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Sanepar e UFPR identificam peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa

Enviado por Carla Bastos Dias em

Estudar o ecossistema dos reservatórios de água ajuda a entender como a própria natureza auxilia no combate ao agravamento do efeito estufa. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revelou que o lambari-miúdo (Psalidodon minor), peixe nativo de cerca de 10 centímetros, pode mitigar a emissão local de gases causadores do aquecimento global.

O engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar Maurício Bergamini Scheer é um dos autores do estudo realizado no Reservatório Passaúna, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Ele explica que reservatórios de abastecimento e de energia elétrica apresentam circulação de água mais lenta do que os rios, acumulando naturalmente mais matéria orgânica no fundo, que se decompõe e emite gases como o metano — o segundo maior responsável pelo aquecimento global e considerado cerca de 80 vezes mais nocivo que o gás carbônico em um período de 20 anos.

Neste contexto, a pesquisa descobriu que as populações de peixes nativos atuam como uma espécie de filtro ecológico, retendo o carbono proveniente do metano em sua biomassa (na carne), sendo um importante elemento para mitigar os gases de efeito estufa desse tipo de reservatório. “Na reabilitação deste ambiente artificial, os processos naturais das comunidades de seres vivos precisam se equilibrar dentro de sua dinâmica, criando uma infraestrutura biológica de mitigação climática”, esclarece.

LAMBARI-MIÚDO - Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Jean Ricardo Simões Vitule, o lambari-miúdo é importante pois, apesar do pequeno porte, tem uma massa significativa que sustenta predadores. A assimilação do carbono proveniente do metano por este peixe chega a ser de até 15% do seu peso.

“Temos que manter esse lambari, porque se houver diminuição da população ou se ele for extinto, o metano será emitido mais rapidamente para a atmosfera. Toda a comunidade funciona como um filtro ecológico, mas o lambari-miúdo é uma das engrenagens mais importantes no contexto deste tipo de carbono, e é difícil relatar isso em peixes. Este é um dos primeiros estudos globais com reservatórios mostrando que peixes são importantes nesses filtros de assimilação em âmbito de ecossistema de comunidades biológicas”, destaca.

ESPÉCIES INVASORAS - O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes, em especial o predador black bass (Micropterus nigricans), podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população do lambari-miúdo e de outros peixes nativos. Ao desestruturar a teia alimentar, o black bass potencializa a liberação de gás metano para a atmosfera, afetando a sustentabilidade a longo prazo. “São efeitos em diferentes escalas tanto para o reservatório quanto para o meio ambiente”, observa Vitule.

Scheer ressalta que é necessário fazer o monitoramento e o manejo ecológico focado na fauna nativa para impedir que ocorram essas invasões biológicas. “Desenvolvemos junto com o Laboratório de Ecologia e Conservação um protocolo de manejo que pode ser aplicado em qualquer reservatório do Brasil ou do mundo para prevenir e mitigar este problema que causa grandes prejuízos ecológicos e econômicos. Ele inclui várias formas de vida diferentes, tanto aquáticas quanto terrestres, e visa aumentar, de forma ecologicamente equilibrada, as populações nativas e controlar as exóticas, como o black bass”, conta.

PRÓXIMOS PASSOS - O pesquisador da Sanepar afirma que ainda há muito a ser investigado, mas o estudo aponta esse potencial para os milhares de reservatórios existentes. “Entendemos que precisamos não só cuidar da quantidade deste ativo de saneamento, mas também da qualidade. Precisamos continuar investigando os mananciais e os reservatórios para conseguir antecipar possíveis problemas e valorizar os serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, conclui.

ESFORÇO INTERINSTITUCIONAL - A pesquisa intitulada “Assimilação de carbono derivado de metano por peixes nativos e não nativos em um reservatório neotropical” foi realizada pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, em parceria com o LEC/UFPR, o Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Lancaster Environmental Centre (Reino Unido), o LAB Analyses e o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MAPCF/SMMA). “Esse ‘mutualismo’ entre os setores é importante, pois se reflete em conhecimento para a sociedade. É um conhecimento basal e que gera frutos aplicados da ecologia para o manejo do reservatório”, finaliza o professor.

O estudo foi publicado na renomada revista científica internacional Water Biology and Security. Confira o estudo completo aqui.

O lambari-miúdo, nativo e endêmico do Rio Iguaçu, ajuda a reduzir a presença do metano na atmosfera, um dos mais nocivos para o aquecimento global

Água
Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Estudo da Sanepar em parceria com outras instituições identifica peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Lambari-miúdo assimila até 15% do seu peso em carbono proveniente do metano. Crédito: Vinícius Abilhoa
Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população de peixes nativos. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Peixes capturados no reservatório Passaúna para realização do estudo. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Jean Ricardo Simões Vitule, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), e Maurício Bergamini Scheer, engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, dois dos autores do estudo. Crédito: André Thiago/Sanepar
Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Estudo realizado no Reservatório Passaúna reforça a necessidade de fazer o manejo ecológico de reservatórios de abastecimento. Crédito: André Thiago/ Sanepar
Curitiba
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Sanepar celebra 112 anos de Foz do Iguaçu com cidade no top 10 do saneamento

Enviado por Monica Venson em

O município de Foz do Iguaçu comemora, nesta quarta-feira (10), seus 112 anos de emancipação consolidando-se como destaque no cenário do saneamento brasileiro. O resultado reflete o robusto cronograma de investimentos executado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que mantém o compromisso com o desenvolvimento socioeconômico da cidade na tríplice fronteira. Neste ano, Foz ficou entre os 10 municípios com os melhores índices de saneamento no grupo das 100 maiores cidades do país, de acordo com o Ranking do Saneamento 2026, publicado pelo Instituto Trata Brasil. Os aportes da Sanepar na cidade superaram R$165 milhões nos últimos sete anos, fundamentais para esse desempenho.

