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Sanepar e UFPR identificam peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa

Enviado por Carla Bastos Dias em

Estudar o ecossistema dos reservatórios de água ajuda a entender como a própria natureza auxilia no combate ao agravamento do efeito estufa. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revelou que o lambari-miúdo (Psalidodon minor), peixe nativo de cerca de 10 centímetros, pode mitigar a emissão local de gases causadores do aquecimento global.

O engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar Maurício Bergamini Scheer é um dos autores do estudo realizado no Reservatório Passaúna, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Ele explica que reservatórios de abastecimento e de energia elétrica apresentam circulação de água mais lenta do que os rios, acumulando naturalmente mais matéria orgânica no fundo, que se decompõe e emite gases como o metano — o segundo maior responsável pelo aquecimento global e considerado cerca de 80 vezes mais nocivo que o gás carbônico em um período de 20 anos.

Neste contexto, a pesquisa descobriu que as populações de peixes nativos atuam como uma espécie de filtro ecológico, retendo o carbono proveniente do metano em sua biomassa (na carne), sendo um importante elemento para mitigar os gases de efeito estufa desse tipo de reservatório. “Na reabilitação deste ambiente artificial, os processos naturais das comunidades de seres vivos precisam se equilibrar dentro de sua dinâmica, criando uma infraestrutura biológica de mitigação climática”, esclarece.

LAMBARI-MIÚDO - Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Jean Ricardo Simões Vitule, o lambari-miúdo é importante pois, apesar do pequeno porte, tem uma massa significativa que sustenta predadores. A assimilação do carbono proveniente do metano por este peixe chega a ser de até 15% do seu peso.

“Temos que manter esse lambari, porque se houver diminuição da população ou se ele for extinto, o metano será emitido mais rapidamente para a atmosfera. Toda a comunidade funciona como um filtro ecológico, mas o lambari-miúdo é uma das engrenagens mais importantes no contexto deste tipo de carbono, e é difícil relatar isso em peixes. Este é um dos primeiros estudos globais com reservatórios mostrando que peixes são importantes nesses filtros de assimilação em âmbito de ecossistema de comunidades biológicas”, destaca.

ESPÉCIES INVASORAS - O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes, em especial o predador black bass (Micropterus nigricans), podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população do lambari-miúdo e de outros peixes nativos. Ao desestruturar a teia alimentar, o black bass potencializa a liberação de gás metano para a atmosfera, afetando a sustentabilidade a longo prazo. “São efeitos em diferentes escalas tanto para o reservatório quanto para o meio ambiente”, observa Vitule.

Scheer ressalta que é necessário fazer o monitoramento e o manejo ecológico focado na fauna nativa para impedir que ocorram essas invasões biológicas. “Desenvolvemos junto com o Laboratório de Ecologia e Conservação um protocolo de manejo que pode ser aplicado em qualquer reservatório do Brasil ou do mundo para prevenir e mitigar este problema que causa grandes prejuízos ecológicos e econômicos. Ele inclui várias formas de vida diferentes, tanto aquáticas quanto terrestres, e visa aumentar, de forma ecologicamente equilibrada, as populações nativas e controlar as exóticas, como o black bass”, conta.

PRÓXIMOS PASSOS - O pesquisador da Sanepar afirma que ainda há muito a ser investigado, mas o estudo aponta esse potencial para os milhares de reservatórios existentes. “Entendemos que precisamos não só cuidar da quantidade deste ativo de saneamento, mas também da qualidade. Precisamos continuar investigando os mananciais e os reservatórios para conseguir antecipar possíveis problemas e valorizar os serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, conclui.

ESFORÇO INTERINSTITUCIONAL - A pesquisa intitulada “Assimilação de carbono derivado de metano por peixes nativos e não nativos em um reservatório neotropical” foi realizada pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, em parceria com o LEC/UFPR, o Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Lancaster Environmental Centre (Reino Unido), o LAB Analyses e o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MAPCF/SMMA). “Esse ‘mutualismo’ entre os setores é importante, pois se reflete em conhecimento para a sociedade. É um conhecimento basal e que gera frutos aplicados da ecologia para o manejo do reservatório”, finaliza o professor.

