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Sanepar consolida parceria com Paraguai e ajuda país a evitar perdas de água na distribuição

Enviado por Adriana Brum em

 Sanepar está trabalhando em uma iniciativa inédita para apoiar o Paraguai no combate às perdas de água nos sistemas de distribuição e no aprimoramento da gestão do sistema de saneamento. A companhia atua como interlocutora técnica do governo brasileiro contribuindo com a capacitação e implementação do programa para a melhoria da gestão dos sistemas de saneamento, especialmente focada na redução de perdas de água.

Nesta quarta-feira (1), membros da Sanepar, da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S.A. (ESSAP), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentaram a iniciativa ao vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu. Técnicos e diretores de todas as entidades envolvidas acompanharam a agenda.

Reconhecida como exemplo nacional em inovação e infraestrutura, a Sanepar foi convidada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, via ABC, para dar apoio técnico e institucional à ESSAP. A missão paranaense é ajudar no desenvolvimento e na implementação do programa de colaboração para a melhoria da gestão dos sistemas de saneamento, com foco especial na redução das perdas de água.

“A Sanepar é a melhor e maior empresa pública de saneamento do País. E, com essa parceria, vai beneficiar o Paraguai, um grande parceiro comercial do Paraná, e beneficiar todo mundo. Ganha a Sanepar, que vai ter que transferir tecnologia e tem que se preparar para isso, e ganham também o Paraná, o Paraguai e o meio ambiente. Juntos poderemos cuidar mais e melhor desse recurso natural”, disse Piana.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley Lipski, reforçou que esse trabalho coletivo vai beneficiar os dois lados, a começar por um item específico. “A ESSAP e a Sanepar estabelecem uma boa parceria, muito direcionada nesse primeiro momento às perdas de água. Somos um exemplo nessa área. Mas isso não se interrompe aqui. A Sanepar se prepara para o futuro”, declarou.

“Temos muito interesse em ajudar os irmãos paraguaios. A nossa divisa é um rio e nós temos muito a propiciar a eles e vice-versa. Esse intercâmbio vai ajudar a Sanepar a continuar prestando um serviço qualificado e teremos um grande parceiro, aqui do nosso lado, para levarmos saúde pública e inclusão social a todos os cidadãos”, acrescentou.

A Sanepar tem hoje um dos menores índices de perda de água do Brasil, com 34%, segundo o Instituto Trata Brasil. A média nacional é de 40%. Esse desempenho é resultado dos investimentos em monitoramento em tempo real, uso de tecnologias de ponta para detecção de vazamentos e da Plano de Manutenção Preventiva de Adutoras, que determina a periodicidade das inspeções dessas estruturas. Hoje o Paraguai tem perda de água estimada em 45%. A intenção é mudar esse cenário em três anos, reduzindo para 35%.

Além desse desafio, o presidente da ESSAP, Luis Fernando Bernal, explica que o convênio tem outro objetivo fundamental para a empresa.

“Com essa ação conjunta, vamos estabelecer um roteiro que tem como ponto inicial um diagnóstico da nossa situação atual, sobre onde estamos e para onde queremos ir.  E ele é fundamental para a elaboração de um Plano Diretor, que estamos levando adiante depois de 30 anos, e nos direcionará nas próximas décadas. A partir dele, poderemos fazer investimentos futuros que se traduzirão em melhor serviço de água e saneamento para o Paraguai”, contou.

INVESTIMENTO – Alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento Paraguai 2030, o projeto trilateral tem um custo estimado de cerca de US$ 591 mil, divididos entre os três entes. São aproximadamente US$ 350 mil provenientes do Brasil, US$ 191 mil do Japão e US$ 50 mil do Paraguai. A iniciativa se enquadra no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja meta é a universalização do acesso à água potável e saneamento básico até 2030.

As atividades do “Projeto de fortalecimento das capacidades em estratégia institucional de capacitação e redes de distribuição da ESSAP” foram iniciadas em 2024, quando profissionais da Sanepar participaram da Oficina de Planejamento, em Assunção, para a definição dos termos da colaboração. Nesta segunda fase, os paraguaios retribuem a visita, ficando uma semana em Curitiba em busca de capacitação e troca de conhecimentos.

Entre 29 de setembro e 3 de outubro, a comitiva vai conhecer as unidades operacionais e os principais processos de trabalho da Sanepar, assim como o programa corporativo de combate a perdas, visando replicar esse programa para todo o território paraguaio. A programação inclui ainda um workshop para transferência de tecnologia.

“O governo japonês, a JICA, está tentando dar um apoio para o Paraguai em relação à infraestrutura de água. Para melhorar esse trabalho, precisamos de um parceiro de confiança, que é a Sanepar. O Paraná abriga uma grande comunidade japonesa, é um parceiro comercial do Japão, e ambos sempre tiveram uma relação de mútua confiança”, afirmou Rei Oiwa, cônsul-geral adjunto do Japão em Curitiba.

Além de recursos financeiros para a iniciativa, ele não descarta contribuições técnicas nesse processo. “O Japão é um país muito experiente em relação aos serviços de água e gostaria de compartilhar tecnologias com a Sanepar e o Paraguai”, complementou.

A viabilização desse mutirão se deu após a ABC responder ao pedido de cooperação feito pelo governo do Paraguai. “Nós redirecionamos esse pedido para a Sanepar por conta da experiência que nós já temos com ela em outros projetos, pela qualidade dos serviços oferecidos e pela excelência do corpo técnico. É uma cooperação técnica: um fortalecimento institucional por meio de treinamento dos técnicos da ESSAP”, explicou Josué Ferreira Nunes Neto, analista de Projetos de Cooperação Técnica.

A parceria tem uma segunda linha de ação estipulada, voltada para a capacitação da mão de obra. Concomitantemente ao trabalho de campo, está sendo elaborado um plano de treinamento, que será transformado em cursos disponíveis em uma plataforma de ensino a distância (EaD). Por meio dessa ferramenta, os profissionais serão treinados e atualizados. Inicialmente, o foco é o combate à perda de água, mas outros temas farão parte do rol de opções desse recurso.

“O ponto inovador dessa cooperação é que nós não estamos prestando só uma consultoria, nós estamos construindo em conjunto com eles uma estratégia, uma metodologia de gestão de treinamentos”, confirmou o representante da ABC.

Nesta quarta-feira (1), membros da Sanepar, da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S.A. (ESSAP), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentaram a iniciativa ao vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu

Institucional e Governança
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Magistrados da Justiça Federal conhecem tecnologias de ponta e complexidade do saneamento no Paraná

Enviado por Glaydson Angel… em

Abrir a torneira e encher um copo com água potável é um gesto cotidiano, mas que esconde um processo de alta complexidade técnica e engenharia ambiental. Para apresentar os investimentos em tecnologia e o ciclo completo "do rio ao rio", a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realizou uma visita técnica com magistrados da Justiça Federal do Paraná (JFPR) nesta semana, em unidades de Curitiba e Região Metropolitana. 

O roteiro demonstrou o esforço logístico e científico da companhia pública para garantir a segurança hídrica e a sustentabilidade no Estado. Os juízes federais conheceram desde os rigorosos padrões de potabilidade até iniciativas pioneiras de economia circular, como a transformação de subprodutos do saneamento em energia limpa. 

Diálogo e Transparência - O juiz federal substituto Flávio Antônio da Cruz, da 11ª Vara Federal de Curitiba, pontuou que a visita promove aproximação com a Sanepar, demonstra a transparência da Companhia, possibilita o diálogo e fortalece os vínculos institucionais. “Falar em saneamento é também falar de direito ambiental. Poder conhecer como esse processo é feito amplia os horizontes, perspectivas e conhecimentos sobre o assunto e facilita a solução mais justa dos casos, nos tornando mais sensíveis”, ressaltou.  

