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Sanepar e UFPR identificam peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa

Enviado por Carla Bastos Dias em

Estudar o ecossistema dos reservatórios de água ajuda a entender como a própria natureza auxilia no combate ao agravamento do efeito estufa. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revelou que o lambari-miúdo (Psalidodon minor), peixe nativo de cerca de 10 centímetros, pode mitigar a emissão local de gases causadores do aquecimento global.

O engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar Maurício Bergamini Scheer é um dos autores do estudo realizado no Reservatório Passaúna, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Ele explica que reservatórios de abastecimento e de energia elétrica apresentam circulação de água mais lenta do que os rios, acumulando naturalmente mais matéria orgânica no fundo, que se decompõe e emite gases como o metano — o segundo maior responsável pelo aquecimento global e considerado cerca de 80 vezes mais nocivo que o gás carbônico em um período de 20 anos.

Neste contexto, a pesquisa descobriu que as populações de peixes nativos atuam como uma espécie de filtro ecológico, retendo o carbono proveniente do metano em sua biomassa (na carne), sendo um importante elemento para mitigar os gases de efeito estufa desse tipo de reservatório. “Na reabilitação deste ambiente artificial, os processos naturais das comunidades de seres vivos precisam se equilibrar dentro de sua dinâmica, criando uma infraestrutura biológica de mitigação climática”, esclarece.

LAMBARI-MIÚDO - Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Jean Ricardo Simões Vitule, o lambari-miúdo é importante pois, apesar do pequeno porte, tem uma massa significativa que sustenta predadores. A assimilação do carbono proveniente do metano por este peixe chega a ser de até 15% do seu peso.

“Temos que manter esse lambari, porque se houver diminuição da população ou se ele for extinto, o metano será emitido mais rapidamente para a atmosfera. Toda a comunidade funciona como um filtro ecológico, mas o lambari-miúdo é uma das engrenagens mais importantes no contexto deste tipo de carbono, e é difícil relatar isso em peixes. Este é um dos primeiros estudos globais com reservatórios mostrando que peixes são importantes nesses filtros de assimilação em âmbito de ecossistema de comunidades biológicas”, destaca.

ESPÉCIES INVASORAS - O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes, em especial o predador black bass (Micropterus nigricans), podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população do lambari-miúdo e de outros peixes nativos. Ao desestruturar a teia alimentar, o black bass potencializa a liberação de gás metano para a atmosfera, afetando a sustentabilidade a longo prazo. “São efeitos em diferentes escalas tanto para o reservatório quanto para o meio ambiente”, observa Vitule.

Scheer ressalta que é necessário fazer o monitoramento e o manejo ecológico focado na fauna nativa para impedir que ocorram essas invasões biológicas. “Desenvolvemos junto com o Laboratório de Ecologia e Conservação um protocolo de manejo que pode ser aplicado em qualquer reservatório do Brasil ou do mundo para prevenir e mitigar este problema que causa grandes prejuízos ecológicos e econômicos. Ele inclui várias formas de vida diferentes, tanto aquáticas quanto terrestres, e visa aumentar, de forma ecologicamente equilibrada, as populações nativas e controlar as exóticas, como o black bass”, conta.

PRÓXIMOS PASSOS - O pesquisador da Sanepar afirma que ainda há muito a ser investigado, mas o estudo aponta esse potencial para os milhares de reservatórios existentes. “Entendemos que precisamos não só cuidar da quantidade deste ativo de saneamento, mas também da qualidade. Precisamos continuar investigando os mananciais e os reservatórios para conseguir antecipar possíveis problemas e valorizar os serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, conclui.

ESFORÇO INTERINSTITUCIONAL - A pesquisa intitulada “Assimilação de carbono derivado de metano por peixes nativos e não nativos em um reservatório neotropical” foi realizada pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, em parceria com o LEC/UFPR, o Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Lancaster Environmental Centre (Reino Unido), o LAB Analyses e o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MAPCF/SMMA). “Esse ‘mutualismo’ entre os setores é importante, pois se reflete em conhecimento para a sociedade. É um conhecimento basal e que gera frutos aplicados da ecologia para o manejo do reservatório”, finaliza o professor.