O estudo foi publicado na renomada revista científica internacional Water Biology and Security. Confira o estudo completo aqui.

O lambari-miúdo, nativo e endêmico do Rio Iguaçu, ajuda a reduzir a presença do metano na atmosfera, um dos mais nocivos para o aquecimento global

Água
Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Estudo da Sanepar em parceria com outras instituições identifica peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Lambari-miúdo assimila até 15% do seu peso em carbono proveniente do metano. Crédito: Vinícius Abilhoa
Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população de peixes nativos. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Peixes capturados no reservatório Passaúna para realização do estudo. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Jean Ricardo Simões Vitule, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), e Maurício Bergamini Scheer, engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, dois dos autores do estudo. Crédito: André Thiago/Sanepar
Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Estudo realizado no Reservatório Passaúna reforça a necessidade de fazer o manejo ecológico de reservatórios de abastecimento. Crédito: André Thiago/ Sanepar
Curitiba
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Sanepar já plantou 250 mil árvores nativas no entorno do Reservatório Miringuava

Enviado por Glaydson Angel… em

Desde o início da construção do Reservatório Miringuava, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) atua com estratégias de recuperação ambiental na área. Além do resgate da flora e da fauna locais, é feito o plantio de mudas para restaurar as áreas. Até o momento, 250 mil mudas de 35 espécies diferentes já foram plantadas em 112 hectares.

Segundo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o Miringuava é uma reserva essencial para garantir a segurança hídrica da população e para enfrentar cenários de escassez hídrica, cada vez mais iminentes diante das mudanças climáticas. “O impacto ambiental de uma obra dessa magnitude é inevitável. Entretanto, planejamos e executamos ações que visam mitigar os impactos e promover benefícios ambientais, concomitantes à garantia do abastecimento público”, observa.

INOVAÇÃO - A área total da barragem do Miringuava é de 430 hectares, sendo que 350 hectares eram vegetação nativa. O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Fernando Guedes, lembra que a desocupação da área verde foi autorizada em 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a licença emitida pelo Instituto Água e Terra (IAT).

“A recuperação ambiental com plantios de mudas teve início antes mesmo do enchimento do reservatório, o que é considerado inovador no contexto do saneamento, possibilitando o início  da restauração do entorno, acelerando os processos ecológicos e beneficiando o próprio reservatório”, destaca Guedes.

As margens da barragem e as áreas em recuperação farão parte de um corredor de biodiversidade de 8 milhões de metros quadrados que será conectado ao Parque Nacional Guaricana, área 62% superior à utilizada para a reservação de água. “O objetivo é criar um maciço florestal no entorno do reservatório que será direcionado para fazer essa conexão com a unidade de Conservação Federal. O IAT exige que a compensação ambiental seja maior do que a supressão vegetal e a Sanepar está propondo 950 hectares de compensação, mais do que o dobro do que a área ocupada pelo Miringuava”, afirma o engenheiro florestal da Sanepar, Aurélio Lourenço Rodrigues

 RECUPERAÇÃO – De acordo com Rodrigues, as áreas em recuperação eram ocupadas por usos diversos, como pastagens e agricultura. Cerca de 35 espécies diferentes foram plantadas, incluindo as de rápido crescimento inicial, como a aroeira e a bracatinga, e outras típicas da floresta da região, como araçá, pitangueira, açoita-cavalo, cedro e araucária.

São necessárias várias etapas no processo de recuperação, que incluem o preparo, a adubação e a correção do solo. Foram utilizadas mudas produzidas pela própria Sanepar e também por parceiros, como o IAT, a ONG Sociedade Chauá e a Itaipu Binacional.