“A Sanepar trabalha com uma programação de investimentos constantes para manter a oferta de água tratada de qualidade, garantindo saúde e conforto à população e buscando a universalização do serviço de esgoto. Investir em saneamento é sinônimo de saúde e desenvolvimento econômico”, afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley. Para os próximos anos, estão em execução e previstos investimentos superiores a R$60 milhões, priorizando a expansão dos serviços e a eficiência técnica, com reflexos diretos nos indicadores sociais.

Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,751 — patamar considerado alto —, Foz do Iguaçu demonstra que o acesso ao saneamento impulsiona a saúde e a economia. O superintendente da Sanepar para a região, Marcio Luis de Souza, reforça que a ampliação dos sistemas de água e esgoto gera economia direta nos serviços públicos. “Para cada real investido em saneamento, economizam-se quatro reais em saúde pública, promovendo a redução de doenças de veiculação hídrica”, explica Souza.

INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA -A missão de promover a saúde pública materializa-se também na parceria com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Foz do Iguaçu para a urbanização da Ocupação Bubas, uma das maiores áreas informais do Paraná. Com aporte de quase R$4 milhões, a Sanepar contribui na implantação de 15 quilômetros de redes de água, 15 quilômetros de redes de esgoto e uma unidade de bombeamento para atender cerca de 1.350 famílias. As obras, que integram um projeto amplo de drenagem urbana, rede elétrica e pavimentação, têm previsão de conclusão para 2028.

Ainda em 2026, a Sanepar prevê a execução de mais de 80 quilômetros de tubulações de esgoto, além de estações elevatórias e a ampliação da Estação de Tratamento Ouro Verde — referência ambiental pela produção de energia elétrica a partir do biogás. Até 2028, está previsto outro empreendimento com a execução de mais 87 quilômetros de rede coletora  e uma estação de bombeamento para atender a região sudeste da cidade, além de duas estações de bombeamento que beneficiarão os moradores do Parque da Lagoa e das Oliveiras, no bairro Três Lagoas.

A médio prazo, com meta para 2029 e foco em manter o abastecimento de água potável para 100% da população iguaçuense, o planejamento inclui a ampliação da captação no Lago de Itaipu e a modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Vila C, que completará 30 anos de operação em 2028.

TECNOLOGIA CONTRA O "INIMIGO OCULTO" - Os investimentos em infraestrutura hídrica também priorizam tecnologias de ponta para tratamento, monitoramento de vazamentos e aumento da capacidade de reservação, garantindo a segurança hídrica em uma região de altas temperaturas. Atualmente, o principal desafio não são os vazamentos visíveis na superfície, mas as perdas subterrâneas.

A Sanepar atua diariamente no combate ao desperdício na distribuição. Em um período de cinco anos, o volume total economizado ultrapassou 7 bilhões de litros de água. Essa quantidade seria suficiente para abastecer, por 18 meses, um município do porte de Medianeira, também no Oeste.

Para combater o desperdício invisível, o Centro de Controle Operacional (CCO) opera 24 horas por dia, monitorando em tempo real todas as etapas do abastecimento. Por meio de sistemas de telemetria, as equipes controlam redes, reservatórios e estações para acelerar a resposta a vazamentos e interrupções e assegurar a eficiência do sistema.

 

No aniversário do município, a Companhia de Saneamento do Paraná destaca investimentos de R$ 165 milhões realizados nos últimos sete anos e avanço no ranking do Trata Brasil

Institucional e Governança
Mostra capatção flutuante no Lago de Itaipu Mostra capatção flutuante no Lago de Itaipu Atuação da Sanepar contribui para que Foz do Iguaçu seja top 10 no saneamento
Ete Beira Rio Foz do Iguaçu Ete Beira Rio Foz do Iguaçu Atuação da Sanepar contribui para que Foz do Iguaçu seja top 10 no saneamento
Captação Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu Captação Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu Atuação da Sanepar contribui para que Foz do Iguaçu seja top 10 no saneamento
Foz do Iguaçu
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Investimentos da Sanepar em rede de esgoto podem ter evitado 3.988 internações desde 2019

Enviado por Getulio Xavier… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), com seus investimentos para universalizar a coleta e tratamento de esgoto até 2029, pode ter evitado, nos últimos oito anos, 3.988 internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAIs), como diarreia, hepatite A e leptospirose. 

A conclusão se dá diante de um novo estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que mostrou que uma expansão de 1% na rede de esgoto no Paraná pode evitar 476 internações. 

Nas cidades em que a Companhia é responsável pelo serviço no estado, o Índice de Atendimento com Rede Coletora de Esgoto (IARCE) era de 74,22% em dezembro de 2019. Atualmente, o Índice é de 82,6%, um salto de 8,3 pontos percentuais.

Na prática, além de evitar o aumento dessas doenças, o avanço no saneamento também garante que o sistema seja desafogado e que este atendimento possa ser redirecionado para outras áreas com maior demanda no momento. São leitos e equipes que passam a ficar disponíveis, otimizando o uso dos recursos humanos e financeiros da saúde no Paraná. 