O estudo foi publicado na renomada revista científica internacional Water Biology and Security. Confira o estudo completo aqui.

O lambari-miúdo, nativo e endêmico do Rio Iguaçu, ajuda a reduzir a presença do metano na atmosfera, um dos mais nocivos para o aquecimento global

Água
Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Estudo da Sanepar em parceria com outras instituições identifica peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Lambari-miúdo assimila até 15% do seu peso em carbono proveniente do metano. Crédito: Vinícius Abilhoa
Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população de peixes nativos. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Peixes capturados no reservatório Passaúna para realização do estudo. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Jean Ricardo Simões Vitule, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), e Maurício Bergamini Scheer, engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, dois dos autores do estudo. Crédito: André Thiago/Sanepar
Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Estudo realizado no Reservatório Passaúna reforça a necessidade de fazer o manejo ecológico de reservatórios de abastecimento. Crédito: André Thiago/ Sanepar
Curitiba
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SEMANA NACIONAL DE MUSEUS: Museu da Sanepar abre inscrições de oficina para crianças

Enviado por Glaydson Angel… em

O Museu do Saneamento, em Curitiba, está com inscrições abertas, até o dia 21 de maio, para a oficina "Água e Paz: o Direito ao Bem Comum", direcionada para crianças de 7 a 10 anos de idade. A atividade ocorrerá no dia 24 de maio (domingo), das 14 às 16 horas, nas dependências do Museu, dentro da programação nacional da 24ª Semana Nacional de Museus (SNM).

A atividade é gratuita, envolve recorte e colagem para a produção de cartaz sobre o mesmo tema da oficina. O cartaz ficará em exposição no Museu do Saneamento.

As vagas são limitadas e as crianças participantes devem estar acompanhadas de um adulto responsável, que deve permanecer com a criança durante todo o tempo da oficina. Após a inscrição é necessário aguardar o e-mail de confirmação da vaga e as orientações sobre a participação. As inscrições ocorrem pelo link: https://forms.gle/BML9HU2hax4n7Kz48

PAZ - A oficina infantil da Sanepar é parte das celebrações do Dia Internacional dos Museus (18/05) e da SNM, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em um circuito nacional de eventos para a comemoração desse dia. Nesta edição, considerando o contexto mundial de conflitos, o tema da SNM, definido pelo Ibram, é “Museus: unindo um mundo dividido". O Museu do Saneamento embarca nesse processo, tratando da paz e da água, seu assunto principal, relembrando o papel social dos museus na promoção do diálogo e do conhecimento.

MUSEU - Mantido pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Museu do Saneamento tem acesso para pedestres pela Avenida Victor Ferreira do Amaral, 1.760, no bairro Tarumã, em Curitiba (não há estacionamento para visitantes no local). O espaço abre para visitas de terça a domingo, das 9 às 17 horas, com entrada permitida até as 16.

VISITAS - As visitas ao Museu são gratuitas e devem ser agendadas para grupos a partir de cinco pessoas pelo site www.museuplanetaagua.org.br (acesse o campo “Agende sua visita” e confira as datas e os horários disponíveis). É possível fazer visitas individuais ou em pequenos grupos de forma espontânea, sem agendamento. Em dias de lotação, há fornecimento de senhas no local. Neste ano, o espaço já recebeu mais de 8 mil visitas, com uma média de 200 pessoas por dia.

Para conhecer outros espaços de visitação da Sanepar visite o site: e-ambiental.sanepar.com.br

Tema da atividade busca a reflexão sobre a água e a paz no mundo. Ação faz parte da programação nacional da 24ª Semana Nacional de Museus (SNM)

Socioambiental
Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento da Sanepar Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento da Sanepar Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento da Sanepar
Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento da Sanepar Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento da Sanepar Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento da Sanepar
Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento. Exposição Planeta Água no Museu do Saneamento. Esqueleto de baleia feito com plástico encontrado na natureza é uma das atrações da exposição Planeta Água, no Museu do Saneamento.
Curitiba
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Sanepar resgatou cerca de 2 mil animais desde o início do enchimento do Reservatório Miringuava

Enviado por Carla Bastos Dias em

Com o fechamento das comportas do Reservatório Miringuava, em São José dos Pinhais, no início de janeiro, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) já resgatou cerca de 2 mil animais silvestres com ajuda de embarcações. Uma força-tarefa composta por biólogos, veterinários e técnicos percorre as ilhas formadas com o enchimento para retirar animais que ficaram isolados. O total de resgates diários triplicou na comparação com o início dos trabalhos de preparação do reservatório. 