Após o plantio, o trabalho foca na manutenção das mudas, com práticas como o coroamento, que consiste na limpeza ao redor do tronco da planta para evitar competição com vegetação indesejada. Também é realizado controle de pragas e aplicação de nutrientes que favorecem o crescimento das plantas ao longo do tempo.

PROTEÇÃO DA ÁGUA – A ocupação das áreas pelos ecossistemas nativos aumenta a disponibilidade hídrica, a qualidade da água e a vida útil do reservatório ao melhorar a infiltração da água no solo e evitar a erosão. “Se o sedimento vai para o corpo hídrico, ocorre o assoreamento, diminuindo o volume útil do reservatório, e pode ocorrer o enriquecimento de nutrientes que não são bem-vindos na água”, esclarece o engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, Maurício Bergamini Scheer.

Ele ressalta ainda que a recuperação com o plantio de mudas ajuda a natureza a prestar seus serviços ecossistêmicos e contribui para o estoque de carbono, importante para retirar o gás carbônico do ar, um dos principais gases causadores do efeito estufa.

EXEMPLO - Scheer é responsável pelo estabelecimento de 25 hectares de sítios experimentais no entorno do Reservatório Piraquara II que fazem parte de uma rede de estações relacionadas a linha de pesquisa "Novos processos para a Conservação de Mananciais". “Estabelecemos unidades demonstrativas com vários tratamentos para que as demais áreas da Companhia pudessem usar as experiências adquiridas no processo de restauração ambiental e sucessão ecológica de acordo com os diversos graus e níveis de degradação do solo”, esclarece.

As técnicas aplicadas visam melhorar a condição de sombreamento, fixação de carbono, umidade do terreno e a recuperação de nutrientes do solo. As plantas crescem e depositam folhas que reproduzem a matéria orgânica do solo perdido, alimentando o ciclo natural que vai devolver a biodiversidade da área. “Damos um empurrãozinho para a natureza fazer o seu papel”, pontua Scheer.

Uma das estratégias aplicadas com bons resultados na sucessão ecológica é o plantio de linhas de bracatinga, que tem rápido crescimento, fixa o nitrogênio atmosférico e ajuda a mudar o microclima e as condições do solo. Nas entrelinhas é feito o plantio de espécies diversas com crescimento mais lento e que precisam de mais sombra e umidade para crescer. “A bracatinga tem uma vida curta, então com 14 ou 15 anos vai começar a sair naturalmente do sistema, dando espaço para as outras espécies plantadas e muitas outras que a própria natureza traz”, conta o pesquisador.

O conhecimento obtido a partir dessas pesquisas e o sucesso dos sítios experimentais são aplicados na recuperação de áreas pela Sanepar, como as do reservatório Miringuava. Os estudos ainda ultrapassam as fronteiras da Companhia e contribuem para a ciência em publicações científicas internacionais sobre restauração ecológica e ao fazer parte de planos de trabalho com estudantes, professores e pesquisadores de universidades.

MIRINGUAVA - O reservatório Miringuava está em processo de enchimento e vai ampliar a disponibilidade de água em 25% do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), formado pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Sua capacidade de reservação de 38,2 bilhões de litros atenderá 650 mil pessoas diretamente e fortalecerá o sistema de abastecimento de 3,5 milhões de habitantes da região metropolitana. Com a água reservada, a ETA Miringuava dobrará a sua capacidade de tratamento, passando de 1.000 para 2.000 litros de água por segundo. 