Para a juíza federal Marize Cecilia Winkler, representante do projeto Aproxima JFPR, a experiência prática foi surpreendente. “Cada profissional demonstrou muito zelo e dedicação com o processo. É motivo de orgulho para o Estado contar com uma companhia de saneamento em que a equipe atua com tanta responsabilidade social e técnica, focada no bem-estar da comunidade”, afirmou.

O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Fernando Guedes, destacou na recepção que o papel não retrata a realidade extremamente complexa do trabalho realizado pela Companhia. “Somos uma referência para outras empresas de saneamento. Temos um corpo técnico altamente qualificado e temos muito conhecimento para compartilhar”, afirmou.  

Inovação -  A primeira parada foi na Estação de Tratamento de Água Iraí, a segunda maior do Paraná, com um painel sobre os desafios da qualidade dos mananciais, tecnologias de tratamento e enfrentamento de eventos climáticos extremos e escassez hídrica, além de explicações sobre todas as etapas de captação, tratamento e análise da água. 

O grupo seguiu para o Centro de Controle Operacional (CCO) para ter uma visão macro e acompanhar o monitoramento em tempo real do abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana, além de conhecer a tecnologia usada para prevenção de crises de desabastecimento. 

Na Estação de Tratamento de Esgoto Belém, foi apresentado o processo biológico do tratamento de esgoto, a recuperação de recursos e a Usina de Biogás, exemplificando a economia circular na Companhia. No Laboratório de Conformidade da Sanepar, os magistrados viram de perto os rigorosos padrões de análise físico-química e bacteriológica que garantem a potabilidade da água distribuída e o controle do esgoto tratado. 

A visita foi encerrada no Museu Planeta Água, com uma imersão educativa sobre a história do saneamento e o ciclo da água como pilar de sustentabilidade. 

Visita técnica detalhou o ciclo "do rio ao rio", destacando inovações em economia circular, monitoramento em tempo real e excelência ambiental da Sanepar

Institucional e Governança
Integrantes da comitiva da Justiça Federal posam juntos para foto oficial em frente às estruturas externas e tanques de tratamento da Sanepar Integrantes da comitiva da Justiça Federal posam juntos para foto oficial em frente às estruturas externas e tanques de tratamento da Sanepar
Primeiro plano focado em uma mão com luva azul segurando um pedaço de lodo desidratado, com o grupo de visitantes ao fundo prestando atenção Primeiro plano focado em uma mão com luva azul segurando um pedaço de lodo desidratado, com o grupo de visitantes ao fundo prestando atenção
Técnico da Sanepar com luvas azuis mostra uma amostra de lodo seco retirado de uma pá para o grupo de magistrados e servidores durante explicação ao ar livre Técnico da Sanepar com luvas azuis mostra uma amostra de lodo seco retirado de uma pá para o grupo de magistrados e servidores durante explicação ao ar livre
Grupo de visitantes observa uma maquete física detalhada de uma estação de tratamento de água sob proteção de vidro, enquanto um técnico da Sanepar faz explicações apontando para a estrutura Grupo de visitantes observa uma maquete física detalhada de uma estação de tratamento de água sob proteção de vidro, enquanto um técnico da Sanepar faz explicações apontando para a estrutura
Visitantes apoiados em um guarda-corpo amarelo observam o interior de um tanque profundo de concreto com tubulações nas instalações da Sanepar Visitantes apoiados em um guarda-corpo amarelo observam o interior de um tanque profundo de concreto com tubulações nas instalações da Sanepar
Profissional de jaleco branco utiliza uma pipeta em bancada de laboratório de análises de água, sob o olhar atento de integrantes da comitiva Profissional de jaleco branco utiliza uma pipeta em bancada de laboratório de análises de água, sob o olhar atento de integrantes da comitiva
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Sanepar e Prefeitura de Curitiba unem forças e alinham estratégias para agilizar obras

Enviado por Glaydson Angel… em

Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Prefeitura de Curitiba promoveram uma ação conjunta diretamente em um canteiro de obras no bairro Pinheirinho na quarta-feira (24). O objetivo principal foi alinhar estratégias e capacitar os trabalhadores da ponta para mitigar rompimentos acidentais nas redes de água e esgoto da Sanepar e nas galerias de drenagem urbana, de responsabilidade da prefeitura.

Com a capital paranaense em crescimento e com canteiros de obras espalhados por todas as regiões, essa aproximação entre a Sanepar e o poder público municipal é fundamental. O trabalho em sintonia tem impacto direto no dia a dia do cidadão, acelerando o ritmo das melhorias na cidade e evitando o desabastecimento.

Participaram do encontro a gerente regional norte da Sanepar, Kelen Suleku, e fiscais da Companhia que atuam em obras de diferentes regiões da capital, além de trabalhadores que atuam diretamente na manutenção das redes. Equipes do Departamento de Ponte e Drenagem da Secretaria Municipal de Obra Publicas, do Departamento e Pavimentação e dos Distritos de Manutenção Urbana, que realizam igualmente obras e serviços nas vias públicas, representaram o município.

“A intenção final é unir forças para beneficiar a população. Esse alinhamento garante menos desabastecimentos e evita que as obras da Prefeitura, que transformam Curitiba para melhor, fiquem paradas”, explica Kelen.

O encontro foi dividido entre teoria e prática, com explicações focadas em como os trabalhadores podem localizar e identificar as redes da Companhia durante as escavações. Na etapa prática, a Sanepar mostrou como faz para localizar as tubulações durante escavações e deu dicas de equipamentos que podem ajudar nessa busca. Os trabalhadores responsáveis pelas obras da Prefeitura também puderam tirar dúvidas sobre as diferentes tubulações usadas pela Companhia.

Em contrapartida, a Companhia também recebeu orientações da SMOP sobre os cuidados necessários com as galerias pluviais durante as manutenções de saneamento, prevenindo erosões no solo e danos ao asfalto.

O assessor da SMOP, João Vidal, reforçou que o sucesso das intervenções urbanas depende diretamente desse espírito de cooperação. “Nossas galerias de drenagem estão muito próximas das redes da Sanepar. Por isso, ampliar constantemente esse entrosamento é o que garante que as obras avancem rapidamente, causando o menor transtorno possível na rotina dos curitibanos.”

Segundo Vidal, esse alinhamento é essencial porque, mesmo com os cadastros e mapeamentos disponíveis das redes subterrâneas, podem existir imprecisões decorrentes de intervenções realizadas ao longo do tempo. Nesse contexto, o reconhecimento das estruturas em campo e o treinamento prático das equipes tornam-se fundamentais para o correto alinhamento das informações e para a execução segura e eficiente dos serviços.

 

 

Trabalho conjunto e alinhamento estratégico em canteiros de obras visam otimizar os serviços públicos e reduzir impacto para a população

Investimentos e Obras
Representante da Sanepar com capacete e casaco brancos gesticula enquanto fala com equipe técnica e trabalhadores em um canteiro de obras, tendo ao fundo tubulações de concreto e uma escavadeira amarela. Representante da Sanepar com capacete e casaco brancos gesticula enquanto fala com equipe técnica e trabalhadores em um canteiro de obras, tendo ao fundo tubulações de concreto e uma escavadeira amarela.
Vista ampliada de uma reunião técnica ao ar livre em uma rua residencial, onde trabalhadores e representantes da Sanepar e da prefeitura formam uma roda para acompanhar as orientações sobre a obra Vista ampliada de uma reunião técnica ao ar livre em uma rua residencial, onde trabalhadores e representantes da Sanepar e da prefeitura formam uma roda para acompanhar as orientações sobre a obra
Operário com uniforme sujo de terra trabalha com uma pá em uma escavação no asfalto, ao lado de uma escavadeira, enquanto um grupo de trabalhadores com uniformes coloridos e técnicos da Sanepar observam a atividade Operário com uniforme sujo de terra trabalha com uma pá em uma escavação no asfalto, ao lado de uma escavadeira, enquanto um grupo de trabalhadores com uniformes coloridos e técnicos da Sanepar observam a atividade
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Sanepar e UFPR identificam peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa

Enviado por Carla Bastos Dias em

Estudar o ecossistema dos reservatórios de água ajuda a entender como a própria natureza auxilia no combate ao agravamento do efeito estufa. Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), revelou que o lambari-miúdo (Psalidodon minor), peixe nativo de cerca de 10 centímetros, pode mitigar a emissão local de gases causadores do aquecimento global.

O engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar Maurício Bergamini Scheer é um dos autores do estudo realizado no Reservatório Passaúna, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Ele explica que reservatórios de abastecimento e de energia elétrica apresentam circulação de água mais lenta do que os rios, acumulando naturalmente mais matéria orgânica no fundo, que se decompõe e emite gases como o metano — o segundo maior responsável pelo aquecimento global e considerado cerca de 80 vezes mais nocivo que o gás carbônico em um período de 20 anos.

Neste contexto, a pesquisa descobriu que as populações de peixes nativos atuam como uma espécie de filtro ecológico, retendo o carbono proveniente do metano em sua biomassa (na carne), sendo um importante elemento para mitigar os gases de efeito estufa desse tipo de reservatório. “Na reabilitação deste ambiente artificial, os processos naturais das comunidades de seres vivos precisam se equilibrar dentro de sua dinâmica, criando uma infraestrutura biológica de mitigação climática”, esclarece.

LAMBARI-MIÚDO - Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), Jean Ricardo Simões Vitule, o lambari-miúdo é importante pois, apesar do pequeno porte, tem uma massa significativa que sustenta predadores. A assimilação do carbono proveniente do metano por este peixe chega a ser de até 15% do seu peso.

“Temos que manter esse lambari, porque se houver diminuição da população ou se ele for extinto, o metano será emitido mais rapidamente para a atmosfera. Toda a comunidade funciona como um filtro ecológico, mas o lambari-miúdo é uma das engrenagens mais importantes no contexto deste tipo de carbono, e é difícil relatar isso em peixes. Este é um dos primeiros estudos globais com reservatórios mostrando que peixes são importantes nesses filtros de assimilação em âmbito de ecossistema de comunidades biológicas”, destaca.

ESPÉCIES INVASORAS - O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes, em especial o predador black bass (Micropterus nigricans), podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população do lambari-miúdo e de outros peixes nativos. Ao desestruturar a teia alimentar, o black bass potencializa a liberação de gás metano para a atmosfera, afetando a sustentabilidade a longo prazo. “São efeitos em diferentes escalas tanto para o reservatório quanto para o meio ambiente”, observa Vitule.

Scheer ressalta que é necessário fazer o monitoramento e o manejo ecológico focado na fauna nativa para impedir que ocorram essas invasões biológicas. “Desenvolvemos junto com o Laboratório de Ecologia e Conservação um protocolo de manejo que pode ser aplicado em qualquer reservatório do Brasil ou do mundo para prevenir e mitigar este problema que causa grandes prejuízos ecológicos e econômicos. Ele inclui várias formas de vida diferentes, tanto aquáticas quanto terrestres, e visa aumentar, de forma ecologicamente equilibrada, as populações nativas e controlar as exóticas, como o black bass”, conta.

PRÓXIMOS PASSOS - O pesquisador da Sanepar afirma que ainda há muito a ser investigado, mas o estudo aponta esse potencial para os milhares de reservatórios existentes. “Entendemos que precisamos não só cuidar da quantidade deste ativo de saneamento, mas também da qualidade. Precisamos continuar investigando os mananciais e os reservatórios para conseguir antecipar possíveis problemas e valorizar os serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, conclui.

ESFORÇO INTERINSTITUCIONAL - A pesquisa intitulada “Assimilação de carbono derivado de metano por peixes nativos e não nativos em um reservatório neotropical” foi realizada pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar, em parceria com o LEC/UFPR, o Laboratório de Ecologia de Peixes da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Lancaster Environmental Centre (Reino Unido), o LAB Analyses e o Museu de História Natural Capão da Imbuia (MAPCF/SMMA). “Esse ‘mutualismo’ entre os setores é importante, pois se reflete em conhecimento para a sociedade. É um conhecimento basal e que gera frutos aplicados da ecologia para o manejo do reservatório”, finaliza o professor.

O estudo foi publicado na renomada revista científica internacional Water Biology and Security. Confira o estudo completo aqui.

O lambari-miúdo, nativo e endêmico do Rio Iguaçu, ajuda a reduzir a presença do metano na atmosfera, um dos mais nocivos para o aquecimento global

Água
Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Dois pesquisadores em um barco de alumínio recolhem uma rede de pesca com pequenos lambaris-miúdos e outros peixes, durante um estudo ambiental em um reservatório de água sob céu claro. Estudo da Sanepar em parceria com outras instituições identifica peixe que atua como "filtro ecológico" e reduz emissão de gases do efeito estufa. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Peixe lambari-miúdo em vista lateral com escamas prateadas e nadadeiras translúcidas, fotografado contra um fundo totalmente preto. Lambari-miúdo assimila até 15% do seu peso em carbono proveniente do metano. Crédito: Vinícius Abilhoa
Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Pesquisador em pé na proa de um barco de alumínio segura uma rede de pesca com um peixe preso, enquanto outro homem em primeiro plano observa a atividade em um reservatório de água sob céu azul. Crédito: Matheus Oliveira Freitas O estudo também demonstrou que espécies exóticas de peixes podem colocar em risco o equilíbrio biológico ao reduzir drasticamente a população de peixes nativos. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Amostra de dez pequenos lambaris dispostos paralelamente em duas colunas verticais dentro de um recipiente branco para análise laboratorial. Os peixes da esquerda apresentam nadadeiras caudais avermelhadas, enquanto os da direita têm nadadeiras amareladas. Crédito: Matheus Oliveira Freitas Peixes capturados no reservatório Passaúna para realização do estudo. Crédito: Matheus Oliveira Freitas
Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Dois homens posam abraçados de lado na passarela externa da estação de captação do Reservatório do Passaúna. O homem à esquerda usa óculos, barba e camisa verde, e o homem à direita veste uma jaqueta escura com a logomarca da Sanepar e um gorro preto, sob a luz do sol. Jean Ricardo Simões Vitule, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), e Maurício Bergamini Scheer, engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, dois dos autores do estudo. Crédito: André Thiago/Sanepar
Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Vista aérea da estação de captação de água da Sanepar no Reservatório do Passaúna, cercada por densa vegetação nativa, com placas solares flutuantes na água e torres de transmissão de energia ao fundo sob céu azul. Estudo realizado no Reservatório Passaúna reforça a necessidade de fazer o manejo ecológico de reservatórios de abastecimento. Crédito: André Thiago/ Sanepar
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Sanepar implanta sistema completo de esgotamento sanitário em Rio Bom

Enviado por Giovanna Migot… em

A cidade de Rio Bom, no Norte do Estado, está recebendo importante obra da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Trata-se da implantação de um sistema completo de coleta e tratamento de esgoto, com a instalação de uma moderna estação de tratamento de esgoto (ETE) e 18 km de tubulações, entre rede de coleta, interceptores e emissário. O investimento de R$ 16,534 milhões fará saltar de 0% para 60% o atendimento com o serviço de esgotamento no município já em 2027.

“Estamos trabalhando pela universalização do saneamento no Paraná e, em Rio Bom, vamos chegar aos 60% no ano que vem, já com plano para avançar e universalizar o serviço no município antes mesmo de 2033”, comenta o superintendente Operacional da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite Gonçalves, sobre o Marco Legal do Saneamento. 

Leite explica que a parte da construção civil da estação de tratamento de esgoto, iniciada no fim de 2025, está visualmente adiantada. Ele esclarece, no entanto, que nos próximos meses devem chegar equipamentos importantes, que compõem partes essenciais do processo de tratamento e que exigirão, para além da instalação física, montagens eletromecânicas robustas para depois entrarem em fase de testes.

