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Sanepar consolida parceria com Paraguai e ajuda país a evitar perdas de água na distribuição

Enviado por Adriana Brum em

 Sanepar está trabalhando em uma iniciativa inédita para apoiar o Paraguai no combate às perdas de água nos sistemas de distribuição e no aprimoramento da gestão do sistema de saneamento. A companhia atua como interlocutora técnica do governo brasileiro contribuindo com a capacitação e implementação do programa para a melhoria da gestão dos sistemas de saneamento, especialmente focada na redução de perdas de água.

Nesta quarta-feira (1), membros da Sanepar, da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S.A. (ESSAP), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentaram a iniciativa ao vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu. Técnicos e diretores de todas as entidades envolvidas acompanharam a agenda.

Reconhecida como exemplo nacional em inovação e infraestrutura, a Sanepar foi convidada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, via ABC, para dar apoio técnico e institucional à ESSAP. A missão paranaense é ajudar no desenvolvimento e na implementação do programa de colaboração para a melhoria da gestão dos sistemas de saneamento, com foco especial na redução das perdas de água.

“A Sanepar é a melhor e maior empresa pública de saneamento do País. E, com essa parceria, vai beneficiar o Paraguai, um grande parceiro comercial do Paraná, e beneficiar todo mundo. Ganha a Sanepar, que vai ter que transferir tecnologia e tem que se preparar para isso, e ganham também o Paraná, o Paraguai e o meio ambiente. Juntos poderemos cuidar mais e melhor desse recurso natural”, disse Piana.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley Lipski, reforçou que esse trabalho coletivo vai beneficiar os dois lados, a começar por um item específico. “A ESSAP e a Sanepar estabelecem uma boa parceria, muito direcionada nesse primeiro momento às perdas de água. Somos um exemplo nessa área. Mas isso não se interrompe aqui. A Sanepar se prepara para o futuro”, declarou.

“Temos muito interesse em ajudar os irmãos paraguaios. A nossa divisa é um rio e nós temos muito a propiciar a eles e vice-versa. Esse intercâmbio vai ajudar a Sanepar a continuar prestando um serviço qualificado e teremos um grande parceiro, aqui do nosso lado, para levarmos saúde pública e inclusão social a todos os cidadãos”, acrescentou.

A Sanepar tem hoje um dos menores índices de perda de água do Brasil, com 34%, segundo o Instituto Trata Brasil. A média nacional é de 40%. Esse desempenho é resultado dos investimentos em monitoramento em tempo real, uso de tecnologias de ponta para detecção de vazamentos e da Plano de Manutenção Preventiva de Adutoras, que determina a periodicidade das inspeções dessas estruturas. Hoje o Paraguai tem perda de água estimada em 45%. A intenção é mudar esse cenário em três anos, reduzindo para 35%.

Além desse desafio, o presidente da ESSAP, Luis Fernando Bernal, explica que o convênio tem outro objetivo fundamental para a empresa.

“Com essa ação conjunta, vamos estabelecer um roteiro que tem como ponto inicial um diagnóstico da nossa situação atual, sobre onde estamos e para onde queremos ir.  E ele é fundamental para a elaboração de um Plano Diretor, que estamos levando adiante depois de 30 anos, e nos direcionará nas próximas décadas. A partir dele, poderemos fazer investimentos futuros que se traduzirão em melhor serviço de água e saneamento para o Paraguai”, contou.

INVESTIMENTO – Alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento Paraguai 2030, o projeto trilateral tem um custo estimado de cerca de US$ 591 mil, divididos entre os três entes. São aproximadamente US$ 350 mil provenientes do Brasil, US$ 191 mil do Japão e US$ 50 mil do Paraguai. A iniciativa se enquadra no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja meta é a universalização do acesso à água potável e saneamento básico até 2030.

As atividades do “Projeto de fortalecimento das capacidades em estratégia institucional de capacitação e redes de distribuição da ESSAP” foram iniciadas em 2024, quando profissionais da Sanepar participaram da Oficina de Planejamento, em Assunção, para a definição dos termos da colaboração. Nesta segunda fase, os paraguaios retribuem a visita, ficando uma semana em Curitiba em busca de capacitação e troca de conhecimentos.

Entre 29 de setembro e 3 de outubro, a comitiva vai conhecer as unidades operacionais e os principais processos de trabalho da Sanepar, assim como o programa corporativo de combate a perdas, visando replicar esse programa para todo o território paraguaio. A programação inclui ainda um workshop para transferência de tecnologia.