O IAT exige que a compensação ambiental seja maior do que a supressão vegetal e a Sanepar está propondo cerca de 950 hectares de compensação, mais do que o dobro do que a área ocupada pelo reservatório do Miringuava

Socioambiental
Plantio de mudas no Miringuava Plantio de mudas no Miringuava Plantio de mudas no Miringuava
Plantio de mudas no Miringuava Plantio de mudas no Miringuava Plantio de mudas no Miringuava
Plantio de mudas no Miringuava Plantio de mudas no Miringuava Engenheiro florestal da Sanepar, Aurélio Lourenço Rodrigues
Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de Mudas Piraquara II Engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, Maurício Bergamini Scheer
 Viveiro de mudas no Piraquara II   Viveiro de mudas no Piraquara II  Viveiro de mudas no Piraquara II
Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de mudas no Piraquara II
Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de mudas no Piraquara II
Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de Mudas Piraquara II Viveiro de mudas no Piraquara II
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Com 91,7% da frota de veículos movida a etanol, Sanepar reduz emissão de gases de efeito estufa

Enviado por Emanuele Campo… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) alcançou um marco significativo na descarbonização de suas operações logísticas. Ao ampliar o uso de etanol em sua frota flex, a empresa conseguiu reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da combustão móvel, fortalecendo sua estratégia de sustentabilidade no transporte.

De acordo com o balanço consolidado de 2025, a Sanepar elevou o uso de etanol, nos veículos bicombustíveis, de 12% em 2024 para impressionantes 91,7% ao final de 2025. Ao priorizar o uso do etanol, nos seus 1.576 veículos (entre próprios e locados), a empresa evitou a emissão de aproximadamente 3.167 toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e) ao longo do ano. 

Para garantir a precisão desses resultados, são utilizadas metodologias reconhecidas internacionalmente, como as do IPCC e o Protocolo GHG, que comparam o fator de emissão do etanol frente aos combustíveis fósseis durante todo o seu ciclo de vida. 

A assessora da Diretoria de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Roberta Miguel Kiska Filippini, explica que assumir o etanol como combustível foi muito representativo na categoria de combustões móveis. “A análise técnica demonstra que o benefício do etanol é superior desde a produção da cana-de-açúcar até o seu uso final, representando uma decisão de baixo esforço operacional para a empresa, mas com importante valor ambiental e estratégico”. Além disso, ao reduzir voluntariamente suas emissões, a companhia se antecipa a possíveis riscos de transição, como eventuais mudanças regulatórias ou taxações por emissões de carbono.

MUDANÇA NA CULTURA - O resultado é fruto do programa ‘Sanepar + Leve’, voltado à mudança de cultura interna na empresa. Implementado desde o ano passado, com forte atuação da Gerência de Gestão de Mobilidade e Instalações e do Comitê ASG da Companhia, o programa visa estimular os empregados a repensarem suas escolhas, sob a ótica da sustentabilidade. Ao priorizar o etanol, a Sanepar atende diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente o ODS 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima -, contribuindo diretamente para a meta global de descarbonização.

"A sustentabilidade se faz todos os dias, com escolhas conscientes. Esse resultado é motivo de orgulho, pois mostra que estamos conduzindo uma transição com propósito, unindo a eficiência operacional à nossa responsabilidade climática", destaca o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Fernando Guedes.

OUTRAS FRENTES – Prioridade do plano de descarbonização da Sanepar, o tratamento de efluentes representa o maior desafio para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor. Nessa categoria, a Sanepar já avança em projetos de custo-efetividade comprovada, como o retrofit de reatores, focado na eliminação de fugas de gases, e o uso de queimadores enclausurados de alta eficiência.

Outras frentes incluem o controle de aeração para reduzir emissões de óxido nitroso e iniciativas de economia circular, como ocorre na estação de tratamento de esgoto (ETE) Belém, em Curitiba, com a produção de energia por meio do biogás. Intervenções para a modernização da infraestrutura e melhoria da qualidade do efluente em outras estações, como Xisto e Atuba Sul, já indicam que os próximos inventários apresentarão reduções de emissões ainda mais expressivas, o que reforça o compromisso da Sanepar com a eficiência operacional e com as metas globais de sustentabilidade.

Em um ano, a empresa ampliou significativamente o uso do biocombustível em sua frota, consolidando um marco histórico de sustentabilidade

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Sanepar eleva eficiência do tratamento de esgoto com zonas úmidas e soluções naturais

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem investido em novas tecnologias para melhorar o tratamento de esgoto e contribuir ainda mais para a conservação dos recursos hídricos. Entre as inovações, está a inspiração na natureza para o tratamento do lodo de esgoto, com a técnica de “wetlands” (“zona úmida”, na tradução), que funcionam como jardins filtrantes.

