorias técnicas em imóveis da microrregião de Toledo. O trabalho, executado de forma contínua por técnicos contratados pela Companhia, visa identificar se os efluentes domésticos e não domésticos seguem os caminhos e o tratamento adequados antes de chegarem ao destino final — o rio —, sem causar impactos negativos.

“O compromisso da Sanepar com a saúde da população vai além de levar água de qualidade e coletar o esgoto. Nosso compromisso também se estende ao bem-estar das pessoas nas cidades, buscando contribuir para um ambiente saudável para todos”, afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley.

As vistorias abrangem imóveis residenciais, comerciais e industriais. Para cada situação, é feita uma avaliação específica dos requisitos para determinar se o esgoto está corretamente ligado à rede de coleta e se a água da chuva ou outros efluentes industriais recebem o destino adequado.

Segundo o empregado da Sanepar em Toledo responsável pelos serviços de vistoria, Fernando Eidt, este trabalho é rotineiro tanto em Toledo quanto em municípios vizinhos, como Vera Cruz do Oeste, Palotina, Terra Roxa e Guaíra.

“As vistorias são feitas sem distinção. Nas residências, a equipe terceirizada verifica requisitos básicos do esgoto doméstico, inspecionando se o efluente de vasos sanitários, pias de cozinha, máquinas de lavar e tanques de roupas está sendo direcionado corretamente para a rede de esgoto, e não para rios e córregos”, explica Eidt.

Em imóveis industriais e comerciais, as equipes são acompanhadas por um técnico especializado da Sanepar para garantir que cada tipo de esgoto tenha o tratamento e o destino adequados à sua classificação.

A Sanepar também realiza em Toledo, como serviço de rotina, vistorias para a liberação do “Habite-se” em novas residências. Na cidade, a liberação dos imóveis para ocupação só é feita pela Prefeitura após laudo da Sanepar atestando que a infraestrutura de saneamento foi construída de forma adequada.

FOCO ESTRATÉGICO NA SANGA MARRECO – Uma das áreas em que a Sanepar tem concentrado ações em Toledo é a região da Sanga Marreco. Trata-se de uma zona de atuação do projeto Rio ComVida, do qual a Sanepar é parceira. Na microbacia da Sanga Marreco, técnicos da Companhia estão vistoriando cerca de 1.400 residências.

O projeto Rio ComVida é uma iniciativa socioambiental do município de Toledo com a 3.ª Promotoria de Justiça da cidade, voltada à recuperação e à preservação do trecho urbano da bacia do Rio Marreco. O principal objetivo é promover a melhoria da qualidade da água, a restauração de áreas degradadas e o fortalecimento da consciência coletiva sobre o cuidado com os recursos hídricos.

O QUE ESTÁ SENDO FISCALIZADO – As equipes técnicas analisam minuciosamente as conexões hidrossanitárias para assegurar que cada imóvel opere conforme as normas vigentes. Os principais itens verificados incluem:

— Instalação de caixas de gordura: verificação da presença e do estado de conservação do dispositivo, essencial para evitar o entupimento das tubulações públicas.

— Água de chuva na rede de esgoto: identificação de ligações irregulares de calhas e ralos pluviais na rede de esgoto, prática que causa refluxos e sobrecarga no sistema durante períodos de chuva.

— Esgoto não doméstico: em imóveis comerciais e industriais, a fiscalização foca no descarte correto de resíduos que, por sua natureza, exigem tratamento ou pré-tratamento específico antes de chegarem à rede pública.

