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Inverno: hidrômetros são resistentes ao frio, mas exigem outros cuidados

Clientes devem cuidar dos hidrômetros e garantir acesso para leitura e manutenções. Equipamento é patrimônio da Sanepar, sob guarda e responsabilidade do cliente

03/07/2026

Silencioso, num canto do muro. Muitas vezes os moradores dos imóveis nem se lembram que têm ali um equipamento tão importante sob a sua guarda. O hidrômetro ou relógio, como é popularmente chamado, é o instrumento pelo qual as companhias de saneamento medem o consumo de água de cada cliente.

Ao aderir ao serviço de abastecimento, o titular da conta, proprietário ou inquilino, assume a responsabilidade de cuidar do equipamento garantindo acesso para técnicos da companhia ou terceiros vistoriá-lo para a checagem do seu funcionamento e leitura mensal do volume consumido.  

A tecnologia embarcada nos hidrômetros os tornou mais leves e resistentes e que por isso já não se emitem alertas de proteção dos equipamentos no inverno. Já não é mais necessária a cobertura do equipamento com caixa de papelão como antigamente.

A regra para o ano todo é cuidar do hidrômetro desde o cavalete, que é formado por tubulações, registro e o próprio medidor. Este conjunto conecta as instalações hidráulicas internas do imóvel à rede de distribuição de água da rua. Não deve estar na passagem de veículos e nem na área de lazer das crianças, onde há o risco de danos.  

DO QUE É FEITO – O hidrômetro é composto por uma carcaça, engrenagens internas e um visor (ou cúpula). A parte externa, que é feita tradicionalmente de liga de metais, tem cada vez mais plástico de engenharia de alta resistência, sem valor comercial de revenda para reciclagem. A turbina, também de plástico tecnológico (como o poliestireno ou poliacetal), é leve e não corrosiva.  A cúpula é feita de vidro temperado, projetado para suportar pressões e variações climáticas sem embaçar ou quebrar facilmente; o material não estilhaça no caso de tentativa de violação. 

Apesar do equipamento ter baixo valor de mercado, por ter poucas partes de metal e mais plásticos, ainda é alvo de furtos ou vandalismo. As ocorrências são cada vez mais escassas, mas implicam em gastos com a troca do equipamento, além da perda de água. 

Mesmo quando o hidrômetro está instalado na calçada, por conveniência do cliente ou da própria Sanepar, cabe ao cidadão zelar pela ligação e avisar a Sanepar de quaisquer situações adversas para que providências sejam tomadas o quanto antes.

VALIDADE – A Sanepar detém um parque de 3 milhões e meio de hidrômetros em todo o Paraná, isto é, equipamentos instalados e em funcionamento para o fornecimento de água tratada.

Seguindo normas técnicas metrológicas, a Companhia mantém programas de substituição preventiva e gratuita dos equipamentos. Isso ocorre por indicação do próprio fabricante, normalmente a cada 5 anos, dependendo da classe do medidor – a classe tem a ver com a capacidade de aferição volumétrica, dependendo do consumo do cliente, desde a menor residência, passando por condomínios e grandes demandas industriais.

Com o tempo, o equipamento sofre desgaste natural pelo uso e a sua substituição visa a correta medição do consumo. De mesma forma, são realizadas trocas corretivas, sempre que a equipe de campo verifica algo errado com o medidor, como o visor quebrado ou embaçado, por exemplo.
 

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hidrômetro da Sanepar com cavalete padrão, num gramado bem verde hidrômetro da Sanepar com cavalete padrão, num gramado bem verde Cliente deve cuidar do hidrômetro para que não seja danificado ou alvo de vândalos
hidrômetro da Sanepar sendo desmontado por um técnico para manutenção hidrômetro da Sanepar sendo desmontado por um técnico para manutenção Hidrômetro tem que estar acessível para manutenções e leitura. Profissionais estão sempre identificados