No Paraná, o método já é utilizado em cidades como Assis Chateaubriand, Palotina, Vera Cruz do Oeste e Santa Helena, localizadas na Região Oeste, onde, além da construção de estações de tratamento modernas, a Sanepar também implantou estas unidades conhecidas como “canteiros de mineralização” – uma técnica de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) no tratamento do lodo (resíduo sólido resultante do tratamento de esgoto), reduzindo o volume desse material.

“O sistema é natural e não utiliza qualquer produto químico, com ganhos ambientais e econômicos, uma vez que promove a desidratação natural do lodo, reduzindo seu volume e facilitando o manejo final. Essa tecnologia é uma alternativa que agrega sustentabilidade e economia circular ao processo de tratamento de esgoto”, explica o gerente de Projetos e Obras Sudoeste da Sanepar, Aurio Bonilha.

FILTRO VIVO – O sistema de canteiro de mineralização é natural e usa plantas, solo e microrganismos para limpar resíduos do esgoto de forma eficiente e sustentável. Na prática, faz o mesmo processo que a natureza realiza em áreas úmidas ou pantanosas: funciona como um filtro vivo, em que o lodo é depositado sobre camadas de areia, brita e raízes de plantas aquáticas, que ajudam a eliminar poluentes.

Nas “wetlands” são utilizadas plantas que absorvem nutrientes e oxigenam o solo, como taboas e juncos, enquanto bactérias e outros microrganismos decompõem a matéria orgânica. Com o tempo, o lodo tratado se transforma em material mais seco, que pode ser usado como fertilizante ou, em menor volume que o lodo não tratado, ser destinado ao descarte correto.

Santa Helena foi a primeira a receber a instalação destes canteiros de mineralização como projeto-piloto, tendo sido disseminado para outras cidades operadas pela Sanepar. Neste município do Oeste, em que mais de 85% da população já tem acesso ao serviço de esgoto, a Sanepar também modernizou o sistema de tratamento com a instalação de uma nova unidade que utiliza o método chamado SBR com lodo ativado. Há mais de cinco anos, o antigo sistema, que era feito por meio de lagoas de depuração, foi transformado em “wetlands”.

As “wetlands” construídas em Assis Chateaubriand, Vera Cruz do Oeste e Palotina fazem parte de um conjunto de novas obras para ampliar e melhorar o sistema de coleta e tratamento de esgoto e antecipar as metas de universalização do serviço de esgoto no Estado.

“Elas integram um pacote de empreendimentos do plano plurianual de investimentos da Companhia, que investiu nos últimos cinco anos mais de R$ 10 bilhões nos sistemas de água e esgoto. E para os próximos cinco anos, no ciclo 2025 a 2029, a previsão de investimentos é de quase R$ 12 bilhões”, ressalta a diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte de Oliveira.

INVESTIMENTOS – Em Assis Chateaubriand, a Sanepar investiu R$ 63,3 milhões em obras de ampliação do sistema de esgoto, que terminaram em dezembro de 2024. Além da instalação de “wetlands”, as obras incluíram uma nova unidade de tratamento de esgoto com o Reator Sequencial em Bateladas (SBR - sistema em que vários eventos de tratamento ocorrem em um único tanque); mais de 60 quilômetros de tubulação, entre novas redes de coleta, interceptores e linhas de recalque, e novas unidades de bombeamento.

Estas obras permitiram que mais de 2,5 mil novas famílias tinham acesso ao serviço de esgoto e contribuem para que Assis Chateaubriand, atualmente com 60% de índice de esgoto, esteja apta a alcançar os 90% dentro do prazo estabelecido pelo Marco Regulatório do Saneamento.