O resgate faz parte do plano de sustentabilidade da obra. O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que a Companhia atua com responsabilidade para garantir o abastecimento e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação ambiental. “Uma estrutura como essa, que terá capacidade de reservar 38,2 bilhões de litros de água, inevitavelmente causa impactos e trabalhamos para minimizá-los ao máximo em todas as etapas”, declara. 

Desde o início do programa de resgate e afugentamento, na fase de supressão vegetal, aproximadamente 7,8 mil animais já foram retirados ou afastados. “Com a água subindo, conseguimos ter uma visão melhor dos animais, porque eles vão para a borda ou ficam presos na ilha. Muitos deles não conseguem sobreviver sem um ponto de apoio terrestre e aí que entra o resgate”, explica Bruno Nadalin, coordenador de campo da empresa Jardiplan, parceira da Sanepar no processo de resgate.  

Nos salvamentos embarcados, 90% dos animais são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis.  Apesar de menores no tamanho, eles são fundamentais para toda a cadeia alimentar. “Os animais pequenos servem para controlar insetos, pragas e servem como alimento de animais. Ao negligenciar um grupo trófico de menor escala, você acaba a longo prazo impactando os grupos maiores até chegar nos animais de grande porte, como os mamíferos”, esclarece Nadalin. 

CUIDADO - Após a captura é feita uma avaliação clínica dos animais. Os que estiverem em plenas condições para voltar ao meio ambiente, são soltos em áreas selecionadas para evitar o risco de voltarem aos locais que serão alagados. Caso o animal tenha algum problema de saúde, a veterinária do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) fará a avaliação e iniciará o tratamento. Se necessário, é feito o encaminhamento para clínicas veterinárias conveniadas. 

O biólogo Gilson Maruno, da Gerência de Gestão Ambiental da Sanepar, ressalta que a prioridade é a soltura dos animais em áreas seguras, com condições ambientais semelhantes às da própria região do reservatório. “Essa é a preocupação da Companhia com a questão ambiental e preservação da biodiversidade local, mantendo os animais que são resgatados dentro do ecossistema da região do Miringuava”, pontua. 

VANGUARDA – Para compensar o espaço utilizado pela barragem, a Sanepar criou um corredor de biodiversidade de 7 milhões de metros quadrados, área 62% superior à utilizada para a reservação de água. 

Segundo Sergio Augusto Morato, coordenador geral do projeto pela Jardiplan, a Sanepar foi pioneira ao iniciar a restauração ambiental do Reservatório Miringuava antes da formação do lago, prática atípica em obras hídricas. “É um modelo que a comunidade científica exigia que fosse desenvolvido e a Sanepar vem atender exatamente nessa perspectiva”, ressalta.

Com a recuperação da vegetação e a introdução de animais neste novo habitat, a Companhia previne impactos sobre ecossistemas naturais já estruturados. “Hoje, praticamente toda a margem do reservatório está com vegetação, então o risco de perder os animais resgatados é minimizado. É um grande ganho ambiental”, acrescenta Morato.

RESERVATÓRIO DE ÁGUA - – A área a ser alagada é de 4,3 milhões m², o equivalente a 602 campos de futebol. Considerando um regime de chuvas dentro da estimativa, o prazo para que a represa esteja completamente cheia é de, no mínimo, nove meses.

A barragem foi construída para atender 650 mil pessoas diretamente e fortalecer o sistema de abastecimento de 3,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana, suprindo a demanda dos bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba; e as cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. 

O Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), que é formado pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Com o aumento da água reservada, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava dobrará sua capacidade de tratamento, saltando de 1.000 para 2.000 litros de água por segundo. 