Do ponto de vista econômico, quase R$ 3,3 milhões são poupados a cada 10% de aumento na rede de esgoto, projeta o estudo. “Em termos de gastos hospitalares diretos, observou-se uma estimativa de R$ 4,79 milhões economizados pela ampliação da cobertura de saneamento nos últimos anos”, destacam os pesquisadores em outro trecho.

RUMO À UNIVERSALIZAÇÃO - No estado, a Sanepar é responsável pelo saneamento em 344 dos 399 municípios, coletando 82,4% do esgoto nas áreas urbanas e tratando 100% do que recolheu, dentro da legislação ambiental. A intenção é chegar a 90% de índice de coleta até 2029, antecipando em quatro anos a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento. 

“O impacto da universalização será um verdadeiro legado da Sanepar para o Paraná”, explica Wilson Bley, diretor-presidente da Companhia. “É muito mais do que saneamento, é saúde pública de qualidade para a população. Isso sem contar com todos os impactos econômicos, com a redução de gastos hospitalares e ganhos reais na qualidade de vida, emprego e renda daqueles com acesso à água e ao esgoto”, completa.

Nesse quesito, explica o Ipardes, convém citar que o avanço no saneamento também evita uma perda de R$ 2,68 milhões no PIB do estado. A cifra está relacionada com a queda nos afastamentos de trabalhadores acometidos por DRSAIs. 

“A questão do saneamento é um fator econômico importante, porque um estado com padrões adequados consegue ter acréscimo ao PIB, além de uma redução de perda de capacidade laboral e dias parados”, destaca Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes. “No estudo, mostramos que o saneamento tem reflexos não só na saúde, como também nos aspectos econômicos e sociais, além da sustentabilidade do estado.” 

QUALIDADE DE VIDA – A rotina de Ismail Donizete é um dos vários exemplos práticos desses impactos positivos citados pelo estudo do Ipardes. Desde que a vila onde mora em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, passou a ser atendida pela coleta de esgoto, a qualidade de vida e a saúde da família teriam avançado de forma significativa. 

“Depois que fizeram estas benfeitorias, com certeza a qualidade de vida melhorou muito. A gente passava muito perrengue para circular na região, porque era meio que um esgoto a céu aberto, com valetas escorrendo água para todo canto. Piorava porque o povo jogava lixo, misturava com chuva e esgoto. Então, com certeza melhorou 100% a rotina e a saúde”, conta. “Eu só tenho a elogiar. A gente paga a taxa, mas vale a pena”, completa.

Marcelina da Silva Tavares, outra moradora do município, também observou que situações que antes eram comuns e ofereciam risco para a saúde da vizinhança deixaram de acontecer após as obras de esgotamento na cidade. 

“Bichos como mosca, barata e rato diminuíram bastante. Outra coisa que senti muita diferença é o cheiro ruim que tinha na região e agora, com a rede de esgoto, não tem mais esse problema”, destaca.

A sensação de melhora observada por Ismail e Marcelina não é por acaso: na cidade, a Sanepar investiu R$ 77 milhões entre 2019 e 2025. Desse total, R$ 29 milhões foram destinados aos sistemas de abastecimento de água, R$ 47 milhões para o sistema de esgotamento sanitário e o restante em outras áreas. O município agora tem oferta de água tratada em 100% de sua área urbana e a cobertura da rede de coleta e tratamento de esgoto passou de 41% em janeiro de 2019 para 71% atualmente.

CONCLUSÕES SEMELHANTES - O novo estudo do Ipardes se soma a uma série de outras estimativas que também apontaram, ao longo dos últimos anos, a importância e os benefícios dos investimentos em saneamento. 

O Trata Brasil, por exemplo, também concluiu em 2025 que os investimentos da Sanepar ajudaram a reduzir as taxas de internações e mortalidade infantil. O número de mortes por DRSAI reduziu em 3,6% na faixa etária de 0 a 4 anos e 5,9% entre crianças de 5 a 9 anos. Em relação ao número de internações, houve queda de 6,9% de 0 a 4 anos e de 3,9% de 5 a 9 anos. O período analisado é de 2008 a 2024, intervalo em que o serviço de coleta de esgoto prestado pela Sanepar cresceu 24 pontos percentuais, saltando de uma cobertura de 56,15% para 80,16%.

Do ponto de vista econômico, o próprio Ipardes já havia citado, em abril deste ano, a Sanepar como um dos motores do bom momento econômico no Paraná. De acordo com o estudo, a empresa ampliou 44,6% sua participação no PIB do estado, passando a contribuir com 1% - ou R$ 7,81 bilhões - de todos os investimentos e geração de empregos e renda que movimentaram a economia de forma direta e indireta em 2025. 

Outro estudo com conclusões semelhantes sobre a importância do saneamento básico para a saúde pública foi feito pelo instituto Trata Brasil em janeiro deste ano. De acordo com a entidade especialista no setor, a cada R$ 1 investido em saneamento básico no Paraná, foram gerados outros R$ 3,16 em ganhos sociais. Os dados levam em conta a melhora na saúde, na produtividade, no emprego e no desenvolvimento daqueles que possuem acesso aos serviços de água e esgoto. Além de triplicar a riqueza social, este mesmo R$ 1 investido em saneamento no Paraná, segundo a Organização Mundial da Saúde, faz com que sejam poupados outros R$ 4 com atendimentos.