Em Vera Cruz do Oeste, a nova estação de tratamento de esgoto também iniciou a operação em 2025 com sua capacidade máxima, de tratar até 19 litros por segundo. Ela vai substituir a antiga estação Santa Cruz, que também teve as lagoas de depuração transformadas em “wetlands”. O empreendimento recebeu quase R$ 25 milhões em investimentos. As obras também contemplam a instalação de quase 6 quilômetros de tubulações auxiliares para o transporte do esgoto.

A cidade já alcançou a meta da universalização do saneamento: 95% em esgoto tratado, mas a Sanepar segue atuando fortemente no município, com o compromisso de acompanhar o crescimento da cidade e promover a conservação dos recursos hídricos.

Em Palotina, uma nova estação de tratamento de esgoto tem previsão de entrar em operação em janeiro de 2026. Lá, os investimentos foram em torno de R$ 43 milhões, incluindo a nova estação de tratamento e os canteiros de mineralização do lodo.

Em cidades como Assis Chateaubriand, Vera Cruz do Oeste, Santa Helena e Palotina, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) implantou novas estações de tratamento de esgoto com o sistema de “wetlands”, os canteiros de mineralização para o tratamento do lodo

Esgoto
Wetlands de Assis Chateaubriand Wetlands de Assis Chateaubriand Sanepar adota soluções baseadas na natureza para tratar lodo de esgoto
Wetland Santa Helena Wetland Santa Helena Sanepar adota soluções baseadas na natureza para tratar lodo de esgoto
Santa Helena
Assis Chateaubriand
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Sanepar contrata Plano de Descarbonização inédito no setor de saneamento brasileiro

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) deu um passo decisivo rumo à sustentabilidade com a contratação de seu Plano de Descarbonização, uma iniciativa inédita no setor de saneamento básico brasileiro. A construção é fruto da atuação de um consórcio formado pelas empresas I Care do Brasil, CR ETES e Rotária do Brasil. 

“O objetivo do projeto é traçar uma trajetória viável de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) pela Sanepar, a partir de ações estruturadas de mitigação, compensação e modernização tecnológica”, comenta o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky. A Sanepar é atualmente a maior empresa pública de saneamento, com atuação em 345 cidades, com 265 estações de tratamento de esgoto em operação.

DESCARBONIZAÇÃO, UM DESAFIO ESTRATÉGICO - Diferentemente de setores tradicionalmente associados às emissões de carbono, como a siderurgia ou o transporte, o saneamento básico ainda é pouco contemplado em políticas estruturadas de descarbonização. O contrato assinado pela Sanepar é pioneiro nesse sentido, especialmente por focar em tratamento de esgoto. Mesmo o setor representando apenas 5% das emissões brasileiras, há um desafio de não aumentar as emissões, considerando o crescimento da cobertura para a universalização dos serviços nos próximos anos.

O Plano de Descarbonização é um trabalho abrangente, com foco em três grandes frentes. Primeiro, um Diagnóstico robusto das emissões da companhia, na sequência um que prevê a identificação de tecnologias e boas práticas operacionais, chamado Estudo de alavancas de descarbonização, e ainda a definição de cenários de redução das emissões com a proposição de soluções viáveis e adaptáveis à realidade da Sanepar, com base em dados, simulações e experiências já aplicadas em contextos similares.

Essa abordagem alia engenharia, inovação e responsabilidade climática, promovendo uma visão integrada entre a eficiência operacional e os compromissos ambientais da empresa. O plano contribui diretamente para a transição do setor de saneamento para uma economia de baixo carbono, com impactos positivos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris. “O diferencial desse plano é que ele não fique só no papel. As soluções devem ser pensadas para poderem ser aplicadas no dia-a-dia da Companhia, trazendo ganhos reais para o meio ambiente e para a operação”, explica Roberta Kiska, assessora da Sanepar responsável pela gestão do contrato do estudo.

