Inverno: hidrômetros são resistentes ao frio, mas exigem outros cuidados
Clientes devem cuidar dos hidrômetros e garantir acesso para leitura e manutenções. Equipamento é patrimônio da Sanepar, sob guarda e responsabilidade do cliente
Silencioso, num canto do muro. Muitas vezes os moradores dos imóveis nem se lembram que têm ali um equipamento tão importante sob a sua guarda. O hidrômetro ou relógio, como é popularmente chamado, é o instrumento pelo qual as companhias de saneamento medem o consumo de água de cada cliente.
Ao aderir ao serviço de abastecimento, o titular da conta, proprietário ou inquilino, assume a responsabilidade de cuidar do equipamento garantindo acesso para técnicos da companhia ou terceiros vistoriá-lo para a checagem do seu funcionamento e leitura mensal do volume consumido.
A tecnologia embarcada nos hidrômetros os tornou mais leves e resistentes e que por isso já não se emitem alertas de proteção dos equipamentos no inverno. Já não é mais necessária a cobertura do equipamento com caixa de papelão como antigamente.
A regra para o ano todo é cuidar do hidrômetro desde o cavalete, que é formado por tubulações, registro e o próprio medidor. Este conjunto conecta as instalações hidráulicas internas do imóvel à rede de distribuição de água da rua. Não deve estar na passagem de veículos e nem na área de lazer das crianças, onde há o risco de danos.
DO QUE É FEITO – O hidrômetro é composto por uma carcaça, engrenagens internas e um visor (ou cúpula). A parte externa, que é feita tradicionalmente de liga de metais, tem cada vez mais plástico de engenharia de alta resistência, sem valor comercial de revenda para reciclagem. A turbina, também de plástico tecnológico (como o poliestireno ou poliacetal), é leve e não corrosiva. A cúpula é feita de vidro temperado, projetado para suportar pressões e variações climáticas sem embaçar ou quebrar facilmente; o material não estilhaça no caso de tentativa de violação.
Apesar do equipamento ter baixo valor de mercado, por ter poucas partes de metal e mais plásticos, ainda é alvo de furtos ou vandalismo. As ocorrências são cada vez mais escassas, mas implicam em gastos com a troca do equipamento, além da perda de água.
Mesmo quando o hidrômetro está instalado na calçada, por conveniência do cliente ou da própria Sanepar, cabe ao cidadão zelar pela ligação e avisar a Sanepar de quaisquer situações adversas para que providências sejam tomadas o quanto antes.
VALIDADE – A Sanepar detém um parque de 3 milhões e meio de hidrômetros em todo o Paraná, isto é, equipamentos instalados e em funcionamento para o fornecimento de água tratada.
Seguindo normas técnicas metrológicas, a Companhia mantém programas de substituição preventiva e gratuita dos equipamentos. Isso ocorre por indicação do próprio fabricante, normalmente a cada 5 anos, dependendo da classe do medidor – a classe tem a ver com a capacidade de aferição volumétrica, dependendo do consumo do cliente, desde a menor residência, passando por condomínios e grandes demandas industriais.
Com o tempo, o equipamento sofre desgaste natural pelo uso e a sua substituição visa a correta medição do consumo. De mesma forma, são realizadas trocas corretivas, sempre que a equipe de campo verifica algo errado com o medidor, como o visor quebrado ou embaçado, por exemplo.