“O governo japonês, a JICA, está tentando dar um apoio para o Paraguai em relação à infraestrutura de água. Para melhorar esse trabalho, precisamos de um parceiro de confiança, que é a Sanepar. O Paraná abriga uma grande comunidade japonesa, é um parceiro comercial do Japão, e ambos sempre tiveram uma relação de mútua confiança”, afirmou Rei Oiwa, cônsul-geral adjunto do Japão em Curitiba.

Além de recursos financeiros para a iniciativa, ele não descarta contribuições técnicas nesse processo. “O Japão é um país muito experiente em relação aos serviços de água e gostaria de compartilhar tecnologias com a Sanepar e o Paraguai”, complementou.

A viabilização desse mutirão se deu após a ABC responder ao pedido de cooperação feito pelo governo do Paraguai. “Nós redirecionamos esse pedido para a Sanepar por conta da experiência que nós já temos com ela em outros projetos, pela qualidade dos serviços oferecidos e pela excelência do corpo técnico. É uma cooperação técnica: um fortalecimento institucional por meio de treinamento dos técnicos da ESSAP”, explicou Josué Ferreira Nunes Neto, analista de Projetos de Cooperação Técnica.

A parceria tem uma segunda linha de ação estipulada, voltada para a capacitação da mão de obra. Concomitantemente ao trabalho de campo, está sendo elaborado um plano de treinamento, que será transformado em cursos disponíveis em uma plataforma de ensino a distância (EaD). Por meio dessa ferramenta, os profissionais serão treinados e atualizados. Inicialmente, o foco é o combate à perda de água, mas outros temas farão parte do rol de opções desse recurso.

“O ponto inovador dessa cooperação é que nós não estamos prestando só uma consultoria, nós estamos construindo em conjunto com eles uma estratégia, uma metodologia de gestão de treinamentos”, confirmou o representante da ABC.

Nesta quarta-feira (1), membros da Sanepar, da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S.A. (ESSAP), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentaram a iniciativa ao vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu

Institucional e Governança
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Curitiba
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Ações em Toledo pelo Dia Mundial da Água encerram com monitoramento do Rio Marreco

Enviado por Monica Venson em

 Um grupo de empregados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) suspendeu as atividades rotineiras nesta quinta-feira (26) para integrar o projeto “Rio Com Vida”. A ação marcou o encerramento do ciclo de monitoramento ambiental em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. Ao todo, 11 profissionais percorreram a região da nascente do Rio Marreco, no Jardim Gisela, em Toledo. Durante a atividade, foi aplicado o Protocolo de Avaliação Rápida de Rios (PAR), que consiste em uma análise visual do leito da sanga e da vegetação ripária, a mata ciliar presente nas margens. Segundo Andreia Maria de Souza Martins Cabral, representante da Sanepar no projeto, a Companhia também atua com vistorias e fiscalizações para coibir o despejo irregular de esgoto. “A Sanepar é parceira da Prefeitura de Toledo com a convicção de que a união de forças alcança resultados positivos para a preservação ambiental”, destaca. 

DIAGNÓSTICO POSITIVO - A agente de suporte operacional Carina Ferreira Kleinschmitt, que participou da inspeção, classificou os resultados como satisfatórios. “Nos três trechos analisados, os indicadores apontam para condições naturais. Embora o impacto urbano cause assoreamento e erosão, notamos evolução na recuperação da mata ciliar e na redução do descarte de lixo em comparação a anos anteriores”, pontuou. O diagnóstico servirá como base técnica para futuras ações de recuperação ambiental na parte alta da microbacia do Rio Marreco, um dos cursos d’água mais importantes do município. 

MONITORAMENTO PARTICIPATIVO - As atividades tiveram início no dia 16 de março, abrangendo também as sangas Panambi, Cerro Corá e Jacutinga. O "Rio Com Vida" é uma iniciativa socioambiental que utiliza o monitoramento participativo para sensibilizar a comunidade. De acordo com a bióloga da Secretaria do Meio Ambiente de Toledo, Lilian Queli Cardoso, o objetivo é fazer com que as pessoas olhem para o rio de forma crítica. “A partir dessa avaliação simples e visual, buscamos melhorar o ambiente aquático e conscientizar a população sobre a situação dos nossos recursos hídricos”, explica. 

REDE DE COOPERAÇÃO - Para viabilizar a programação, a Secretaria do Meio Ambiente mobilizou uma ampla rede de apoio. Além da Sanepar, também colaboraram as pastas municipais de Educação, Saúde, Cultura, Infraestrutura, Serviços Públicos e Comunicação. A iniciativa conta ainda com o suporte institucional de órgãos como Itaipu Binacional, IDR-PR, IAT e do Núcleo Regional de Educação. O setor acadêmico e escolar marcou presença com representantes da Unioeste, Unipar, PUCPR, Faculdade Donaduzzi, UTFPR (mantenedora da Usina do Conhecimento), colégio Funet e as escolas estaduais Castelo Branco (Premen), Jardim Gisela, Novo Horizonte e Galdino de Lima. A empresa Aqua Paraná e o Allmayer Supermercados também integraram a parceria.

Ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente integram o projeto “Rio Com Vida”, em que empregados da Sanepar avaliaram as condições de trechos urbanos da microbacia do Rio Marreco, nesta quinta-feira (26)

Socioambiental
Empregados com pranchetas analisam condição do rio Empregados com pranchetas analisam condição do rio Diagnóstico das condições dos rios urbanos de Toledo contribui para melhorar o ambiente aquático e conscientizar população sobre recursos hídricos.
Empregados analisam condições do rio Empregados analisam condições do rio Diagnóstico das condições dos rios urbanos de Toledo contribui para melhorar o ambiente aquático e conscientizar população sobre recursos hídricos.
Empregado analisa condição do rio Empregado analisa condição do rio Diagnóstico das condições dos rios urbanos de Toledo contribui para melhorar o ambiente aquático e conscientizar população sobre recursos hídricos.
Equipe da Sanepar fez avaliação na região da nascente do Rio Marreco, em Toledo Equipe da Sanepar fez avaliação na região da nascente do Rio Marreco, em Toledo Equipe da Sanepar fez avaliação na região da nascente do Rio Marreco, em Toledo
Toledo
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Maringá: Sanepar intensifica cronograma de obra para atender a Zona 6

Enviado por Giovanna Migot… em

 A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) já atende 99% dos imóveis de Maringá, no Noroeste, com coleta e tratamento de esgoto. Mesmo assim, os investimentos se mantêm elevados para ampliar a rede e melhorar a eficiência operacional das estações de tratamento locais. Mais de R$ 70 milhões estão sendo aplicados, neste momento, com esta finalidade. R$ 13 milhões, especificamente, vão beneficiar 820 imóveis, entre residências e empreendimentos comerciais, da Zona 06, no Jardim Ouro Cola e na Cidade Industrial. 

“Esta é uma região antiga da cidade de Maringá que dependia de uma obra de engenharia complexa. Além da rede de coleta, estamos construindo duas estações elevatórias que levam o esgoto para tratamento, e também coletores e travessias subterrâneas para vencer a topografia”, resume o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

A diretora de Investimentos, Leura Conte de Oliveira, afirma que o ritmo da obra está acelerado. A etapa de implantação de rede está em fase final, os trabalhos agora seguirão concentrados nas estruturas de bombeamento e coletores, que são tubulações de grande dimensão, que transportam o esgoto até a estação elevatória. Apesar do cronograma de 18 meses ter sido iniciado em agosto último, a obra pode ser entregue ainda em 2026.

“A Sanepar tem priorizado a contratação de serviços com o menor impacto possível nas cidades. Tecnologias que viabilizam a cravação das tubulações ao invés de abertura de valas também favorecem o cronograma, porém, temos agora um desafio importante, que é a parte mais complexa para finalizar e entregar”, comenta.

A OBRA – A obra de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Maringá, que vai beneficiar a Zona 6, tem como responsável pela sua execução a maringaense Triângulo Engenharia de Obras Ltda, vencedora do processo licitatório.

Ao todo, serão implantados cerca de 37 quilômetros de tubulações de rede de coleta, coletores e linha de recalque, incluindo travessias subterrâneas nas avenidas Colombo e Paranavaí, além de duas estações elevatórias de esgoto.

O esgoto coletado no Ouro Cola e na Cidade Industrial será levado para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mandacaru, localizada na região noroeste de Maringá. A unidade está passando por uma reforma e grande modernização do sistema de tratamento, visando a melhoria da sua eficiência e atendimento aos padrões ambientais atualmente determinados na nossa legislação. Está sendo implantado um sistema de coleta e tratamento de gases e controle de odores e os investimentos somam R$ 31,771 milhões. A obra deve ser concluída no segundo semestre.

Também está em ampliação a ETE Sul, com a reforma dos oito reatores de lodo fluidizado (Ralfs) e a construção de dois novos módulos. Nesta obra a Sanepar está investindo R$ 26,501 milhões. O prazo de conclusão para 2027.

FIM DAS FOSSAS – O maringaense Milton Ferigatto tem uma assistência técnica para impressoras na Avenida Paranavaí, no Ouro Cola. Ele está satisfeito com a chegada da rede coletora de esgoto e ciente de que deve aguardar o comunicado oficial do fim da obra para interligar o imóvel. “Eu vejo que, no futuro, o que vocês estão fazendo vai melhorar para toda a população”.