 

Equipes embarcadas percorrem o lago para salvar animais que ficaram nas ilhas formadas pelo avanço da água, sendo que 90% são anfíbios ou répteis

Socioambiental
Total de resgates diários triplicou após o início do enchimento na comparação com a fase de preparação do reservatório Total de resgates diários triplicou após o início do enchimento na comparação com a fase de preparação do reservatório Total de resgates diários triplicou após o início do enchimento na comparação com a fase de preparação do reservatório
90% dos animais resgatados com os barcos são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis 90% dos animais resgatados com os barcos são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis 90% dos animais resgatados com os barcos são do grupo de hepertofauna, composto por anfíbios e répteis
Cerca de 2 mil animais silvestres já foram resgatados com ajuda de embarcações Cerca de 2 mil animais silvestres já foram resgatados com ajuda de embarcações Cerca de 2 mil animais silvestres já foram resgatados com ajuda de embarcações
Equipes multidisciplinares percorrem o lago com barcos para resgatar animais silvestres Equipes multidisciplinares percorrem o lago com barcos para resgatar animais silvestres Equipes multidisciplinares percorrem o lago com barcos para resgatar animais silvestres
Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) Reservatório Miringuava vai ampliar em 25% a reservação de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC)
Curitiba
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Sanepar mobiliza voluntários na limpeza de rios e praias

Enviado por Monica Venson em

Cerca de 300 empregados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) participaram voluntariamente de ações de limpeza de rios e de praias no Paraná, como parte de um movimento mundial pelo cuidado com a água organizado em mais de 190 países que mobiliza milhões de voluntários. O objetivo é fortalecer a conscientização sobre a importância das ações individuais na preservação ambiental e nos cuidados com a água. A Companhia atuou em parceria com o Sesc Paraná, entidade promotora do evento. 

 

A coordenadora do Programa de Voluntariado Corporativo, Lucilene Costa, explicou que a ação está em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “A Sanepar tem envolvido suas práticas, programas e projetos nos ODS, incluindo a mobilização dos voluntários da Sanepar para diversas ações ligadas à sustentabilidade. Nesta ação de sábado, o foco esteve no Objetivo 14, que trata da conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos, protegendo a vida aquática, bem como do Objetivo 6, que visa a garantir o acesso, a disponibilidade e a gestão sustentável da água potável e do saneamento para todas e todos até 2030”, afirmou.

 

A gerente de Saúde do SESC, Luane de Lima, destacou a importância deste grande mutirão para a retirada do lixo de rios, mares e encostas. “Temos diversas ações ambientais e a limpeza é uma atividade totalmente prática, que envolve toda a comunidade no Paraná para retirar o lixo da natureza. Já estamos na quinta edição e essa é uma ação muito importante para mostrar o papel de cidadania do SESC para com a sociedade. A parceria com a Sanepar, pelo seu trabalho, organização e abrangência, é importante para trazer o engajamento da comunidade na preservação da água”, comentou.

 

EXEMPLO - Em Curitiba, o trabalho se concentrou no mutirão de limpeza do rio Barigui, na Cidade Industrial. Entre os 50 voluntários da Sanepar, a pequena Maria Clara se destacava: aos três anos de idade, com a mãe e o pai, ela era a voluntária mais jovem. “Gosto do trabalho voluntário e do trabalho com o meio ambiente. São coisas que estão na minha vida há anos. Hoje eu quis trazer a minha filha para essa ação e para fazer um plantio porque quero que ela possa começar, desde cedo, a entender a importância da mobilização pelo meio ambiente. Ela já estava vendo sobre o tema na escola, por causa do Dia da Árvore. Então, foi um complemento importante essa prática em família”, contou Sabrina Ricetto Karas, mãe de Maria Clara e voluntária da Sanepar.

 

Outro empregado da Sanepar presente no evento em Curitiba foi Leonardo Viercisnki, que trabalha no Centro de Controle Operacional de Esgoto. “Esta foi a segunda vez que eu participei dessa ação de limpeza e de plantio. Nós nos preparamos para isso e usamos as luvas adequadas que o Sesc entregou para os voluntários. Com dois filhos pequenos, vejo a importância da conscientização, para o presente e para o futuro. É uma ação importantíssima separar o lixo e dar o destino correto. Precisamos dar bons exemplo para nossos filhos”, disse Leonardo.