Na microrregião de Toledo, técnicos da Sanepar trabalham para garantir que o esgoto receba tratamento adequado e para evitar que os rios urbanos recebam efluentes irregulares

Esgoto
Técnico despeja corante para verificar caminho do esgoto Técnico despeja corante para verificar caminho do esgoto Trabalho dos técnicos contribuem para eficiência do saneamento e conservação da qualidade da água dos rios --
Técnico vistoria DTI Técnico vistoria DTI Trabalho dos técnicos contribuem para eficiência do saneamento e conservação da qualidade da água dos rios --
Técnica vistoria DYI Técnica vistoria DYI Trabalho dos técnicos contribuem para eficiência do saneamento e conservação da qualidade da água dos rios
Toledo
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Sanepar celebra 333 anos de Curitiba com ações de sustentabilidade e educação ambiental no Parque Barigui

Enviado por Chelsea Karina… em

O sol brilhou no último domingo (29) para celebrar os 333 anos de Curitiba. No Parque Barigui, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) integrou as festividades da capital com uma programação especial na Feira de Sustentabilidade. Realizado nos dias 28 e 29, em frente ao Complexo IMAP, o evento também homenageou o Dia Mundial da Água.

A Estação Sanepar ofereceu ao público jogos temáticos, interações virtuais e maquetes de saneamento rural. Para garantir o bem-estar dos visitantes, uma tenda de hidratação distribuiu copos de água durante a feira.

O engenheiro civil Bruno Sehaber, de 33 anos, participou das atividades e destacou a importância da conscientização. “É positivo entender o processo de tratamento de água e esgoto, pois enfrentamos desafios técnicos que nem todos conhecem. Diferente de outros países, nossa infraestrutura ainda não permite descartar papel na tubulação, mas estamos expandindo. Educar a população é essencial para o tratamento adequado e uma melhor experiência do usuário”. 

As ações atenderam desde o público infantil, com as mascotes Sane e Aqualino, até visitantes como Francisco Zorzo, de 67 anos, que conheceu detalhes do ciclo "do rio ao rio". “Essas ações são fundamentais para a saúde pública. No meu dia a dia no condomínio, é gratificante saber que a água recebida é tratada e que o esgoto descartado recebe o devido cuidado antes de retornar ao meio ambiente”, enfatizou Zorzo.

A iniciativa foi realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba e outras instituições que promovem a preservação ambiental.

Companhia promove educação ambiental e reforça a importância do tratamento de água e esgoto para a saúde dos curitibanos

Socioambiental
Feira Sustentabilidade Feira Sustentabilidade
Feira Sustentabilidade Feira Sustentabilidade O engenheiro civil Bruno Sehaber, de 33 anos, participou das atividades e destacou a importância da conscientização
Feira Sustentabilidade Feira Sustentabilidade Francisco Zorzo, de 67 anos, conheceu detalhes do ciclo "do rio ao rio"
Feira Sustentabilidade Feira Sustentabilidade
Curitiba
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Ações em Toledo pelo Dia Mundial da Água encerram com monitoramento do Rio Marreco

Enviado por Monica Venson em

 Um grupo de empregados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) suspendeu as atividades rotineiras nesta quinta-feira (26) para integrar o projeto “Rio Com Vida”. A ação marcou o encerramento do ciclo de monitoramento ambiental em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. Ao todo, 11 profissionais percorreram a região da nascente do Rio Marreco, no Jardim Gisela, em Toledo. Durante a atividade, foi aplicado o Protocolo de Avaliação Rápida de Rios (PAR), que consiste em uma análise visual do leito da sanga e da vegetação ripária, a mata ciliar presente nas margens. Segundo Andreia Maria de Souza Martins Cabral, representante da Sanepar no projeto, a Companhia também atua com vistorias e fiscalizações para coibir o despejo irregular de esgoto. “A Sanepar é parceira da Prefeitura de Toledo com a convicção de que a união de forças alcança resultados positivos para a preservação ambiental”, destaca. 

DIAGNÓSTICO POSITIVO - A agente de suporte operacional Carina Ferreira Kleinschmitt, que participou da inspeção, classificou os resultados como satisfatórios. “Nos três trechos analisados, os indicadores apontam para condições naturais. Embora o impacto urbano cause assoreamento e erosão, notamos evolução na recuperação da mata ciliar e na redução do descarte de lixo em comparação a anos anteriores”, pontuou. O diagnóstico servirá como base técnica para futuras ações de recuperação ambiental na parte alta da microbacia do Rio Marreco, um dos cursos d’água mais importantes do município. 