Segundo essas estimativas, portanto, o pacote de R$ 13 bilhões de investimentos da Sanepar no abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto até 2030 pode gerar R$ 41 bilhões em ganhos sociais e ajudar a economizar outros R$ 52 bilhões na saúde. 

Segundo o Ipardes, a cada 1% de avanço na rede de esgoto do Paraná, 476 pessoas deixam de ser internadas por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado

Esgoto
Obras de ampliação da rede de esgoto em Matinhos. Obras de ampliação da rede de esgoto em Matinhos. Obras de ampliação da rede de esgoto em Matinhos.
Obras de ampliação da rede de esgoto em Matinhos. Obras de ampliação da rede de esgoto em Matinhos. Obras de ampliação da rede de esgoto em Matinhos.
Obras de ampliação da rede de esgoto em Rio Branco do Sul Obras de ampliação da rede de esgoto em Rio Branco do Sul Obras de ampliação da rede de esgoto em Rio Branco do Sul
Obras de ampliação da rede de esgoto em Rio Branco do Sul. Obras de ampliação da rede de esgoto em Rio Branco do Sul. Obras de ampliação da rede de esgoto em Rio Branco do Sul.
Tubulações utilizadas em obras de ampliação da rede de esgoto em Roncador. Tubulações utilizadas em obras de ampliação da rede de esgoto em Roncador.
Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná. Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná. Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná.
Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná. Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná. Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná.
Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná. Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná. Ipardes apresenta para a Sanepar o estudo sobre a relação entre o saneamento e a incidência de DRSAIs no Paraná.
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Caixa-d’água garante estabilidade e usuários não percebem as manutenções no sistema de água

Enviado por Monica Venson em

Um levantamento realizado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) traçou o perfil da segurança hídrica dos imóveis no Paraná. Os dados mostram que uma parcela significativa da população — 23% nas residências e 30% nos comércios —, ainda está vulnerável a interrupções no abastecimento por falta de caixa-d’água ou cisterna. 

O estudo também reforça a importância da caixa-d’água não apenas como reserva de emergência, mas como fator determinante na percepção de qualidade do serviço e na continuidade do abastecimento no Paraná: 78% dos clientes com reservatório afirmam não ter sentido falta de água no período de um ano.  

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o reservatório doméstico é uma extensão do sistema de distribuição. “Este cenário revela que quem tem caixa-d’água não é afetado por interferências no abastecimento. Da mesma forma que a Companhia investe nos sistemas de reservação para a estabilidade do sistema, a caixa-d’água dos imóveis residenciais e comerciais permite o acesso à água, mesmo em casos de interrupção temporária”, comenta Bley. 

DIFERENÇA REGIONAL - A posse do reservatório doméstico nas residências varia conforme a região do estado. Na região Nordeste, 87,7% dos entrevistados disseram que possuem caixa-d’água nas suas residências. Já a região Sudoeste apresenta o menor índice, onde 64,3% dos imóveis residenciais e 54,7% dos comércios possuem reservação. Entre os municípios pesquisados, Telêmaco Borba, na região Sudeste  (56,6%) e Foz do Iguaçu (59,5%), no Oeste, apresentaram os menores índices de imóveis residenciais com a instalação destes equipamentos. 

O empresário Raimundo Wagner Moreira investe na construção de imóveis para venda e locação em Foz do Iguaçu e faz parte de uma minoria que reconhece a importância da reservação doméstica para o negócio e para a tranquilidade dos inquilinos e compradores. “É um item de extrema importância em uma obra. Caso a Sanepar precise fazer alguma manutenção na rede, a gente não fica desabastecido. Sempre coloquei o equipamento, inclusive estou fazendo uma obra nova e já está no projeto também fazer a caixa-d’água, afirma Moreira.” 

NORMAS TÉCNICAS - A norma técnica brasileira indica que todas as residências devem ter uma caixa-d’água. “O perfil das famílias que existem no Paraná é composto, geralmente, por três a quatro pessoas. Para esse perfil, uma caixa-d’água com 500 litros de volume consegue atender o abastecimento de uma residência por um dia, ou seja, por 24 horas. Isso é importante porque eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição de água e o serviço terá que ser interrompido para que se possa efetuar consertos ou outras intervenções, como interligações de obras desse tipo”, explica o gerente de engenharia da Sanepar, Eduardo Arrosi.

Arrosi também destaca a necessidade de instalação de cisternas para auxiliar no sistema de bombeamento de prédios e edificações com mais de dois pavimentos. Para construções com mais de 600 metros quadrados, é necessária a aprovação do projeto hidrossanitário na Sanepar. Em casos de prédios com dois ou mais pavimentos, é exigida a construção de uma cisterna. 

“As normas brasileiras recomendam que a Sanepar, e qualquer outra concessionária de distribuição de água, forneça uma pressão de 10 metros de coluna d'água (m.c.a.) na entrada do hidrômetro. Ou seja, a água teria força suficiente para subir 10 metros. Por isso, nos casos acima de dois pavimentos — nos quais os edifícios chegam muito próximo ou ultrapassam essas alturas — é necessária a cisterna com sistema de bombeamento. Com isso, o cliente não vai sentir falta de água”, comenta Arrosi.

ESTABILIDADE NO ABASTECIMENTO - A infraestrutura interna mitiga o impacto de paradas técnicas. Na região Noroeste, onde o índice de reservação é alto, a satisfação com a continuidade atinge 85,5%. Este número traduz o impacto positivo e revela a importância da caixa-d’água. 

“Eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição e o serviço terá que ser interrompido para consertos ou outras intervenções. Também é importante ressaltar que para distribuir água nós dependemos da energia elétrica. Então, quando há falta de eletricidade, pode ocorrer a paralisação no sistema de abastecimento de água. Nesses casos, tendo a caixa-d’água, o consumidor não vai sentir a falta, porque vai ter essa reserva em sua residência”, comenta Arrosi.

Além disso, diferente da eletricidade, a velocidade de deslocamento da água no sistema é muito menor e a retomada do abastecimento depende de vários fatores que são levados em consideração pelos técnicos da Sanepar. Nesses casos, a caixa-d’água residencial funciona como uma garantia. 

METODOLOGIA  – O levantamento contratado pela Sanepar foi realizado pelo Instituto Radar Pesquisas e ouviu no mês de novembro de 2025, 2.900 pessoas, sendo 2.400 de clientes residenciais e 500 clientes de imóveis comerciais em cidades polos de cada região do Paraná.  

 

Pesquisa contratada pela empresa mostra 78% dos clientes com reservatórios dizem não ter sentido falta de água no período de 12 meses. A falta do equipamento gera transtornos quando é necessário um serviço de manutenção por parte da Sanepar

Água
imagem mostra uma caixa d"água imagem mostra uma caixa d"água Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa
imagem mostra uma caixa d'água imagem mostra uma caixa d'água Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa
Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel
Foz do Iguaçu
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Roncador: com investimentos da Sanepar moradores terão acesso a saneamento

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 24,3 milhões em obras para levar o serviço de esgoto para Roncador. A implantação de uma rede de coleta com mais de 34 quilômetros está sendo executada no município com o objetivo de dotar a cidade de infraestrutura de saneamento adequada. Além disso, uma unidade de tratamento de esgoto, que vai utilizar soluções baseadas na natureza, deve permitir que 100% do esgoto coletado receba tratamento adequado e eficiente.

Com quase 12 mil habitantes, o município chegará a pouco mais de 50% de atendimento com o serviço de coleta e tratamento de esgoto ao final das obras, beneficiando mais de 1,9 mil famílias. Além das redes coletoras, toda a estrutura de saneamento também inclui uma unidade de tratamento e a implantação de tubulação de maior porte – que faz a ligação entre as redes que passam em frente às casas e o tratamento de esgoto.

“A Sanepar se mantém firme na missão de universalizar o saneamento no Paraná, tornando-o o primeiro estado brasileiro a alcançar a meta estabelecida pelo Marco Regulatório do Saneamento, que é atingir 90% de atendimento com o serviço de esgoto. Para isso, está programado um ousado plano de investimentos financeiros, utilizando tecnologia de ponta e inovadora para levar saúde à população, aliada à conservação de recursos naturais”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

MÉTODOS INOVADORES – A previsão é de que as obras sejam concluídas em 2027. Até lá, os moradores devem aguardar autorização da Sanepar para fazer a ligação domiciliar à rede coletora. Para a implantação da tubulação, com investimentos de mais de R$ 10 milhões, está sendo adotado um método não destrutivo que utiliza uma perfuratriz, o que evita a abertura de valas para o assentamento da tubulação.

A construção da unidade de tratamento também está em andamento. Os investimentos para a implantação de uma estação de tratamento que utiliza tecnologia inovadora, com solução baseada na natureza, são de cerca de R$ 14 milhões. “Será implantado no município um sistema conhecido como wetlands, em que são utilizadas plantas para fazer a depuração do esgoto. Esta tecnologia alinha-se ao conceito de economia circular, oferecendo uma solução eficiente, com benefícios ambientais e sociais”, comenta o gerente de projetos e obras da Sanepar, Marcelo Dias. 

ORIENTAÇÕES SOBRE AS OBRAS – Mesmo utilizando uma técnica de engenharia que evita maiores transtornos com a abertura de valas, as obras de saneamento têm longa duração, são complexas e executadas no subsolo, onde, além de infraestrutura de telecomunicação e drenagem urbana, também estão as redes de água. E as movimentações no subsolo podem danificar as tubulações de água, provocando interrupções no abastecimento e transtornos temporários à população. “Por isso, é importante que cada residência tenha uma caixa de água adequada ao consumo da família e os moradores fiquem atentos aos canais de atendimento ao cliente da Sanepar, pois eles trazem informações sobre o abastecimento de forma atualizada”, explica a gerente regional da Sanepar, Araceli Stella.

Obras de implantação da rede de esgoto, que devem terminar no ano que vem, vão permitir que mais da metade dos imóveis da cidade tenha acesso ao sistema de esgoto

Esgoto
imagem mostra tubulação de esgoto imagem mostra tubulação de esgoto Sanepar implanta sistema de coleta e tratamento de esgoto em Roncador
Mostra implantação da rede de esgoto em Roncador Mostra implantação da rede de esgoto em Roncador Sanepar implanta sistema de coleta e tratamento de esgoto em Roncador
Roncador
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Mallet recebe Sanepar Perto de Você nesta quarta-feira (1º), com serviços gratuitos e lazer

Enviado por Adriana Brum em

O Programa Sanepar Perto de Você chega, nesta quarta-feira (1º) a Mallet, no sudeste do Paraná, a partir das 10 horas, no Ginásio Municipal de Esportes.