UM NOVO MARCO PARA O SANEAMENTO E O CLIMA - Essa iniciativa demonstra que há preocupação do setor em aliar crescimento econômico, inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Em um momento crítico para o enfrentamento das mudanças climáticas, o exemplo paranaense pode inspirar outras empresas de saneamento a repensarem seus modelos operacionais para a sustentabilidade de longo prazo, com foco para a economia de baixo carbono.

PROJETO PILOTO - A sede administrativa da Sanepar, localizada em Curitiba, tornou-se carbono neutra através da compra de créditos de carbono de projetos sustentáveis, como parte do seu compromisso com a sustentabilidade e a transição para uma economia de baixo carbono. Este projeto-piloto reforça o compromisso com a agenda climática da empresa, que também conta com um inventário de emissões de gases de efeito estufa (IGEE) desde 2008 e já obteve o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol por nove vezes.

 

Paraná avança na agenda climática com projeto pioneiro que une inovação, engenharia e responsabilidade ambiental

Socioambiental
Ete Belem Ete Belem Plano de Descarbonização vai contribuir para reduzir emissão de gases de efeito estufa
Ete belem Ete belem Plano de Descarbonização vai contribuir para reduzir a emissão de gases de efeito estufa
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Sede da Sanepar será neutra em carbono. Empresa investe na descarbonização

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) efetuou nesta semana a compra de créditos de carbono de projetos sustentáveis para tornar a sede administrativa da empresa neutra em carbono. A iniciativa faz parte do compromisso da Companhia em compensar parte de suas emissões e contribuir para a transição do Brasil rumo a uma economia de baixo carbono. 

Os projetos foram implementados a partir do levantamento das emissões específicas da sede administrativa do ano de 2024, que foram mensuradas separadamente. “Embora simbólico, tornar a sede da empresa uma planta piloto de carbono neutro da Sanepar é o primeiro passo para demonstrar o compromisso da Companhia com um país e um mundo mais sustentável, comenta o diretor-presidente, Wilson Bley. O levantamento levou em conta a queima de combustíveis de veículos, motores e geradores, além do consumo de energia elétrica proveniente de aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos de refrigeração. 

Nos próximos anos, a Sanepar tem a intenção de ampliar sua estratégia climática, com apoio a projetos com impactos positivos para o clima. “Ainda em 2025, foi efetivada a contratação de uma consultoria para estabelecer nosso processo de Plano de Descarbonização, considerando os processos atuais da Companhia, capacidades internas, regulação e integração com o planejamento de investimentos”, adianta Bley.

O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, lembra que a Sanepar tem um histórico de empresa inovadora em ações ambientais e iniciativas ligadas às mudanças climáticas. “Desde 2008, a Companhia faz um levantamento e acompanhamento das emissões de gases de efeito estufa e vem atuando para mitigar essas emissões. Além disso, participa ativamente de grupos de trabalho que discutem e abordam as melhores práticas na transição para uma economia mais verde e justa”, diz.

CRÉDITO DE CARBONO – A engenheira Thaisa Waiss explica que, para a neutralização das emissões, a empresa estabeleceu critérios para a seleção dos projetos. “Para as emissões diretas, os créditos podem ser provenientes de projetos florestais ou tratamento de resíduos, e para as indiretas, os créditos devem ser provenientes de projetos de energias renováveis. E, visando ampliar os impactos, os projetos devem indicar impactos sociais, ambientais ou econômicos, como, por exemplo, que proporcionem recarga hídrica e que haja envolvimento de comunidades locais ou povos tradicionais.

Os projetos selecionados em edital beneficiam o clima e comunidades vulneráveis com ações de educação e alternativas sustentáveis. Um dos projetos prevê  a redução de 5,97 milhões de toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 30 anos, além de proteger espécies ameaçadas, como a onça-pintada. E, o segundo, aposta na energia renovável como caminho para o futuro. A usina eólica instalada na região tem capacidade de 30,8 MW, substitui fontes fósseis e evita a emissão de 68,7 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano. 