 

Entre diversos tipos de embalagens, entulhos e resíduos às margens do rio Barigui, foram retirados 620 quilos de lixo e resíduos, encaminhados pela prefeitura municipal para um aterro sanitário. Próximo às margens do rio, foram plantadas 80 mudas de árvores nativas.

 

ABRANGÊNCIA – Voluntários da Sanepar participaram de mutirões de limpeza em rios, córregos e praias e também em plantios de árvores nativas em 23 cidades do Paraná: Apucarana, Arapongas, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Guaratuba, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Matinhos, Nova Londrina, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, Rio Negro, São José dos Pinhais, Umuarama e União da Vitória.

 

A gerente regional da Sanepar de Campo Mourão, Araceli Stela, participou da ação naquela cidade. Para ela, a parceria dos voluntários da empresa é parte compromisso dos empregados em lembrar que cuidar dos rios deve ser um esforço diário. “Hoje estamos aqui, em Campo Mourão às margens do rio, em parceria com o Sesc, para lembrar e reforçar a consciência de que nós devemos cuidar dos nossos rios todos os dias”, disse.

 

Em algumas cidades, como São José dos Pinhais, Londrina e Arapongas também foram realizadas ações de educação ambiental com jogos e atividades lúdicas e carreata para mostrar a quantidade de lixo retirado das margens dos rios.

 

COMPROMISSO – Com uma cobertura de 82% nos 344 municípios do Paraná atendidos pela Companhia, a Sanepar evita que diariamente sejam despejados milhares de litros de esgoto sem tratamento em rios, lagos e mares. “A Sanepar tem o compromisso diário de contribuir para a conservação das águas e a atividade principal que evita a poluição das águas é a coleta e o tratamento do esgoto. Todo esgoto coletado pela Companhia recebe o devido tratamento. Ao todo, são 3,48 milhões de unidades conectadas à rede de saneamento, evitando o lançamento de dejetos nos rios”, explica o presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Ações no Paraná, em parceria com o Sesc, estão em sintonia com movimento mundial de mais de 190 países pela conscientização sobre a importância da água

Socioambiental
Voluntários da Sanepar retiram lixo de praias Voluntários da Sanepar retiram lixo de praias Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Leonardo Viercinski Leonardo Viercinski Leonardo Viercinski foi um dos empregados que atuaram em Curitiba
Atividade em Campo Mourão Atividade em Campo Mourão Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Voluntários em Cascavel Voluntários em Cascavel Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
voluntários em arapongas voluntários em arapongas Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
voluntários em Foz do Iguaçu voluntários em Foz do Iguaçu Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
voluntários em Paranavaí voluntários em Paranavaí Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Jacarezinho Jacarezinho Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Maringá Maringá Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Ponta Grossa Ponta Grossa Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
Ponta do Paraná Ponta do Paraná Voluntários da Sanepar participam do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias
As voluntárias Sabrina Ricetto Karas e Maria Clara (no colo), com a coordenadora Lucilene Costa (Thays Poletto/Sanepar) As voluntárias Sabrina Ricetto Karas e Maria Clara (no colo), com a coordenadora Lucilene Costa (Thays Poletto/Sanepar) As voluntárias Sabrina Ricetto Karas e Maria Clara (no colo), com a coordenadora Lucilene Costa (Thays Poletto/Sanepar)
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Curso de manutenção hidráulica para mulheres

Enviado por Walkyria Maia Novais em

Essa versão do Curso de Encanadores tem por intuito preparar mulheres para realizar pequenos reparos internos, limpeza de caixa d’água e fazer a interligação do imóvel à rede coletora de esgoto, quando a ligação estiver liberada, de acordo com os padrões técnicos exigidos pela Sanepar. As mulheres capacitadas também se tornam disseminadoras de boas práticas em favor da preservação dos recursos hídricos, dos sistemas operacionais de água e esgoto, da qualidade ambiental e da saúde da população.

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