MONITORAMENTO PARTICIPATIVO - As atividades tiveram início no dia 16 de março, abrangendo também as sangas Panambi, Cerro Corá e Jacutinga. O "Rio Com Vida" é uma iniciativa socioambiental que utiliza o monitoramento participativo para sensibilizar a comunidade. De acordo com a bióloga da Secretaria do Meio Ambiente de Toledo, Lilian Queli Cardoso, o objetivo é fazer com que as pessoas olhem para o rio de forma crítica. “A partir dessa avaliação simples e visual, buscamos melhorar o ambiente aquático e conscientizar a população sobre a situação dos nossos recursos hídricos”, explica. 

REDE DE COOPERAÇÃO - Para viabilizar a programação, a Secretaria do Meio Ambiente mobilizou uma ampla rede de apoio. Além da Sanepar, também colaboraram as pastas municipais de Educação, Saúde, Cultura, Infraestrutura, Serviços Públicos e Comunicação. A iniciativa conta ainda com o suporte institucional de órgãos como Itaipu Binacional, IDR-PR, IAT e do Núcleo Regional de Educação. O setor acadêmico e escolar marcou presença com representantes da Unioeste, Unipar, PUCPR, Faculdade Donaduzzi, UTFPR (mantenedora da Usina do Conhecimento), colégio Funet e as escolas estaduais Castelo Branco (Premen), Jardim Gisela, Novo Horizonte e Galdino de Lima. A empresa Aqua Paraná e o Allmayer Supermercados também integraram a parceria.

Ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente integram o projeto “Rio Com Vida”, em que empregados da Sanepar avaliaram as condições de trechos urbanos da microbacia do Rio Marreco, nesta quinta-feira (26)

Socioambiental
Empregados com pranchetas analisam condição do rio Empregados com pranchetas analisam condição do rio Diagnóstico das condições dos rios urbanos de Toledo contribui para melhorar o ambiente aquático e conscientizar população sobre recursos hídricos.
Empregados analisam condições do rio Empregados analisam condições do rio Diagnóstico das condições dos rios urbanos de Toledo contribui para melhorar o ambiente aquático e conscientizar população sobre recursos hídricos.
Empregado analisa condição do rio Empregado analisa condição do rio Diagnóstico das condições dos rios urbanos de Toledo contribui para melhorar o ambiente aquático e conscientizar população sobre recursos hídricos.
Equipe da Sanepar fez avaliação na região da nascente do Rio Marreco, em Toledo Equipe da Sanepar fez avaliação na região da nascente do Rio Marreco, em Toledo Equipe da Sanepar fez avaliação na região da nascente do Rio Marreco, em Toledo
Toledo
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Sanepar investe R$ 13 milhões na modernização do tratamento de esgoto de Cambará

Enviado por Giovanna Migot… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 13 milhões na obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari em Cambará. Trata-se de um sistema moderno de pós-tratamento do esgoto, incluindo uma tecnologia inovadora na gestão do lodo: o modelo conhecido mundialmente como wetland ("zona úmida", na tradução), mesmo processo realizado pela natureza em áreas úmidas ou pantanosas.

O gerente Geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite, explica que as raízes das plantas fazem a filtragem da água final do processo de tratamento do esgoto e retém o lodo: “uma tecnologia mais sustentável e natural para o tratamento”, indica o gerente sobre o ganho ambiental.

“A gente consegue concentrar o lodo e fazer a degradação natural dele através de plantas, reduzindo produtos químicos e equipamentos para secagem do lodo”, destaca, Leite, também sobre o quesito econômico. O processo comum de gestão do lodo usa polímero e uma centrífuga ou de leitos de secagem, que exigem um esforço para manejo.