“A obra está a todo vapor, mas realmente há ainda muito trabalho pela frente com a instalação de muitos equipamentos e dispositivos. Temos ainda alguns desafios até o fim da obra”, destaca.

BENEFICIADOS E OBSERVADORES – A obra de implantação da rede coletora de esgoto nas ruas de Rio Bom têm sido intensas nestes dias de frio e pouca chuva. O trabalho aplica o sistema de cravação, um método não-destrutivo que evita a abertura de valas, já que instala a tubulação por baixo da terra a partir de dois pontos de acesso e de uma máquina que empurra os tubos pelo subsolo, usando equipamentos hidráulicos. O método evita interrupções de trânsito e a quebra das calçadas ao longo da obra.

As moradoras da Rua Vicentina Nunes de Andrade, no Centro, Leonilda Cilkailo e a filha a Elaine Ridolfi, acompanharam a movimentação da obra em frente ao portão entre os afazeres no quintal de casa.

Questionadas se havia algum transtorno, Elaine respondeu: “Foi bem mais tranquilo, pelo menos não fez buraco, foram passados os canos por baixo da terra, bem mais moderno”. Ela se diz satisfeita com a implantação do sistema de esgoto na cidade, embora não tenha problema com fossa em casa. Reconhece o benefício para a coletividade: “O esgoto que é tratado deixa de contaminar o solo”. 

A algumas quadras dali, Olga Marques de Oliveira, que mora na rua José Raimundo Pântano, tomava um sol em frente o seu imóvel enquanto observava a tecnologia aplicada na obra de implantação da rede da Sanepar. “Estou também admirada de passar o cano por baixo da terra sem quebrar a calçada, sem fazer tanta bagunça, porque eu estava com medo, mas graças a Deus está dando tudo certo”, comenta. 

Ela avalia que a rede de esgoto vai mudar a qualidade de vida na região. “Tem gente já jogando água de tanque, água de pia, água de chuveiro, tudo dentro da rede pluvial”, reclama em relação aos maus hábitos da vizinhança, que geram risco de dengue e contaminação ambiental.

PARA SE LIGAR NA REDE - Ao término da obra, os moradores beneficiados receberão orientação da Sanepar sobre como fazer a ligação correta dos imóveis à rede pública de esgoto. Somente após a autorização para interligar e a assinatura no termo de adesão, poderão eliminar de vez a fossa séptica.

 

Obras têm duas frentes de trabalho, com equipes nas ruas para a implantação de redes de coleta e na construção da estação de tratamento de esgoto

Esgoto
trabalhadores na rua, com maquinários, fazendo obra de implantação de rede trabalhadores na rua, com maquinários, fazendo obra de implantação de rede Método de cravação agiliza implantação da rede de esgoto com passagem da tubulação no subsolo, sem abertura de valetas
maquina fazendo cravação de tubos na calçada, enterrando, diretamente no subsolo maquina fazendo cravação de tubos na calçada, enterrando, diretamente no subsolo Método de cravação agiliza implantação da rede de esgoto com passagem da tubulação no subsolo, sem abertura de valetas
engenheiros com projeto da obra diante de estruturas de concreto em obra de estação de esgoto engenheiros com projeto da obra diante de estruturas de concreto em obra de estação de esgoto Obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário segue em ritmo acelerada em Rio Bom
casal em frente ao seu imóvel, ele alto e vestido roupas de lã, incluindo um gorro, ela bem mais baixa abraçada casal em frente ao seu imóvel, ele alto e vestido roupas de lã, incluindo um gorro, ela bem mais baixa abraçada Olga Marques de Oliveira: “Estou também admirada de passar o cano por baixo da terra sem quebrar a calçada, sem fazer tanta bagunça”
mãe e filha abraçadas na frente de casa, uma senhor com cabelos claros e curtos e a filha sorrindo. no fundo a cachorra caramelo aparece no portão mãe e filha abraçadas na frente de casa, uma senhor com cabelos claros e curtos e a filha sorrindo. no fundo a cachorra caramelo aparece no portão Leonilda Cilkailo e a filha a Elaine Ridolfi, acompanharam a movimentação da obra em frente ao portão
maquina que faz cravação de tubos na calçada maquina que faz cravação de tubos na calçada Moradores acompanham obra e admiram tecnologia que geram quase nenhum transtorno nas calçadas e ruas
maquinários da obra de implantação de rede na rua maquinários da obra de implantação de rede na rua Moradores acompanham obra e admiram tecnologia que geram quase nenhum transtorno nas calçadas e ruas
estruturas de concreto em obra de estação de esgoto estruturas de concreto em obra de estação de esgoto Parte da construção civil da ETE está visualmente adiantada, porém faltam equipamentos importantes que exigirão instalação física e montagens eletromecânicas robustas
estruturas de concreto em obra de estação de esgoto estruturas de concreto em obra de estação de esgoto Obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário segue em ritmo acelerada em Rio Bom
estruturas de concreto em obra de estação de esgoto. ao fundo trabalhador da construção estruturas de concreto em obra de estação de esgoto. ao fundo trabalhador da construção Parte da construção civil da ETE está visualmente adiantada, porém faltam equipamentos importantes que exigirão instalação física e montagens eletromecânicas robustas
Rio Bom
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Sanepar é case de sucesso em investimentos verdes do Tesouro Nacional

Enviado por Glaydson Angel… em

Em fase final de sua ampliação e remodelação, a Estação de Tratamento de Esgoto CIC Xisto, em Curitiba, é um dos exemplos de sucesso do Programa Eco Invest, do Tesouro Nacional. A obra foi escolhida pelo uso de “investimentos verdes” para projetos voltados à sustentabilidade ambiental, mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e redução de gases poluentes na atmosfera.

A unidade está se transformando em uma das várias estações de tratamento de esgoto sustentável que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está implantando pelo estado e entrou para o portfólio do Tesouro Nacional como um dos cases com os melhores resultados na captação de recursos e na relevância ambiental com o apoio do programa.

Na última quarta-feira (17), a representante da área de Comunicação do Tesouro Nacional, Flávia Matos, entrevistou gestores do projeto na sede administrativa da Sanepar e gravou imagens da Estação CIC Xisto, no bairro Tatuquara.

“Nossa ideia é mostrar os resultados dos principais projetos apoiados pelo Eco Invest Brasil. Queremos mostrar o impacto tanto ambiental quanto social desse projeto da Sanepar para Curitiba e para o Brasil como um todo”, disse Matos.

O conteúdo vai fazer parte do material de divulgação nacional e internacional do Eco Invest e estará nas redes sociais oficiais do programa, do Tesouro Nacional e do Ministério da Fazenda.

ECONOMIA CIRCULAR – Por meio do Eco Invest, a Sanepar captou R$ 375 milhões para as obras, que incluem o aumento na capacidade de operação e a implantação de processos que reduzem o gasto de energia e reaproveitam os resíduos, dentro dos conceitos de Economia Circular e Lixo Zero.

A unidade ganhou uma wetland (conhecida também como “jardim de mineralização", uma Solução Baseada na Natureza) de 25 mil m², ocupados por uma espécie macrófita com grande apetite por nutrientes presentes no lodo (parte sólida do tratamento do esgoto). Enquanto as plantas absorvem os nutrientes, microrganismos se encarregam de decompor a matéria.

A wetland é um modelo com potencial de reutilização de 100% dos resíduos: 98% do lodo é consumido no local por microrganismos e pelas próprias plantas. Os outros 2% resultam em um composto com aspecto de húmus, reutilizável como fertilizante ou na geração de energia térmica ou elétrica.

INVESTIMENTO INOVADOR – O Eco Invest Brasil é um programa do Ministério da Fazenda estruturado em parceria com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Lançado no final de 2024, visa atrair capital externo para impulsionar projetos estratégicos de indústria verde, recuperação de biomas, mitigação dos efeitos das mudanças do clima e de inovação tecnológica.