O evento é uma iniciativa da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) que reúne, em um mesmo lugar, serviços de atendimento aos clientes – desde atualização de dados até negociação de valores em atraso –, atividades de Educação Ambiental, lazer e entretenimento, além de outros serviços prestados pela Prefeitura local.

A entrada gratuita e as atividades, que atendem ao público de todas as idades, vão até as 15h. Esta é a segunda edição do programa em 2026; a primeira foi em Campo Magro, onde reuniu 2,7 mil pessoas.

“Queremos estar cada vez mais perto das pessoas que atendemos, entregando saúde e qualidade de vida por meio da água tratada e da destinação correta do esgoto”, afirma o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley, idealizador do programa.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL - Entre as atrações, estão jogos e atividades lúdicas que ensinam sobre a história e a importância do saneamento; monitores a postos para explicar as maquetes que replicam sistemas de tratamento de água e outros equipamentos da rotina de trabalho na Sanepar, como hidrômetros e o robô de investigação de rachaduras nas tubulações.

A hidratação é garantida com os totens de água tratada da Companhia.

Os estudantes de escolas municipais vão poder se divertir com as mascotes da Sanepar, Aqualino e a Sane, que estarão acompanhados de outros personagens como o Zé Gotinha, o Mosquito da Dengue, a Tampinha, o Super Herói Rotariano, o Cachorro Caramelo, O Sepaquito (da indústria Sepac), a capivara Fundoca (da Fundação Sanepar) e o Janzinho, (da secretaria municipal do Esporte).

A população pode levar tampas de produtos plásticos para doação no ponto de coleta que será instalado temporariamente no ginásio e óleo de cozinha usado.

SERVIÇOS SANEPAR – A Sanepar também vai instalar um totem eletrônico de autoatendimento e vai contar com equipes prontas para tirar dúvidas sobre a prestação do serviço, faturas e débitos. 

SERVIÇOS PREFEITURA – Também serão oferecidos serviços gratuitos da Prefeitura, com equipes da Saúde realizando orientações de saúde bucal, aferição de aferição de pressão, testes rápidos de HIV, diabetes e glicemia) e atualização de carteira vacinal; apresentações de escolinhas de futebol, capoeira, balé e do Grupo Folclórico Polonês Mazury.

O Ônibus Emprega Mais Paraná, unidade móvel da Agência do Trabalhador do governo estadual, vai auxiliar quem procurar um emprego, com atualização de cadastros, consulta e encaminhamento para vagas e divulgação de qualificações profissionais.

APROXIMAÇÃO COM A COMUNIDADE - O coordenador do programa, assessor da Diretoria Adjunta de Comunicação e Marketing da Sanepar, Mario Celso Cunha, destaca que cada edição tem como foco principal atender às necessidades dos moradores.

“O principal objetivo está sendo alcançado, aproximar a comunidade da Sanepar e com apoio irrestrito da prefeitura, com a participação das escolas, secretarias, um resultado excelente de relacionamento”, ressaltou o coordenador do projeto, Mario Celso Cunha.

O PROGRAMA - Com o êxito de ter atendido 20,5 mil pessoas nas nove edições realizadas em 2025, o Sanepar Perto de Você é resultado de esforços da Companhia em parceria com as prefeituras, o Governo do Paraná, o Rotary Sanepar, a Fundação Sanepar (Fusan), a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e instituições locais.

Serviço: Sanepar Perto de Você em Mallet

Data: 1º de abril de 2026 (quarta-feira)

Horário: das 10h às 15h

Local: Ginásio de Municipal de Esportes (Rua XV de Novembro, entre as ruas Padre Severo Preima e Afonso Pena, Centro, Mallet)

A Sanepar inicia o mês de abril com a segunda edição de 2026 do evento que se aproxima da população com atividades para todas as idades, das 10h às 15h, no Ginásio Municipal de Esportes

Institucional e Governança
Participantes da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você em Campo Magro Participantes da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você em Campo Magro Campo Magro: 2,7 mil pessoas participaram da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você
Participantes da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você em Campo Magro Participantes da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você em Campo Magro Campo Magro: 2,7 mil pessoas participaram da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você
Participantes da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você em Campo Magro Participantes da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você em Campo Magro Campo Magro: 2,7 mil pessoas participaram da 10ª edição do programa Sanepar Perto de Você
Mallet
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Sanepar patrocina jovem talento paranaense em competição internacional de artes marciais

Enviado por Monica Venson em

A paranaense, nascida na Lapa, Amanda de Oliva, de 16 anos, foi convocada para disputar o 10º Campeonato Mundial Júnior de Wushu (o novo Kung Fu), em Tianjin, China. Patrocinada pela Sanepar, a atleta vai competir, entre os dias 25 e 31 de março, na sua categoria, no boxe chinês, que é uma modalidade de luta moderna de contato direto, que mescla técnicas de socos, chutes e projeções (quedas).

Amanda visitou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, nesta terça-feira (17), acompanhada de seu treinador, Joelson Brandenburg, para agradecer e ressaltar a importância de se investir no esporte. “Há muita preparação e treinos, além da expectativa de trazer o melhor resultado possível”. O patrocínio da Sanepar foi essencial para conseguir realizar esse sonho”, resumiu a lutadora.

