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A face feminina da Sanepar: unidas pelo propósito de levar saúde ao Paraná

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) conta hoje com 1.101 mulheres entre seus empregados e querem, cada vez mais, abrir espaço no setor que ainda é majoritariamente ocupado por eles

06/03/2026

Entre os quase seis mil empregados (5.913) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), 1.101 são mulheres. Entre elas, cruzam-se histórias de diferentes gerações e que têm o mesmo objetivo: contribuir para que o saneamento chegue a todos no Paraná, entregando saúde e qualidade de vida.

Entre essas histórias, estão as de Iolanda Rezende Tanan, 66 anos; Evellyn de Andrade Muller, 18 anos; e Vera Lucia Passos Cardoso, 70 anos. Elas são, respectivamente, a empregada com a data de contratação mais antiga da Sanepar nas cidades em que a Companhia atua; a trabalhadora mais jovem e Vera, a com mais idade.

Suas trajetórias na empresa têm em comum muita vontade de contribuir para levar água tratada de alta qualidade e coleta e tratamento de esgoto eficientes aos paranaenses, com disposição para aprender novas atividades dentro da Sanepar — qualidades comuns a todas as trabalhadoras que se inserem em ambientes que, por décadas, foram predominantemente masculinos.

O trio não imaginava que suas histórias estavam tão entrelaçadas e que trabalham tão próximas: as três são da área comercial e trabalham a metros de distância, na sede da Sanepar em Curitiba.

Evellyn, a mulher mais jovem da empresa, conta que ainda está em seus três primeiros meses de empresa e bastante realizada em ter sido convocada entre os aprovados no último processo seletivo, e vê no aumento de mulheres na área do saneamento um fator de evolução do setor.

“Mulheres têm algumas percepções diferentes das dos homens. Juntar essas visões diferentes é importante para gerar novas ideias, novas soluções”, avalia.

DO ANALÓGICO AO DIGITAL - A jovem atualmente atua na atualização de dados cadastrais dos clientes e sua mesa é vizinha à de Iolanda, que foi contratada em 18 de agosto de 1978, no tempo em que não eram feitos concursos públicos. Com 47 anos de assinatura na carteira de trabalho, iniciou na área de compras e foi para a oficina de montagem de hidrômetros.

“Na época, montávamos cada um do zero, ainda eram analógicos e cada empregado fazia entre 110 e 130 equipamentos por dia”, conta a empregada, que também teve contato direto com clientes em uma Central de Atendimento e atualmente está se habituando com os registros comerciais totalmente digitalizados.

Ela conta que já se aposentou pela Sanepar, foi dispensada e reintegrada e está feliz com a nova equipe. Entre as memórias, lembra de circular pela Companhia com o barrigão de grávida de gêmeos, hoje dois homens de 38 anos.

REENCONTROS – Iolanda também passou um tempo atuando na central de atendimento por telefone, que na época era a Central 195, que usou esse número até 2004, quando passou a ser o 115 e hoje é o 0800 200 0115.

Lá, teve como colega a Vera, que está a duas semanas de completar 71 anos e é a empregada mais velha da empresa, mas com energia de dar inveja às mais novas. Hoje, um andar separa Vera de Iolanda, mas ambas guardam boas memórias das décadas dedicadas à Sanepar.

“Já me aposentei e segui trabalhando. Gosto muito da Sanepar, meus filhos foram praticamente criados aqui dentro, trazia eles sempre que precisava. E é muito bom ver que, nesses anos, foram entrando mais mulheres e fomos subindo de cargos”, fala Vera. A filha Luciane Cristine Bocatte está na empresa até hoje: também foi contratada pela Companhia e cruza com a mãe pelos corredores.

Entre os cargos, já atendeu desde os clientes de grande porte até as pessoas que moravam em áreas precárias que tinham as torneiras comunitárias. Sua tarefa, à época, era ajudar a reduzir a perda de água nesses pontos e incentivar a regularização das ligações, contribuindo para melhores condições sanitárias.

Também foi responsável por analisar os registros feitos pelos leituristas em uma época em que tudo era feito na ponta da caneta. “Hoje vai tudo direto via digital, mas, na época, eu fazia mais de 300 análises por dia, que vinham em folhas que caíam no chão, vinham sujas, amassadas”, relembra.

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