A Sanepar foi uma das primeiras empresas a fechar um contrato por meio do programa, com apoio do Banco do Brasil, agente operador da captação dos recursos.

O financiamento foi feito na modalidade blended finance (financiamento misto), combinando recursos do Fundo Clima e da primeira emissão de Nota Comercial Privada da Companhia.

A obra de ampliação e remodelação da Estação de Tratamento de Esgoto CIC Xisto, em Curitiba, fará parte do material de divulgação nacional e internacional do Programa Eco Invest, promovido pela entidade

Socioambiental
Jornalista entrevista técnico da Sanepar, utilizando capacetes e coletes refletivos, observam a vista panorâmica de uma grande obra e tanques de tratamento a partir de uma plataforma metálica amarela elevada. Jornalista entrevista técnico da Sanepar, utilizando capacetes e coletes refletivos, observam a vista panorâmica de uma grande obra e tanques de tratamento a partir de uma plataforma metálica amarela elevada.
Uma equipe de quinze profissionais e autoridades, vestindo capacetes de segurança e coletes refletivos, posa enfileirada sobre a passarela com guarda-corpo amarelo de uma estrutura de concreto na Estação de Tratamento de Esgoto Uma equipe de quinze profissionais e autoridades, vestindo capacetes de segurança e coletes refletivos, posa enfileirada sobre a passarela com guarda-corpo amarelo de uma estrutura de concreto na Estação de Tratamento de Esgoto
Vista aérea da ampla obra de construção da ETE CIC Xisto, com uma grande estrutura retangular de concreto em destaque, guindaste em operação, lagoa ao fundo e tanques de tratamento biológico por Wetland em andamento Vista aérea da ampla obra de construção da ETE CIC Xisto, com uma grande estrutura retangular de concreto em destaque, guindaste em operação, lagoa ao fundo e tanques de tratamento biológico por Wetland em andamento
Vista aérea vertical completa de um tanque de tratamento biológico do tipo Wetland, preenchido por uma densa vegetação verde e delimitado por uma manta impermeabilizante preta e cercas de proteção Vista aérea vertical completa de um tanque de tratamento biológico do tipo Wetland, preenchido por uma densa vegetação verde e delimitado por uma manta impermeabilizante preta e cercas de proteção
Três técnicos vestindo coletes refletivos da Sanepar conversam e analisam documentos à beira de um grande tanque de tratamento biológico tomado por vegetação alta e densa do sistema Wetland Três técnicos vestindo coletes refletivos da Sanepar conversam e analisam documentos à beira de um grande tanque de tratamento biológico tomado por vegetação alta e densa do sistema Wetland
Um trabalhador com macacão de proteção técnica impermeável branca e capacete verde manipula mudas de mudas de vegetação aquática dentro de um carrinho de mão para o plantio no sistema Wetland Um trabalhador com macacão de proteção técnica impermeável branca e capacete verde manipula mudas de mudas de vegetação aquática dentro de um carrinho de mão para o plantio no sistema Wetland
Curitiba
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Obras da rede de esgoto em Tijucas do Sul alcançam 60% na primeira etapa

Enviado por Monica Venson em

As obras de implantação da rede de esgoto em Tijucas do Sul entraram em uma nova fase. Com 17 quilômetros de rede já instalados, o município concluiu cerca de 60% da primeira etapa do projeto, viabilizando o serviço de coleta de esgoto na cidade. Durante o mês de junho, os trabalhos avançam para as regiões do Centro e Vilas Cubas.

Com a conclusão dos nove quilômetros restantes, prevista para setembro, Tijucas do Sul atingirá 40% de cobertura de rede de esgoto, permitindo que mais de 1.500 famílias e comércios se conectem ao sistema. A meta é alcançar 90% de cobertura até 2033. As obras são realizadas pela Ambiental Paraná, responsável pela gestão de esgoto em Tijucas do Sul, em parceria público-privada com a Sanepar.

“Temos como objetivo fazer investimentos prioritários no Paraná, onde há metas de universalização do saneamento para serem alcançadas. Para isso, temos um planejamento, as parcerias público-privadas vão dar celeridade para alcançar essas metas”, diz o presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Nos próximos bairros, a execução exigirá maior complexidade operacional devido à profundidade das escavações. Por esse motivo, é necessário reforçar a atenção à sinalização no entorno das obras. Paralelamente, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) segue na fase de fundações, e a construção das Estações Elevatórias de Esgoto tem previsão de iniciar nesta segunda quinzena de junho.

“Grande parte da obra é executada pelo Método Não Destrutivo (MND), que reduz os impactos urbanos. Contudo, em trechos com solos mais firmes e presença de rochas, utilizamos escavações convencionais. Como essa necessidade aumenta nos pontos mais profundos, teremos operações mais complexas e redobraremos os cuidados”, explica Daline da Silva Mendes, supervisora de engenharia da Ambiental Paraná. 

 

Com 17 quilômetros implantados, obras executadas pela Ambiental Paraná, em parceria público-privada com a Sanepar, seguem para regiões do Centro e Vilas Cubas e reforçam cuidados com segurança dos moradores

Esgoto
Foto de uma rua em obras com um caminhão branco ao fundo e uma placa amarela da Sanepar em destaque no centro, indicando interdição. Duas pessoas com capacetes brancos observam o local à esquerda. Foto de uma rua em obras com um caminhão branco ao fundo e uma placa amarela da Sanepar em destaque no centro, indicando interdição. Duas pessoas com capacetes brancos observam o local à esquerda. Obras são executadas buscando minimizar impacto na vida das pessoas
Mini escavadeira vermelha da marca Kubota realizando obras em uma calçada de rua. Há uma pilha de terra escura, cones de sinalização laranjas e uma rede de proteção laranja isolando a área. Ao fundo, vê-se um posto de combustíveis sob um céu nublado. Mini escavadeira vermelha da marca Kubota realizando obras em uma calçada de rua. Há uma pilha de terra escura, cones de sinalização laranjas e uma rede de proteção laranja isolando a área. Ao fundo, vê-se um posto de combustíveis sob um céu nublado. Obras ampliam o serviço de coleta e tratamento de esgoto na cidade
Tijucas do Sul
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Obras da Sanepar avançam e vão ampliar em 70% de vazão de água em Piraquara

Enviado por Glaydson Angel… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está executando a fase final de obras na rede de abastecimento de água em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Com a implantação de uma nova adutora com aproximadamente 11 quilômetros de extensão, a capacidade de vazão no município aumentará em 70%.  

A cidade passará a ser abastecida por duas adutoras operando em conjunto, equipadas com duas motobombas. Com isso, a vazão máxima de atendimento, que hoje é de cerca de 190 litros por segundo, saltará para 325 litros por segundo.

Aviso de Utilidade Pública: Interligação de nova adutora para ampliação do sistema em Piraquara

“Piraquara é uma cidade importantíssima no que se refere ao abastecimento e ao saneamento no Paraná. O investimento nas redes de distribuição da cidade é essencial para garantir que o berço das águas de Curitiba e da região metropolitana também seja valorizado, permitindo que a população usufrua dessa água que tanto valor possui”, destacou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Para viabilizar o avanço nesta reta final, uma parada programada no abastecimento de água em Piraquara está prevista para a próxima terça-feira (23). A interrupção ocorrerá das 8h30 às 18h. O período será destinado para as equipes realizarem a interligação de uma nova adutora à estrutura já existente e ao reservatório de Piraquara.

Por se tratar de um sistema de alta complexidade, a interligação é apenas um dos passos, e a capacidade total do abastecimento deve aumentar gradativamente conforme as intervenções forem sendo desenvolvidas. 