Na última semana, o prefeito de Cambará, Walcir Joaquim, conheceu em detalhes a tecnologia implantada na ETE Alambari. “Wetland é um diferencial por combinar o sistema de lodos ativados com o tratamento por plantas. Trata-se de uma das primeiras estruturas desse tipo no Norte do Paraná, reforçando o caráter inovador do modelo utilizado no nosso município”, disse.

Para Walcir, a visita também valeu para estreitar os laços com a Sanepar. “Queremos evidenciar e agradecer a importância dos investimentos em saneamento para a melhoria da qualidade de vida da população, o fortalecimento da saúde pública e a preservação do meio ambiente”, comenta.

“Seguimos acompanhando de perto ações e investimentos importantes que ajudam a construir uma Cambará cada vez melhor para todos“, ressalta o prefeito.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, conta que a Sanepar tem investido cada vez mais em tecnologias sustentáveis, além de manter as portas abertas para encontrar soluções conjuntas com os municípios.

”Mantemos sempre um diálogo aberto e franco com o poder concedente para que vejam como estamos tratando dos sistemas de água e esgoto nos municípios. Mesmo onde já alcançamos a universalização do saneamento, como é o caso de Cambará, aprimoramos os processos de tratamento para promover mais saúde e qualidade ambiental”, destaca Bley.

Segundo o presidente, o sistema wetland tem ainda um apelo importante no quesito sustentabilidade: ao invés de emitir, retém carbono.


ESTRUTURA - A obra de ETE Alambari entrou em etapa final. O sistema de pós-tratamento de efluente tem tecnologia de reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASB) e tratamento biológico por um sistema de Lodos Ativados em Batelada (SBR). Este promove a remoção de matéria orgânica e nutrientes como fósforo e nitrogênio com alta performance.

Na ETE Alambari, os wetlands ocupam área de 1.600 metros quadrados e receberam receberam em torno de 1.120 toneladas de camadas entre areia grossa e brita, além de centenas plantas de banhado.

GESTÃO DO LODO – O modelo de wetlands vem sendo implantado gradativamente pela Sanepar em estações de tratamento de esgoto no Paraná. Existem duas aplicações desta tecnologia: no meio do processo de tratamento do esgoto e final, para tratar o lodo. Neste, o lodo é depositado sobre camadas filtrantes, incluído as raízes das plantas, que ajudam a eliminar poluentes além de evitar maus odores. Como exige o modelo, antes o solo é preparado com geomembrana, visando a sua impermeabilização.  

A Sanepar iniciou a implantação de wetlands pelo Oeste do Paraná. O projeto-piloto data de 2020 em Santa Helena. Atualmente o modelo que trata o lodo do esgoto está funcionando em Assis Chateaubriand e Vera Cruz do Oeste.  No Norte do Paraná, a tecnologia já está sendo utilizada em Cambará, Cornélio Procópio (ETE Tangará II) e Joaquim Távora.  

Nos canteiros, o tratamento do lodo é feito por desidratação e mineralização, por meio de bactérias que aderem nas superfícies das raízes das plantas. O material é transformado em composto orgânico estável, ou seja, inertizado e pronto para uso agrícola. O período de acúmulo é de 5 a 10 anos, sem necessidade de manejo neste prazo.

O modelo está sendo implantado em Serranópolis, Saudade do Iguaçu, Turvo, Pinhão, Palotina e Curitiba (ETE CIC/Sisto), onde existem obras de ampliação das estações.  

SOLUÇÃO NATURAL - A outra modalidade de aplicação, em substituição ao tratamento convencional de efluentes, já opera em Quatiguá, também no Norte do Estado. Lá os tanques com plantas estão no meio do processo, sendo, na verdade o core.  Há obras, neste sentido, também em estações de tratamento de esgoto de Ramilândia, Saudade do Iguaçu e Roncador.

