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Sanepar evita abrir buracos nas ruas em consertos com uso do “tatuzinho”

Com tecnologia de Método Não Destrutivo, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) substitui tubulações de forma subterrânea, sem necessidade de escavar em toda a extensão da obra

25/03/2026 -
Curitiba

Causar o menor dano à estrutura urbana para realizar um conserto de vazamento é a missão dos “tatuzinhos”, equipamentos que têm o nome oficial de Perfuratriz Pneumática Direcional. Eles são utilizados pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em manutenções preventivas e de emergência que exigem atravessar ruas ou grandes distâncias. Na prática, o tatuzinho é um equipamento que utiliza um Método Não Destrutivo (MND) para substituir tubulações das redes de água e esgoto, sem a necessidade de escavar em toda a extensão da obra.

“Essa é uma tecnologia que usamos há quase uma década na Sanepar, mas que a população nem percebe que está sendo utilizada. Ideal para áreas urbanas densas, evita a necessidade de abrir o asfalto e o calçamento, evitando transtornos ao trânsito e gerando menor impacto ambiental”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Não são em todas as intervenções que os tatuzinhos entram em cena, mas, onde podem atuar, reduzem o tempo da obra, com um resultado mais eficiente e com menor custo. 

Ele é bastante usado em trocas preventivas, a partir da detecção de um possível ponto de ruptura da tubulação, identificado pelo monitoramento on-line e em tempo real do Centro de Controle de Operações (CCO).

Esse alerta aciona uma equipe de manutenção para verificar a situação no local, mesmo antes de os clientes perceberem alguma alteração no fornecimento de água.

EM POUCAS HORAS - Constatado o vazamento, uma outra equipe entra em ação e, se o reparo exigir a abertura de valas de maior extensão, como as que atravessam a rua, prioriza-se o uso do tatuzinho. Foi assim com uma intervenção realizada na última quinta-feira (12), no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.

Apesar da garoa insistente que inviabilizaria o início da obra no método tradicional, em algumas horas foi possível colocar uma nova tubulação que atravessou a rua por baixo da terra até a ligação com o ramal do outro lado, sem interromper a passagem de veículos e sem precisar enviar outra equipe para recompor o calçamento e o asfalto.

TATUZINHO EM AÇÃO – Depois que os profissionais identificam – por meio de técnicas como o uso de equipamentos de escuta (geofones) – o ponto mais provável do vazamento, são feitas duas pequenas aberturas, uma no início e outra no final do trecho de tubulação.

Usando ar comprimido para realizar o trabalho mecânico de perfuração, o tatuzinho faz um túnel entre os dois pontos, guiado pelos profissionais da manutenção, garantindo a trajetória correta. A antiga tubulação é desativada e a nova – em material flexível e resistente – é puxada por dentro desse túnel e conectada pelos dois lados. Na sequência, é feita a recomposição do calçamento e do gramado.

PREVENÇÃO E SEGURANÇA – O uso dos tatuzinhos também diminui os riscos da obra para os trabalhadores e usuários, além de evitar interferências com outras redes, como as de gás e telefonia.

Mais um benefício é a possibilidade de troca de uma tubulação completa, como explica o supervisor de manutenção de redes Carlos Augusto Ferraro Miorim. “Essa substituição completa, do colar até o cavalete, reduz as chances de ocorrerem novos vazamentos nessa área”.

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