O projeto de melhorias contempla ainda a implantação da nova Estação Elevatória e a execução de cerca de 48 quilômetros de rede de distribuição de água. Para otimizar o sistema e reduzir as perdas físicas, a estrutura também receberá novos equipamentos de pressurização e válvulas redutoras de pressão (VRPs).

PROGRAMAÇÃO – A obra pode afetar os bairros Vila Izabel; Jardim Santa Clara; Jardim dos Estados; Jardim Veneza; Vila Osternak; Jardim Mirte; Jardim das Laranjeiras; Vila Remo; Jardim Olinda; Jardim Santa Maria; Planta Rita de Cássia; Jardim Santa Mônica; Vila Dalila; Jardim Esmeralda; Jardim Primavera; Ipanema; Vila Santa Helena; Jardim Águas Claras; Jardim Bom Jesus; São Cristóvão; Vila Marumby; Vila Juliana; Vila Militar; Vila Macedo; Vila Suzi; Planta Simone; Planta Cruzeiro; Vila Franca; Vila Fuck; Planta São Tiago; Planta Deodoro; Capoeira dos Dinos.

ORIENTAÇÕES - Neste período, a Sanepar orienta a população a priorizar o uso da água para alimentação e higiene pessoal. Atividades que demandam maior volume de água, devem ser adiadas.

Poderão ficar sem água durante este período os clientes que não têm caixa-d'água no imóvel. É obrigatório, no Paraná, que todo imóvel tenha uma caixa-d'água por determinação da Resolução nº 3/2020 da Agência Reguladora do Paraná (AGEPAR). O reservatório deve ter no mínimo 500 litros ou capacidade para atender o consumo de água no imóvel por 24 horas.

Companhia está implantando novas redes e realizando manutenções estratégicas. Bairros do município terão parada temporária na próxima terça-feira (23) para interligação de redes

Água
Equipe técnica trabalha na manutenção de uma grande tubulação de água dentro de uma escavação na terra. Em primeiro plano, um supervisor de costas, vestindo jaqueta azul escura com a marca Sanepar, observa o serviço Equipe técnica trabalha na manutenção de uma grande tubulação de água dentro de uma escavação na terra. Em primeiro plano, um supervisor de costas, vestindo jaqueta azul escura com a marca Sanepar, observa o serviço
Vista aérea da Barragem de Piraquara com o reservatório de água ao fundo. No gramado do talude da barragem, destaca-se o logotipo estilizado da Sanepar em cor branca Vista aérea da Barragem de Piraquara com o reservatório de água ao fundo. No gramado do talude da barragem, destaca-se o logotipo estilizado da Sanepar em cor branca
Piraquara
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Mais de 1 mil famílias de Mandaguari estão se conectando à rede de esgoto

Enviado por Giovanna Migot… em

“Se todos tivessem conscientização da água que vai ser descartada, de não mandar a gordura junto, somente a água, seria perfeito”. Este é o entendimento de Edivaldo Pedro que está realizando por conta própria a interligação do seu imóvel na rede coletora de esgoto.

Morador do Jardim Delgado, em Mandaguari, no Noroeste do Estado, Edivaldo compõe uma das mais de 1 mil famílias contempladas com a obra de ampliação da rede coletora de esgoto que acaba de ser concluída, por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Edivaldo trabalha numa empresa de produtos químicos, nunca foi encanador, mas dedicou alguns fins de semana para implantar as tubulações destinando a água utilizada no banheiro, cozinha e área de serviço para a rede de esgoto. O morador seguiu à risca todas as normas técnicas indicadas no manual do cliente da Sanepar. “No que eu não tinha habilidade, já corria nos vizinhos pedindo orientação e deu certo. E só falta agora a parte dos acabamentos, do reboco, a tampa”, resume.

Reconhecendo a função das caixas de inspeção e de gordura, Edivaldo aconselha os demais vizinhos a fazerem a correta ligação do esgoto também. Ele lembra que é um item essencial para não atrapalhar o tratamento do esgoto e não contaminar o meio ambiente. “Obedece aos parâmetros e a gente faz a separação da gordura para não vir para rede. Pra rede, é só a água”, comenta sobre a caixa de inspeção que, após tampada, não significa espaço perdido no quintal.

A conversa sobre meio ambiente equilibrado com Edivaldo, mostra como é possível fazer sua parte sem sair de casa. Ele faz questão de dizer, por exemplo, que no fundo do quintal mantém uma área gramada para permitir que a água da chuva percole e abasteça os lençóis freáticos. 
O VIZINHO - O aposentado Maurílio Dionizio é o vizinho de frente do Edivaldo, na Rua José Luiz Costa. Já está utilizando a rede de esgoto e avalia que a eliminação das fossas sépticas é um importante ganho para a comunidade. “Vai ser a melhor coisa, saúde para todos nós”, pontua.

Maurílio acompanhou a obra de implantação da rede coletora e ficou admirado com a tecnologia utilizada, com o método não destrutivo. “A rede de esgoto que saiu aqui foi bem feita. Não precisou abrir as calçadas, fizeram tudo por baixo, muito bem planejado”, destaca.

Há alguns quilômetros dali, no jardim Planalto, a dona de casa Denice Ferreira também comemora a chegada de rede coletora, contando os dias para realizar a compactação da terra na antiga fossa e recompor o calçamento. “Agora é só manter a caixinha da gordura limpinha e fica tudo certo”, comenta.

Apesar de já existente no quintal, somente seguindo orientação para interligar o imóvel à rede da Sanepar, é que Denice observou a importância de efetuar a limpeza da caixa de gordura.  “Eu esquecia dela lá, porque não fazia barulho nenhum. Agora não, agora eu estou lavando a louça aqui e estou escutando cair água ali”, brinca. 
BENEFICIADOS - As mil famílias contempladas com a obra de ampliação da rede coletora de esgoto são moradoras dos jardins Progresso, Delgado, Palma, das Torres, Hawai III, Bela Vista, São Marcos, Tancredo Neves e Cristina, além da Villa Bela e dos residenciais Riacho Doce e Ernesto Trolezzi.

OBRAS – Para além dos 19 mil metros de rede coletora de esgoto instalados em Mandaguari, por meio da parceria com a Prefeitura, a Sanepar também ampliou a capacidade para tratar o que coleta. A Companhia construiu uma nova estação de tratamento de esgoto, moderna e completa, a ETE Keller IV.

Somando o valor reembolsado ao município, pela antecipação da obra da rede, os investimentos da Sanepar em Mandaguari ultrapassam os R$ 45 milhões.  

O superintendente Operacional da Sanepar na Região Noroeste, Vitor Gorzoni, 
afirma que a nova unidade amplia em mais de 70% a capacidade do sistema local, com um horizonte de muitos anos permitindo que o município não pare de crescer.

“Mais de mil famílias foram beneficiadas em diversos bairros, as principais áreas de Mandaguari já estão atendidas. Restam cerca de 10% para a universalização total do serviço no município”.

A prefeita de Mandaguari e enfermeira, Ivonéia Furtado diz que chegar aos 80% de cobertura com esgoto no município era um plano de governo e um sonho. “Afinal de contas, rede de esgoto na cidade é saúde”, comenta.  

Ela destacou o diálogo mantido com a equipe da Sanepar e o laço estreito que permitiu a parceria para a obra do sistema, que amplia os horizontes para o crescimento e o desenvolvimento organizado da cidade. “Mandaguari a nível de Brasil está dando um belíssimo exemplo no marco regulatório do saneamento básico. Isso é saúde, é compromisso da nossa administração com a população”.
 

