Miringuava
Proteção da Fauna
O trabalho consiste no resgate de animais terrestres e aquáticos presentes nas áreas que serão inundadas. Esses animais estão sendo realocados para locais seguros, com o objetivo de garantir a sobrevivência das espécies nativas.
Conservação da Fauna
Para a vegetação, são realizados inventários e o manejo biológico, identificando e resgatando espécies vegetais raras ou ameaçadas de extinção.
Como parte do processo, sementes e mudas são coletadas para cultivo em viveiros. Posteriormente, essas plantas são utilizadas em programas de reflorestamento e na recuperação de áreas degradadas ao redor da bacia.
Transparência e Responsabilidade Ambiental
A Sanepar disponibiliza para consulta pública toda a documentação que regulamenta e autoriza as obras da Barragem do Miringuava. Esse conjunto de licenças, emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), assegura que cada etapa do projeto respeita rigorosas normas ambientais e técnicas.
A construção está devidamente amparada pela Licença de Instalação (LI) nº 18493, documento que atesta a viabilidade do empreendimento e autoriza o início das obras estruturais. Para o manejo da área verde onde se formará o reservatório, contamos com a Autorização Florestal (ASV) nº 2041.8.2024.50849, que permite a supressão controlada da vegetação, garantindo que o processo ocorra dentro dos limites legais.
O cuidado com a vida animal é uma prioridade detalhada na Autorização Ambiental (AA) nº 61648. Este documento é o que garante a execução do plano de afugentamento e resgate da fauna local, permitindo que as equipes especializadas realizem a retirada e o remanejamento seguro dos animais para áreas protegidas. Por fim, o processo de enchimento do reservatório — fase fundamental para o futuro abastecimento da população — possui autorização específica através da Autorização Ambiental nº 63814, válida até o final de 2027.
A Sanepar também apresenta seus estudos ambientais à sociedade. Os Inventários Florestais da Barragem e do Reservatório mapeiam detalhadamente a vegetação nativa nas áreas de obras e inundação. Complementar a eles, o Relatório Florístico cataloga plantas sensíveis, como orquídeas e bromélias. O Plano de Resgate de Germoplasma garante a preservação dessas plantas, orientando a coleta de sementes e mudas para o reflorestamento futuro.
Sobre a vida animal, os estudos de Monitoramento de Fauna e de Ictiofauna acompanham mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes para avaliar os impactos da obra e a qualidade da água. O Relatório de Invertebrados Terrestres inventaria pequenos animais como insetos, aracnídeos e moluscos. Durante as obras, o Plano de Resgate de Fauna define ações para afugentar e resgatar os animais com segurança, realocando-os em áreas preservadas.