Estes dois projetos podem ser acompanhados em suas respectivas plataformas de registro, mantendo a transparência e rastreabilidade onde estão listados e gerenciados os projetos de crédito de carbono. As plataformas atuam como um repositório público e seguro de informações sobre projetos registrados, unidades emitidas, aposentadas e transacionadas, garantindo a integridade e rastreabilidade do mercado de carbono que podem ser conferidas nos links: Verra Registry (https://registry.verra.org/myModule/rpt/myrpt.asp?r=206&h=308523) e MDL: CDM: VC AttestationA compensação das emissões foi realizada com apoio da empresa Future Climate.

HÁBITOS SUSTENTÁVEIS - Além disso, a Companhia também adota medidas internas para incentivar hábitos sustentáveis. A campanha Empresa+Leve estimula a todos os empregados para usar etanol nos veículos da frota e adotar práticas alinhadas ao padrão de comportamento sustentável, incentivando a redução da geração de gases de efeito estufa. 

INVENTÁRIO 2024 CONFIRMA AVANÇOS - O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE) 2024 da Sanepar trouxe melhorias metodológicas no levantamento dos estoques de carbono da Companhia. Durante o processo de verificação, unidades operacionais foram visitadas para atestar a rastreabilidade dos dados, disponíveis no site do Registro Público de Emissões: https://registropublicodeemissoes.fgv.br/geral/participantes

A Sanepar é pioneira na elaboração do inventário de gases de efeito estufa. Desde 2008, realiza a quantificação e qualificação de suas emissões por meio de um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE) e, desde 2010, a Sanepar publica esses IGEE na plataforma do Programa Brasileiro GHG Protocol. O inventário da Sanepar já recebeu por 9 vezes o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. 

Pela primeira vez empresa compra créditos de carbono de projetos sustentáveis, reforçando o compromisso com a agenda climática

Socioambiental
Sede da Sanepar em Curitiba será neutra em carbono
Curitiba
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Autoridades avaliam condições de rios da RMC e avanço de obras hídricas no Paraná

Enviado por Monica Venson em

Representantes da Sanepar e do Governo do Estado do Paraná fizeram, nesta segunda-feira (18), um sobrevoo sobre a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para avaliar as condições ambientais dos principais rios que compõem a bacia do Rio Iguaçu. O objetivo é acompanhar o projeto da Reserva Hídrica do Iguaçu, voltado à segurança hídrica da capital e municípios vizinhos. 

Participaram do sobrevoo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o diretor de Meio Ambiente e Ação Social, Julio Gonchoroski, e o secretário estadual da Administração e Previdência, Luizão Goulart. Durante o trajeto, foram observados trechos dos rios Atuba, Belém e Rio Pequeno — todos impactados pela urbanização e com papel estratégico no abastecimento da RMC. A Reserva Hídrica do Iguaçu prevê a recuperação de áreas de várzea, a interligação de antigas cavas para formação de lagos e a criação de espaços de lazer e preservação ambiental ao longo de cerca de 150 quilômetros, entre Curitiba e Porto Amazonas. O projeto é executado em parceria entre a Sanepar e o Instituto Água e Terra (IAT), com apoio dos municípios da região. 

Durante o voo, os representantes também acompanharam o andamento das obras da Barragem do Miringuava, em São José dos Pinhais. O reservatório, que terá capacidade de 38,2 bilhões de litros, está em fase final de limpeza para início do enchimento. 

Desde janeiro, a Sanepar promove ações de resgate da fauna e flora na área da barragem. Mais de 900 animais silvestres foram resgatados, realocados ou afugentados, com apoio de uma equipe multidisciplinar formada por veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos ambientais.

 

Ao longo de 150 quilômetros, a Reserva Hídrica do Iguaçu prevê a recuperação de áreas de várzea e a interligação de antigas cavas para formação de lagos e a criação de espaços de lazer e preservação ambiental

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Autoridades avaliaram as condições dos rios que integram a Reserva Hídrica do Iguaçu
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