Moradores reconhecem ganhos ambientais e de saúde das obras de ampliação da coleta e tratamento do esgoto

Socioambiental
Morador sorri ajoelhado na calçada ao lado de uma caixa de inspeção ou passagem de esgoto recém-construída em alvenaria de tijolos. Ele está orgulhoso, pois foi ele quem fez a ligação de esgoto da sua casa. Ao fundo, uma grade metálica preta delimita o espaço residencial Morador sorri ajoelhado na calçada ao lado de uma caixa de inspeção ou passagem de esgoto recém-construída em alvenaria de tijolos. Ele está orgulhoso, pois foi ele quem fez a ligação de esgoto da sua casa. Ao fundo, uma grade metálica preta delimita o espaço residencial Edivaldo Pedro, está interligando seu imóvel à rede de esgoto por conta própria seguindo rigorosamente as normas técnicas
Dois operários trabalham no canteiro de obras de uma estação de tratamento de esgoto. Um deles opera uma betoneira móvel perto de um grande tanque metálico prateado com passarela superior. Ao fundo, um tanque preto exibe o logotipo da Sanepar sob o céu azul Dois operários trabalham no canteiro de obras de uma estação de tratamento de esgoto. Um deles opera uma betoneira móvel perto de um grande tanque metálico prateado com passarela superior. Ao fundo, um tanque preto exibe o logotipo da Sanepar sob o céu azul Sanepar investiu mais de R$ 45 milhões para construir nova ETE e ampliar a rede, junto com a prefeitura
Prédio operacional com pé direito bem alto com paredes pintadas em tons de azul claro e escuro em uma estação de tratamento de esgoto. Anexo uma estrutura possui uma área aberta no piso superior com guarda-corpos amarelos e vigas metálicas, onde estão equipamentos do tipo centrífugas Prédio operacional com pé direito bem alto com paredes pintadas em tons de azul claro e escuro em uma estação de tratamento de esgoto. Anexo uma estrutura possui uma área aberta no piso superior com guarda-corpos amarelos e vigas metálicas, onde estão equipamentos do tipo centrífugas Sanepar investiu mais de R$ 45 milhões para construir nova ETE e ampliar a rede, junto com a prefeitura
Prefeita e membros da prefeitura, com equipe técnica da Sanepar posam para foto alinhados lado a lado no canteiro de obras da estação de tratamento de esgoto. A prefeita, ao centro, veste blusa verde e capacete rosa, enquanto os demais profissionais usam crachás, camisas casuais e capacetes brancos de proteção Prefeita e membros da prefeitura, com equipe técnica da Sanepar posam para foto alinhados lado a lado no canteiro de obras da estação de tratamento de esgoto. A prefeita, ao centro, veste blusa verde e capacete rosa, enquanto os demais profissionais usam crachás, camisas casuais e capacetes brancos de proteção Em visita recente à obra, prefeita Ivonéia comemorou a chegada aos 80% de cobertura com esgotamento sanitário
Dois técnicos trabalham em um painel elétrico. Um deles, agachado, realiza ajustes nos cabos internos utilizando capacete com lanterna e protetor auricular, sob a supervisão do colega de uniforme azul Dois técnicos trabalham em um painel elétrico. Um deles, agachado, realiza ajustes nos cabos internos utilizando capacete com lanterna e protetor auricular, sob a supervisão do colega de uniforme azul Já em operação, ETE Keller IV recebe ajustes finais de instalações elétricas e urbanização
Técnico da Sanepar com uniforme azul e capacete branco observa outro profissional que realiza manutenção interna em um painel elétrico de alta tensão protegido por grade metálica Técnico da Sanepar com uniforme azul e capacete branco observa outro profissional que realiza manutenção interna em um painel elétrico de alta tensão protegido por grade metálica Já em operação, ETE Keller IV recebe ajustes finais de instalações elétricas e urbanização
Morador sorri ajoelhado na calçada ao lado de uma caixa de inspeção ou passagem de esgoto recém-construída em alvenaria de tijolos. Ele está orgulhoso, pois foi ele quem fez a ligação de esgoto da sua casa. Ao fundo, uma grade metálica preta delimita o espaço residencial Morador sorri ajoelhado na calçada ao lado de uma caixa de inspeção ou passagem de esgoto recém-construída em alvenaria de tijolos. Ele está orgulhoso, pois foi ele quem fez a ligação de esgoto da sua casa. Ao fundo, uma grade metálica preta delimita o espaço residencial Edivaldo Pedro, está interligando seu imóvel à rede de esgoto por conta própria seguindo rigorosamente as normas técnicas
Homem de camisa clara e calça jeans posa em pé na calçada em frente ao portão de uma residência no Jardim Delgado. Ao fundo, aparecem casas de alvenaria sob um céu azul limpo Homem de camisa clara e calça jeans posa em pé na calçada em frente ao portão de uma residência no Jardim Delgado. Ao fundo, aparecem casas de alvenaria sob um céu azul limpo Maurílio Dionizio, acompanhou a implantação da rede e elogiou método que não precisa abrir valetas nas calçadas
Mulher de casaco colorido e calça escura posa em pé no quintal de sua residência no Jardim Planalto. Ela está ao lado de uma tampa de inspeção de esgoto no chão, com terra onde a fossa foi aterrada. Ela está em frente a um portão de barras horizontais Mulher de casaco colorido e calça escura posa em pé no quintal de sua residência no Jardim Planalto. Ela está ao lado de uma tampa de inspeção de esgoto no chão, com terra onde a fossa foi aterrada. Ela está em frente a um portão de barras horizontais Denice Ferreira já está usufruindo a rede de esgoto e entendeu melhor a função da caixa de gordura no quintal
Mandaguari
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Sítios experimentais da Sanepar validam eficiência de tecnologias de sucessão ecológica para recuperação de áreas degradadas

Enviado por Carla Bastos Dias em

A ciência, a inovação e a sustentabilidade caminham de mãos dadas na Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Pesquisas e experimentos realizados pela Sanepar desde 2014 em 25 hectares de sítios experimentais, localizados no entorno do Reservatório Piraquara II, demonstraram a eficácia de estratégias para recuperação ambiental de áreas degradadas.

Os sítios fazem parte de uma rede de estações experimentais relacionadas à linha de pesquisa “Novos processos para a conservação de mananciais”, que teve início com a necessidade de aprimorar a recuperação do entorno do reservatório no processo de compensação ambiental. O resultado está sendo o retorno da biodiversidade local com base na sucessão ecológica, um processo gradual e progressivo de estabelecimento de flora e de fauna até a formação de um ecossistema complexo e estável. 

O sucesso dos sítios experimentais serviu como base para a recuperação de áreas do Reservatório Miringuava, com o plantio de 250 mil mudas de árvores nativas, para a publicação de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais sobre restauração ecológica e a realização de pesquisas em conjunto com universidades.

SEGURANÇA HÍDRICA – De acordo com o engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, Maurício Bergamini Scheer, a recuperação das áreas ao redor dos reservatórios de água, bem como das bacias de mananciais, está diretamente relacionada à garantia de disponibilidade hídrica para o abastecimento público. Sem vegetação, ocorre a erosão do solo e, consequentemente, o assoreamento da barragem, o que reduz sua vida útil, impacta a qualidade da água e a quantidade da reservação. Outro problema é o enriquecimento do corpo hídrico com nutrientes indesejados, favorecendo o crescimento de plantas aquáticas, como algas, que podem afetar o tratamento da água.

Com a restauração ambiental, as áreas passam a ser ocupadas pelos ecossistemas nativos, que melhoram a infiltração da água no solo e evitam a erosão. Os resultados são o aumento da quantidade e da qualidade da água, da fixação de carbono, a melhora do sombreamento e microclima, a recuperação de nutrientes e da matéria orgânica do solo e a intensificação da umidade do terreno.

EXPERIMENTOS – Scheer explica que existem diversos graus e níveis de degradação do solo, o que impacta tanto na “saúde” do reservatório, quanto no ecossistema da região. Para definir as tecnologias com melhores resultados na restauração e replicar as experiências bem-sucedidas em outras unidades da Sanepar foram implementadas diferentes técnicas.

