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33 mil ligações serão vistoriadas em Maringá e Mandaguari

Agentes socioambientais farão vistorias em imóveis para regularizar ligações de esgoto

09/04/2013

A Sanepar de Maringá assinou nesta segunda-feira (8) a Ordem de Serviço para a execução das vistorias nas ligações de esgoto de Maringá e Mandaguari. Serão investidos R$ 911 mil e visitados mais de 33 mil imóveis ligados ao sistema de esgoto sanitário dos dois municípios. O objetivo do trabalho – que terá um ano para ser concluído – é proporcionar funcionalidade e melhorar as condições operacionais para toda estrutura de saneamento básico e buscar melhorias ambientais para as cidades.

Em Maringá, os agentes ambientais vão intensificar as visitas nos imóveis localizados na Bacia 3, onde estão os bairros Alvorada, Parque Residencial Eldorado, Parque Avenida, Jardim Tóquio, Jardim Licce, Jardim Dias I, Jardim Santa Clara, Gleba Ribeirão Morangueiro e Jardim Sumaré. O esgoto desta microbacia é coletado e encaminhado à Estação de Tratamento de Esgoto Alvorada. Em Mandaguari, os trabalhos ocorrerão no Centro, Jardim Bela Vista, Jardim Cazanaghi, Jardim Recanto, Jardim Brianezi, Parque Independência, Jardim São João e parte do Jardim Boa Vista.

Os agentes – que atuarão sempre identificados – vão verificar se a interligação dos imóveis à rede coletora de esgoto da Sanepar foi executada de forma correta, evitando situações como a canalização da água das chuvas na rede de esgoto, que comprometem a eficiência do tratamento e causam refluxo do esgoto dentro dos imóveis. “O usuário que tiver alguma irregularidade na ligação receberá uma notificação e prazo para solucionar o problema. Se não fizer a regularização, caberá à Vigilância Sanitária e ao Ministério Público tomar as medidas legais cabíveis”, explica o gerente da Sanepar em Maringá, Valteir Galdino da Nóbrega.

Uso inadequado – O mau uso da rede coletora de esgoto pode gerar problemas aos próprios usuários. Casos de retorno do esgoto dentro dos imóveis e extravasamento em vias públicas são, normalmente, causados por materiais que não deveriam ser jogados dentro da tubulação. Plásticos, panos, pedaços de madeira, entulhos de construção, óleo de cozinha, são alguns dos vilões que provocam problemas para o bom funcionamento do sistema e também para os próprios moradores.

“O sistema de esgotamento sanitário foi concebido para receber apenas o esgoto doméstico. Qualquer objeto diferente pode causar entupimento, formando uma espécie de tampão e impedindo a passagem normal do esgoto. Assim, os dejetos se acumulam, trancam o fluxo do esgoto e acabam ocasionando extravasamentos em pontos mais baixos da rede ou até mesmo o refluxo do esgoto para dentro dos imóveis e implicações no processo de tratamento”, explica Nóbrega.

Cuidados – Para que não haja transtornos, as instalações hidrossanitárias devem ser feitas adequadamente. A ligação da água da chuva deve ser conectada com a galeria de águas pluviais, mantida pela Prefeitura, e na qual estão as bocas de lobo. Já os objetos devem ser destinados para a reciclagem ou para o aterro sanitário.

Para o bom funcionamento da rede de esgoto, fique atento a estas dicas:

Deve ir para a rede de esgoto:

água de banho e descarga;

água de lavatórios, como pia de cozinha, banheiro, tanque;

água dos ralos de banheiros, cozinha, área de serviço;

água de máquinas de lavar roupas e louças;

água utilizada por quaisquer outros equipamentos geradores de esgotos domésticos.

Não deve ir para a rede de esgoto:

água da chuva;

papéis e panos;

restos de comida;

óleo de cozinha;

cigarros;

plásticos;

cabelo;

fraldas, absorventes e preservativos;

outros objetos que possam entupir o encanamento.

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