“O simples fato de uma jovem atleta participar de um evento esportivo internacional, já traduz a importância e relevância que a Sanepar manifesta, por meio de suas iniciativas de patrocínio e apoio, aos projetos que se alinham com nossa missão de desenvolvimento social, agregado às pessoas, grupo e sociedade”, disse Bley. “Todos os paranaenses torcem pela Amanda e por outros jovens atletas que se dedicam ao esporte, que é sinônimo de vida saudável e de um dos grandes propósitos dessa Companhia, que é levar saúde para as pessoas,” conclui.

BANDEIRA DA SANEPAR  -  O treinador de Amanda destacou “a credibilidade da Sanepar em patrocinar uma atleta amadora, que serve como exemplo para que outras empresas reconheçam a importância desse tipo de ação, que possibilita a representatividade não só do Paraná, mas como do Brasil em eventos internacionais”. 

No encontro, o diretor-presidente entregou à atleta a bandeira da Sanepar, como um símbolo de “boa sorte”, nas competições.

Aos três anos, a jovem lutadora começou nas artes marciais lutando capoeira, quando participou de algumas competições. Em 2021, retomou as atividades esportivas, desta vez direcionada aos treinos no Boxe Chinês, originário do Kung Fu Tradicional, mas com adaptações mais competitivas. 

 

Amanda Oliva de 16 anos, foi selecionada para disputar boxe chinês no 10º Campeonato Mundial Júnior de Wushu, arte marcial chinesa conhecida como o novo Kung Fu

Esporte e Cultura
presidente da Sanepar ledeado pela atleta Amanda e treinador presidente da Sanepar ledeado pela atleta Amanda e treinador Amanda Oliva de 16 anos, foi selecionada para disputar boxe chinês no 10º Campeonato Mundial Júnior de Wushu, arte marcial chinesa conhecida como o novo Kung Fu
Atleta Amanda ao lado do treinador Atleta Amanda ao lado do treinador Amanda Oliva de 16 anos, foi selecionada para disputar boxe chinês no 10º Campeonato Mundial Júnior de Wushu, arte marcial chinesa conhecida como o novo Kung Fu
Curitiba
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Com apoio da Sanepar, Ilha das Cobras recebe Escola do Mar no Litoral

Enviado por Monica Venson em

A reforma do Parque Estadual Ilha das Cobras, antiga residência oficial de veraneio do Governo do Paraná, foi entregue neste sábado (14). O espaço agora sedia a Escola do Mar, um centro dedicado ao ensino de gastronomia, turismo e preservação ambiental.

O investimento total de R$ 10 milhões foi viabilizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Secretaria da Educação (Seed), Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e Copel. Os recursos custearam a adequação das edificações, novas instalações elétricas, saneamento básico e o mobiliário pedagógico. 

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a entrega é um marco simbólico que reflete a visão inovadora da gestão. “A 'Ilha da Mordomia' se transforma, a partir de hoje, na Escola do Mar. Um lugar que era de descanso de governadores passa a ser um local de oportunidade para centenas de alunos, que poderão se tornar chefs de cozinha ou empreender no setor de pousadas”, destacou.

A Sanepar é parceira do investimento na estrutura com um aporte de R$ 1,1 milhão. “Essa grande parceria tornou possível trazer novas tecnologias para o Litoral. São dois projetos piloto com a instalação de uma unidade de dessalinização que é a primeira da Sanepar e talvez seja o futuro do abastecimento de água no Litoral do Paraná. Também implantamos o sistema de tratamento de esgoto através de wetlands, que é um sistema de tratamento com solução baseada na natureza” afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

A estrutura implantada pela Companhia incluiu a perfuração de dois poços com instalação de equipamentos de dessalinização da água, garantindo assim água potável de qualidade para turistas, estudantes e visitantes. Um sistema ecológico de tratamento de esgoto com zona de raízes, que tem alta eficiência de depuração e é considerado um tratamento ecológico. 

As intervenções garantem o recebimento seguro de visitantes, fortalecendo o uso público sustentável da unidade. Para viabilizar a operação, serão contratados gestores, recepcionistas e vigias florestais. 

Por ser um importante berçário da fauna local, a visitação será controlada mediante agendamento e gerida pelo Instituto Água e Terra (IAT). Uma equipe de 10 profissionais ficará responsável pelas atividades educativas, pesquisas científicas e a condução dos treinamentos.

 “É nossa obrigação manter esse patrimônio preservado e, ao mesmo tempo, torná-lo um potencializador da economia e da educação. Concluímos a infraestrutura. Agora, vamos viabilizar um modelo de gestão, seja compartilhada ou por concessão, unindo capacitação e turismo”, esclareceu o diretor-presidente do IAT, Everton da Costa Souza.

Com a reforma do Parque Estadual Ilha das Cobras, a antiga residência oficial de veraneio do Governo do Paraná agora sedia um centro dedicado ao ensino de gastronomia, turismo e preservação ambiental

Socioambiental
alunos comemoram escola do mar alunos comemoram escola do mar Com apoio da Sanepar, Ilha das Cobras recebe Escola do Mar
Escola do Mar na Ilha das Cobras Escola do Mar na Ilha das Cobras
Ilha das Cobras, mostrando Escola do Mar Ilha das Cobras, mostrando Escola do Mar
Paranaguá
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Sanepar retirou 370 toneladas de lixo das praias; limpeza foi aprovada pelos veranistas

Enviado por Glaydson Angel… em

Colocar os pés na areia com a segurança de encontrar uma praia limpa foi um dos pontos de destaque para quem frequentou o litoral paranaense na temporada de verão 25/26. Foi o que apontou uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas nos municípios de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná: 80,9% dos veranistas e moradores consideram a limpeza das praias como "boa" ou "ótima".