Os experimentos incluíram o uso de biomassa de plantas aquáticas no enriquecimento do solo, diferentes níveis de correção do solo, o plantio de mudas de árvores de crescimento lento e rápido de maneira intercalada e o monitoramento ambiental para controlar espécies exóticas e invasoras, como pinus, alfeneiro, pau-incenso, amoreira, ameixeira e uva-do-japão. “Em alguns sítios também fizemos o plantio de espécies mais raras e ameaçadas de extinção, que precisam de um ‘empurrãozinho’ para começar a se desenvolver na área já preparada para que a restauração ocorra da forma mais rápida e com a melhor qualidade possível”, observa o pesquisador.

PLANTIO DE MUDAS – O plantio de árvores foi realizado com mudas produzidas pela própria Sanepar e parceiros como o Instituto Água e Terra (IAT), a ONG Sociedade Chauá e a Itaipu Binacional. A estratégia foi intercalar a plantação de espécies de crescimento lento com as que crescem rapidamente. Segundo o engenheiro florestal da Companhia, as plantas crescem e as folhas que caem ajudam a reproduzir a matéria orgânica do solo perdido e favorecem a regeneração natural.

“No início da sucessão ecológica, a área degradada se transforma em uma capoeira (vegetação secundária inicial). Após dez, 15 anos, evolui para um capoeirão (estágio intermediário de sucessão) e, dependendo do nível de degradação, após 30 ou 40 anos, o capoeirão se transforma gradativamente em uma floresta secundária jovem. Ao longo desse processo, espécies diferentes vão dominar o terreno, melhorar as condições locais e fixar o carbono atmosférico, mitigando gases de efeito estufa”, afirma o engenheiro florestal.

Nas áreas degradadas do Piraquara II foi feito plantio de linhas de bracatinga, que tem rápido crescimento e garante sombra e umidade para as outras espécies de crescimento mais lento, como araçá, cedro e araucária, que foram plantadas nas entrelinhas. “Auxiliamos a natureza a fazer o seu papel. Aqui, temos de cinco a dez espécies por metro quadrado, com plântulas que vieram naturalmente, dispersadas por pássaros e pequenos mamíferos”, destaca Scheer.

PLANTAS AQUÁTICAS – Um dos estudos realizados por Maurício Scheer nos sítios experimentais foi o uso da biomassa de plantas aquáticas para a recuperação de áreas degradadas. As plantas, retiradas de uma infestação do Piraquara II, foram aplicadas em solos degradados e, após um ano, foi comprovado que a biomassa contribuiu para maior crescimento de vegetação, maior cobertura do solo e mais riqueza e diversidade de espécies de plantas. Outra vantagem observada no uso da biomassa é a destinação eficiente e adequada das plantas aquáticas excedentes, que podem afetar os sistemas de abastecimento.

A pesquisa, intitulada “A restauração baseada na incorporação de macrófitas aquáticas em solos degradados pode aumentar a cobertura do solo, a riqueza florística e a diversidade em um ano em sítios no sul do Brasil?”, foi desenvolvida com os pesquisadores Charles Carneiro, especialista em Inovação e Novos Negócios da Sanepar, e a engenharia florestal Fabiane Vargas Reis, e publicada em uma das mais importantes revistas técnico-científicas na área de restauração ecológica, a Restoration Ecology. Acesse a publicação aqui.

Outro experimento com a biomassa de plantas aquáticas também foi tema de um trabalho apresentado no XI Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas. Confira o estudo completo aqui.

Plantio intercalado de espécies e vegetação de crescimento rápido e lento, biomassa de plantas aquáticas para enriquecer o solo e manejo integrado com monitoramento ambiental são estratégias que impulsionaram a natureza no processo de restauração no Reservatório Piraquara II

Socioambiental
Vista aérea e panorâmica de uma região de preservação ambiental. Na metade inferior da foto, vê-se a água escura e calma de uma represa ou grande lago. A margem é delineada por uma faixa estreita de terra e vegetação rasteira. Logo acima da margem, estende-se uma floresta densa e contínua, composta por copas de árvores em variados tons de verde, incluindo algumas araucárias que se destacam pela silhueta. Ao fundo, a vegetação se abre em campos abertos e propriedades rurais com pequenas construções brancas. Vista aérea e panorâmica de uma região de preservação ambiental. Na metade inferior da foto, vê-se a água escura e calma de uma represa ou grande lago. A margem é delineada por uma faixa estreita de terra e vegetação rasteira. Logo acima da margem, estende-se uma floresta densa e contínua, composta por copas de árvores em variados tons de verde, incluindo algumas araucárias que se destacam pela silhueta. Ao fundo, a vegetação se abre em campos abertos e propriedades rurais com pequenas construções brancas. Sítios experimentais, localizados no entorno do Reservatório Piraquara II, demonstraram a eficácia de estratégias para recuperação ambiental de áreas degradadas
Vista aérea ampla que mostra a sinuosidade de uma represa circundada pela Mata Atlântica. O corpo d'água azul-escuro serpenteia da direita para o centro da imagem, estendendo-se até o horizonte. No canto inferior esquerdo, há uma propriedade rural com um gramado verde-claro bem cuidado, uma casa de dois andares com telhado de cerâmica avermelhada, um pequeno açude retangular com um trapiche de madeira cobertinho e pequenas hortas. A floresta densa, rica em araucárias, abraça toda a margem da represa. Vista aérea ampla que mostra a sinuosidade de uma represa circundada pela Mata Atlântica. O corpo d'água azul-escuro serpenteia da direita para o centro da imagem, estendendo-se até o horizonte. No canto inferior esquerdo, há uma propriedade rural com um gramado verde-claro bem cuidado, uma casa de dois andares com telhado de cerâmica avermelhada, um pequeno açude retangular com um trapiche de madeira cobertinho e pequenas hortas. A floresta densa, rica em araucárias, abraça toda a margem da represa. Sítio experimental do Piraquara II promove o retorno da biodiversidade local com base na sucessão ecológica
Homem de pele clara e moletom cinza em pé no meio de uma mata densa e verdejante. Ele está voltado para a direita e gesticula com as mãos em direção ao tronco fino de uma árvore jovem em primeiro plano. O cenário é cercado por samambaias e arbustos sob a luz natural filtrada pelas copas das árvores. Homem de pele clara e moletom cinza em pé no meio de uma mata densa e verdejante. Ele está voltado para a direita e gesticula com as mãos em direção ao tronco fino de uma árvore jovem em primeiro plano. O cenário é cercado por samambaias e arbustos sob a luz natural filtrada pelas copas das árvores. Engenheiro florestal da área de Pesquisa da Sanepar, Maurício Bergamini Scheer, ressalta a importância de recuperar áreas em torno do reservatório de água para a disponibilidade hídrica
Close-up focado no braço de uma pessoa com jaqueta impermeável preta, segurando uma pequena muda de árvore pelo caule. A planta está em um tubete plástico preto e cônico. Ao fundo, levemente desfocado, vê-se a área verde de um viveiro ao ar livre e a linha d'água de um lago claro. Close-up focado no braço de uma pessoa com jaqueta impermeável preta, segurando uma pequena muda de árvore pelo caule. A planta está em um tubete plástico preto e cônico. Ao fundo, levemente desfocado, vê-se a área verde de um viveiro ao ar livre e a linha d'água de um lago claro.
Imagem em macro aproximada do topo de uma muda jovem de araucária. Suas folhas em formato de agulhas rígidas e pontiagudas crescem em espiral, exibindo um tom verde-claro bem vivo. Pequenas gotículas de água brilham sobre a planta, com outras mudas semelhantes ao fundo fora de foco. Imagem em macro aproximada do topo de uma muda jovem de araucária. Suas folhas em formato de agulhas rígidas e pontiagudas crescem em espiral, exibindo um tom verde-claro bem vivo. Pequenas gotículas de água brilham sobre a planta, com outras mudas semelhantes ao fundo fora de foco. Araucária é uma das espécies utilizadas no processo de recuperação ambiental
Piraquara
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