Loading spinner
Pesquisa e Inovação

Sanepar desenvolve alternativa versátil e de menor custo para monitorar a qualidade da água

A iniciativa está em fase de testes e foi pensada para permitir que o mesmo equipamento seja usado para monitorar diferentes pontos de um corpo hídrico. Projeto tem parceria com o Programa de Pós-Graduação Profissionalizante em Meio Ambiente Urbano e Industrial (PPGMAUI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

13/04/2026

Monitorar a qualidade da água de forma constante e eficiente é um dos compromissos da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que já conta com várias alternativas modernas oferecidas pelo mercado. Internamente, a Companhia também busca desenvolver soluções que ajudem a ampliar seu complexo sistema de monitoramento. Uma das mais recentes alternativas em teste é a Estação Remota, uma opção versátil e com custos mais acessíveis para cumprir esta missão.

O sistema desenvolvido por empregados da Sanepar é formado por uma sonda acoplada a uma estrutura flutuante. O equipamento, em contato com a água, faz o monitoramento de diversos parâmetros em tempo real e salva os dados em uma espécie de pequeno laboratório, também acoplado ao flutuante. Além de saber a qualidade da água do corpo hídrico, os parâmetros permitem fazer ajustes no tratamento de água ou de esgoto, principais atividades da Companhia.

VERSATILIDADE - Atualmente, os principais equipamentos usados pela Sanepar são fixos, com estruturas instaladas, principalmente, nas Estações de Tratamento de Água. A intenção desta nova solução não é substituir estes equipamentos, mas ser um complemento deste sistema. 

“Como ele é um equipamento menor e móvel, podemos usar para monitorar outros trechos do corpo hídrico que habitualmente não seriam monitorados por estas estruturas fixas. Isso ajudaria a ter uma visão mais completa da qualidade da água de um rio, por exemplo, e não apenas nos trechos mais próximos da captação”, explica Rafael Francis Leite, que atua na Gerência de Pesquisa e Inovação da Sanepar e desenvolveu a Estação Remota.

“Essa Estação também pode ser levada para analisar pontos mais remotos, que dificilmente poderiam ser analisados com estruturas maiores. Ela também pode ser usada para investigar se alguém está fazendo um despejo irregular de esgoto no rio, por exemplo, sem a necessidade de instalação de uma estrutura complexa”, destaca Leite. 

CUSTO MENOR - A versatilidade do equipamento, com uma única sonda podendo ser usada em diferentes ocasiões, é justamente um dos pontos que lhe confere o rótulo de uma alternativa mais barata para o monitoramento da qualidade da água. “Como não há a necessidade de fazer grandes obras para usar o equipamento, o custo do monitoramento é reduzido”, explica Leite.

Outro fator que contribui para a redução dos investimentos é a estrutura do flutuante. A alternativa desenvolvida pela Sanepar usa tubos de PVC para substituir boias industriais. O custo para montar o equipamento, em formato de “H”, é estimado em menos de R$ 1 mil, enquanto um flutuante pronto varia entre R$ 8 mil a R$ 25 mil, a depender do modelo.

Os modelos usados para os testes atuais, feitos nas estruturas internas da Sanepar, foram fabricados com sobras de tubos de PVC usados em outros projetos da Companhia. Segundo o pesquisador, essa é uma alternativa sustentável, por reaproveitar materiais que seriam descartados, o que também pode contribuir para a redução do custo final do monitoramento.

Outra redução de custo possível está relacionada ao que fazer com os resultados obtidos com a Estação Remota de monitoramento. “Você pode analisar uma parte específica dentro do tratamento e vai poder fazer a modelagem desse ponto, o que pode permitir que você reduza, em determinados horários, os gastos com produtos químicos ou mesmo com energia para abastecer equipamentos”, explica Leite.

INCENTIVO À INOVAÇÃO - Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, este tipo de iniciativa, que surge de pesquisas desenvolvidas internamente, reforça o espírito inovador da Companhia. “A Sanepar é uma empresa inovadora por natureza e iniciativas como esta traduzem este espírito da empresa. Temos um ambiente que incentiva a todo momento que os nossos empregados desenvolvam suas ideias para aprimorar processos”, destaca Bley.

PARCERIA ACADÊMICA – O desenvolvimento da Estação Remota, que atualmente passa por testes internos na Sanepar, está sendo aprimorado em conjunto com o Programa de Pós-Graduação Profissionalizante em Meio Ambiente Urbano e Industrial (PPGMAUI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A parceria visa integrar a experiência técnica dos saneparianos ao ambiente de pesquisa acadêmica, para validar soluções de baixo custo e alta eficiência no monitoramento da qualidade da água.

Galeria de fotos

Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água A alternativa desenvolvida pela Sanepar usa tubos de PVC para substituir boias industriais
Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água O sistema desenvolvido por empregados da Sanepar é formado por uma sonda acoplada a uma estrutura flutuante
Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água A versatilidade do equipamento, com uma única sonda podendo ser usada em diferentes ocasiões, é justamente um dos pontos que lhe confere o rótulo de uma alternativa mais barata para o monitoramento da qualidade da água
Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água Instalação da Estação Remota de monitoramento de qualidade de água O custo para montar o equipamento, em formato de “H”, é estimado em menos de R$ 1 mil, enquanto um flutuante pronto varia entre R$ 8 mil a R$ 25 mil, a depender do modelo