 

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari ganhou módulo de pós tratamento e wetlands para tratar o lodo do esgoto

Pesquisa e Inovação
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Cambará recebe R$ 13 milhões de investimentos para modernizar estação de tratamento de esgoto
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Prefeito Walcir conhece detalhes da nova tecnologia com raízes de plantas para tratar lodo
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Prefeito Walcir conhece detalhes da nova tecnologia com raízes de plantas para tratar lodo
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Sanepar retirou 370 toneladas de lixo das praias; limpeza foi aprovada pelos veranistas

Enviado por Glaydson Angel… em

Colocar os pés na areia com a segurança de encontrar uma praia limpa foi um dos pontos de destaque para quem frequentou o litoral paranaense na temporada de verão 25/26. Foi o que apontou uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas nos municípios de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná: 80,9% dos veranistas e moradores consideram a limpeza das praias como "boa" ou "ótima".

O levantamento reflete o esforço operacional da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ao longo de três meses, a Companhia recolheu 370 toneladas de lixo das areias. A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro. Na temporada passada, o total de lixo retirado da areia chegou a 457 toneladas. 

LIMPEZA E TURISMO - Para quem vive da orla, a limpeza é um ativo financeiro. O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto, 40 anos, afirma que a praia limpa é essencial para garantir o sustento da família, que atua no comércio local há 36 anos.

“Para nós, vendedores, é fundamental que o turista possa sentar em um local confortável e limpo. Isso atrai o turismo, ajuda na proteção da biodiversidade marinha e impulsiona a economia da cidade. O lixo impacta diretamente a nossa vida”, explica Mario.

PÓS-SHOWS - Um destaque da temporada foi a logística de limpeza após grandes eventos. Mesmo com o grande volume de resíduos gerado após os shows nas areias, a Sanepar garantiu que a população não fosse impactada no dia seguinte.

“A Sanepar tem um compromisso com a manutenção ambiental. O trabalho das equipes demonstra a força de cuidado com o nosso litoral. Nosso objetivo é que, ano a ano, o volume de lixo recolhido diminua, indicando uma maior conscientização da população”, destacou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

Além da limpeza, a Companhia também focou na Educação Ambiental, com a entrega de sacolas plásticas para que os próprios veranistas fizessem o descarte correto.

SANEAMENTO - Para o vendedor ambulante Braga Neto, o sucesso da temporada também passa pelas ações de saneamento básico na região de longa duração. “O percentual altíssimo de cobertura de esgoto faz com que as águas sejam próprias para banho. Isso, somado à limpeza diária da areia, faz o turista querer retornar em todas as temporadas”, conclui.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 19 de fevereiro de 2026, com moradores e veranistas acima de 16 anos. Foram ouvidas 1.504 pessoas.

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra ampla aprovação da limpeza das praias paranaenses realizada pela Sanepar durante o Verão Maior

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Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto, 40 anos, afirma que a praia limpa é essencial para garantir o sustento da família
Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
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Sanepar resgatou cerca de 2 mil animais desde o início do enchimento do Reservatório Miringuava

Enviado por Carla Bastos Dias em

Com o fechamento das comportas do Reservatório Miringuava, em São José dos Pinhais, no início de janeiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) já resgatou cerca de 2 mil animais silvestres com ajuda de embarcações. Uma força-tarefa composta por biólogos, veterinários e técnicos percorre as ilhas formadas com o enchimento para retirar animais que ficaram isolados. O total de resgates diários triplicou na comparação com o início dos trabalhos de preparação do reservatório. 

O resgate faz parte do plano de sustentabilidade da obra. O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que a Companhia atua com responsabilidade para garantir o abastecimento e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação ambiental. “Uma estrutura como essa, que terá capacidade de reservar 38,2 bilhões de litros de água, inevitavelmente causa impactos e trabalhamos para minimizá-los ao máximo em todas as etapas”, declara. 

Desde o início do programa de resgate e afugentamento, na fase de supressão vegetal, aproximadamente 7,8 mil animais já foram retirados ou afastados. “Com a água subindo, conseguimos ter uma visão melhor dos animais, porque eles vão para a borda ou ficam presos na ilha. Muitos deles não conseguem sobreviver sem um ponto de apoio terrestre e aí que entra o resgate”, explica Bruno Nadalin, coordenador de campo da empresa Jardiplan, parceira da Sanepar no processo de resgate.  