O levantamento reflete o esforço operacional da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ao longo de três meses, a Companhia recolheu 370 toneladas de lixo das areias. A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro. Na temporada passada, o total de lixo retirado da areia chegou a 457 toneladas. 

LIMPEZA E TURISMO - Para quem vive da orla, a limpeza é um ativo financeiro. O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto, 40 anos, afirma que a praia limpa é essencial para garantir o sustento da família, que atua no comércio local há 36 anos.

“Para nós, vendedores, é fundamental que o turista possa sentar em um local confortável e limpo. Isso atrai o turismo, ajuda na proteção da biodiversidade marinha e impulsiona a economia da cidade. O lixo impacta diretamente a nossa vida”, explica Mario.

PÓS-SHOWS - Um destaque da temporada foi a logística de limpeza após grandes eventos. Mesmo com o grande volume de resíduos gerado após os shows nas areias, a Sanepar garantiu que a população não fosse impactada no dia seguinte.

“A Sanepar tem um compromisso com a manutenção ambiental. O trabalho das equipes demonstra a força de cuidado com o nosso litoral. Nosso objetivo é que, ano a ano, o volume de lixo recolhido diminua, indicando uma maior conscientização da população”, destacou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

Além da limpeza, a Companhia também focou na Educação Ambiental, com a entrega de sacolas plásticas para que os próprios veranistas fizessem o descarte correto.

SANEAMENTO - Para o vendedor ambulante Braga Neto, o sucesso da temporada também passa pelas ações de saneamento básico na região de longa duração. “O percentual altíssimo de cobertura de esgoto faz com que as águas sejam próprias para banho. Isso, somado à limpeza diária da areia, faz o turista querer retornar em todas as temporadas”, conclui.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 19 de fevereiro de 2026, com moradores e veranistas acima de 16 anos. Foram ouvidas 1.504 pessoas.

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra ampla aprovação da limpeza das praias paranaenses realizada pela Sanepar durante o Verão Maior

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Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto O professor e vendedor ambulante de Matinhos Mario Braga Neto, 40 anos, afirma que a praia limpa é essencial para garantir o sustento da família
Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos Equipe contratada pela Sanepar fazendo limpeza na praia de Matinhos A operação diária contou com 14 equipes, utilizando máquinas saneadoras, varreduras e catação manual de pequenos resíduos, como bitucas de cigarro
Guaratuba
Matinhos
Pontal do Paraná
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Sanepar investe R$ 14,4 milhões em obras de esgoto em Juranda; conclusão prevista para outubro

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) deve finalizar em outubro deste ano as obras de implantação do sistema de esgoto sanitário em Juranda. Com isso, cerca de 600 famílias que moram na região Central e no Jardim Carajás terão acesso ao serviço de saneamento. 

As obras, com investimentos de R$ 14,4 milhões, contemplam a construção de uma estação de tratamento com capacidade para depurar 15 litros por segundo. Também estão sendo assentados quase 11 quilômetros de rede na frente das residências, além de mais de três quilômetros de tubulações que fazem a ligação entre as redes de coleta e a unidade de tratamento. 

Como as obras ainda estão em andamento, a orientação da Sanepar é para que os moradores aguardem as orientações da Sanepar para que a ligação seja executada de forma adequada. “Com a conclusão das obras, equipes contratadas pela Companhia farão reuniões comunitárias e visitas às residências para orientar os moradores sobre a melhor forma de fazer ligação hidráulica da residência na rede de coleta. A equipe socioambiental vai, em momento oportuno, promover o trabalho de conscientização e orientação”, explica a gerente regional da Sanepar Araceli Stella. 

A gerente reforça a necessidade de cautela. “Nesse momento é importante que os moradores tenham paciência e aguardem as orientações. As conexões feitas nesse momento podem prejudicar as obras e causar danos ambientais, uma vez que não há como o esgoto escoar”, afirma.

RUMO À UNIVERSALIZAÇÃO – As obras em Juranda fazem parte do pacote de investimentos da Sanepar para antecipar a meta de universalização do serviço de esgoto no Paraná. Com a implantação do sistema, a previsão é de que a cidade alcance 21% de atendimento com coleta, sendo todo esgoto tratado. Além destas obras, também estão previstos investimentos em parceria público-privada com Acciona Águas Brasil, para que o município atinja 90% de atendimento com o serviço de saneamento até 2033. 

O Paraná busca ser o primeiro estado brasileiro a atingir a meta federal de universalização. Somente em 2025, a Sanepar investiu cerca de R$ 2,7 bilhões nos sistemas de água e esgoto do estado. Para o ciclo 2026-2030, o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) prevê um montante de R$ 13,1 bilhões destinados à expansão e manutenção da infraestrutura hídrica e sanitária paranaense.

 

Obras devem beneficiar 600 famílias que moram no Centro e Jardim Carajás. Moradores devem aguardar orientação da Companhia para fazer a instalação do esgoto

Esgoto
obra da ETE Juranda em andamento obra da ETE Juranda em andamento Obras da ETE de Juranda seguem em andamento, com previsão de conclusão para segundo semestre
obra da ETE Juranda em andamento obra da ETE Juranda em andamento
Obra da ETE Juranda em andamento Obra da ETE Juranda em andamento Obras da ETE de Juranda seguem em andamento, com previsão de conclusão para segundo semestre
Juranda
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