Nos salvamentos embarcados, 90% dos animais são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis.  Apesar de menores no tamanho, eles são fundamentais para toda a cadeia alimentar. “Os animais pequenos servem para controlar insetos, pragas e servem como alimento de animais. Ao negligenciar um grupo trófico de menor escala, você acaba a longo prazo impactando os grupos maiores até chegar nos animais de grande porte, como os mamíferos”, esclarece Nadalin. 

CUIDADO - Após a captura é feita uma avaliação clínica dos animais. Os que estiverem em plenas condições para voltar ao meio ambiente, são soltos em áreas selecionadas para evitar o risco de voltarem aos locais que serão alagados. Caso o animal tenha algum problema de saúde, a veterinária do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) fará a avaliação e iniciará o tratamento. Se necessário, é feito o encaminhamento para clínicas veterinárias conveniadas. 

O biólogo Gilson Maruno, da Gerência de Gestão Ambiental da Sanepar, ressalta que a prioridade é a soltura dos animais em áreas seguras, com condições ambientais semelhantes às da própria região do reservatório. “Essa é a preocupação da Companhia com a questão ambiental e preservação da biodiversidade local, mantendo os animais que são resgatados dentro do ecossistema da região do Miringuava”, pontua. 

VANGUARDA – Para compensar o espaço utilizado pela barragem, a Sanepar criou um corredor de biodiversidade de 7 milhões de metros quadrados, área 62% superior à utilizada para a reservação de água. 

Segundo Sergio Augusto Morato, coordenador geral do projeto pela Jardiplan, a Sanepar foi pioneira ao iniciar a restauração ambiental do Reservatório Miringuava antes da formação do lago, prática atípica em obras hídricas. “É um modelo que a comunidade científica exigia que fosse desenvolvido e a Sanepar vem atender exatamente nessa perspectiva”, ressalta.

Com a recuperação da vegetação e a introdução de animais neste novo habitat, a Companhia previne impactos sobre ecossistemas naturais já estruturados. “Hoje, praticamente toda a margem do reservatório está com vegetação, então o risco de perder os animais resgatados é minimizado. É um grande ganho ambiental”, acrescenta Morato.

RESERVATÓRIO DE ÁGUA - – A área a ser alagada é de 4,3 milhões m², o equivalente a 602 campos de futebol. Considerando um regime de chuvas dentro da estimativa, o prazo para que a represa esteja completamente cheia é de, no mínimo, nove meses.

A barragem foi construída para atender 650 mil pessoas diretamente e fortalecer o sistema de abastecimento de 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana, suprindo a demanda dos bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba; e as cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. 

O Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), que é formado pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Com o aumento da água reservada, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava dobrará sua capacidade de tratamento, saltando de 1.000 para 2.000 litros de água por segundo. 

 

Equipes embarcadas percorrem o lago para salvar animais que ficaram nas ilhas formadas pelo avanço da água, sendo que 90% são anfíbios ou répteis

Socioambiental
Total de resgates diários triplicou após o início do enchimento na comparação com a fase de preparação do reservatório Total de resgates diários triplicou após o início do enchimento na comparação com a fase de preparação do reservatório Total de resgates diários triplicou após o início do enchimento na comparação com a fase de preparação do reservatório
90% dos animais resgatados com os barcos são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis 90% dos animais resgatados com os barcos são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis 90% dos animais resgatados com os barcos são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis
Cerca de 2 mil animais silvestres já foram resgatados com ajuda de embarcações Cerca de 2 mil animais silvestres já foram resgatados com ajuda de embarcações Cerca de 2 mil animais silvestres já foram resgatados com ajuda de embarcações
Equipes multidisciplinares percorrem o lago com barcos para resgatar animais silvestres Equipes multidisciplinares percorrem o lago com barcos para resgatar animais silvestres Equipes multidisciplinares percorrem o lago com barcos para resgatar animais silvestres
Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC)
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