Ele fala da possibilidade de eliminar as fossas sépticas que já não têm espaço nos quintais e ocupam as vias públicas. A fossa que atende o imóvel dele está há anos instalada na calçada, com autorização do município. “Corre o risco de desbarrancar e danificar o prédio”, pondera.

Quem também está preocupada com a possibilidade de novo desbarrancamento da fossa é a dona Lídia Volpatto, que mora na Rua dos Cafezais. A fossa que está ativa foi perfurada rente à grade do portão e já é a terceira tentativa no quintal. “A próxima teria que ser na calçada”, diz. Ela avalia que a rede de esgoto vai eliminar todos os riscos, inclusive a de proliferação de insetos.
 

Investimentos de mais de R$ 70 milhões ampliam cobertura com serviço de coleta e aumentam a eficiência no tratamento de esgoto na cidade

Investimentos e Obras
obra da elevatória de esgoto com ferragens à amostra e trabalhadores obra da elevatória de esgoto com ferragens à amostra e trabalhadores Investimentos da Sanepar superam R$ 70 milhões em esgoto em Maringá
tubulações de esgoto no estoque da obra tubulações de esgoto no estoque da obra Obras viabilizam coleta e tratamento do esgoto na Zona 6, no Ouro Cola e Cidade Industrial
placa indica investimentos em obras da Sanepar na zona 6 placa indica investimentos em obras da Sanepar na zona 6 Além da rede coletora, obra tem duas elevatórias, coletores e travessias subterrâneas
um senhor de camisa azul está em frente ao seu negócio de assistência técnica de impressoras, na calçada da rua tem uma fossa um senhor de camisa azul está em frente ao seu negócio de assistência técnica de impressoras, na calçada da rua tem uma fossa Milton Ferigatto usa fossa perfurada na calçada e tem receio que desbarranque e danifique o prédio
uma senhora loira de cabelos curtos está na frente da sua casa, ao fundo o quintal com flores e a fossa no chão uma senhora loira de cabelos curtos está na frente da sua casa, ao fundo o quintal com flores e a fossa no chão No quintal da casa dos Volpattos foi perfurada a terceira fossa, esta rende à grade do portão
Maringá
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Sanepar vai investir R$ 108 milhões e universalizar o esgoto em Paranavaí

Enviado por Giovanna Migot… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) vai investir R$ 108 milhões no quinquênio 2026-2030 em Paranavaí, Noroeste do estado. Estes recursos vão garantir a universalização do esgotamento sanitário na cidade, com um salto de 10 pontos percentuais no índice de atendimento com coleta de esgoto (IARCE). O indicador, que hoje já marca 83%, vai para 93% em 2029, atingindo o nível exigido pelo Novo Marco Legal do Saneamento de forma antecipada.

“Temos investido em obras para garantir regularidade e qualidade no abastecimento e fazer crescer o atendimento com esgoto em todo o Paraná. Agora, em Paranavaí, com a parceria renovada, vamos inclusive antecipar metas e dar exemplo de como a junção dos esforços com o município é essencial para a universalização do saneamento”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

O prefeito de Paranavaí, Maurício Gehlen, visitou a sede da Sanepar em Paranavaí na última semana para conhecer detalhes dos projetos que irão ampliar a rede de esgoto no município, como os locais onde devem passar tubulações maiores (coletores), e, também, onde serão instaladas estações elevatórias.

“Com o acordo que nós fizemos nas negociações, conseguimos antecipar para 2029 tudo aquilo que era para 2033”, comemora Gehlen.

OBRAS - De acordo com o cronograma, já em 2027, a rede coletora vai estar disponível para moradores do Jardim São Jorge e, até 2029, atenderá os jardins Matarazzo e Coloninha, além dos conjuntos habitacionais Geraldo Felippe, Francisco Luiz de Assis, Luis Lorenzetti e Santa Maria.

Gehlen destacou a proximidade e o diálogo para alinhar os planos de intervenções. “Paranavaí vai crescer a passos largos e a Sanepar, que é parceira, tem que estar ciente desse crescimento. E nós, também, passando a eles tudo aquilo que o município tem planejado para o futuro”, comenta.

O gerente Geral da Sanepar na Região Noroeste, Vitor Gorzoni, também participou da reunião, que envolveu técnicos e coordenadores locais, sob o comando do gerente regional de Paranavaí, Heterley Ubaldo.

“Com certeza, essa parceria que a gente tem em todos os municípios da região do Noroeste, aqui em Paranavaí não é diferente. Tem que sentar, discutir as prioridades do município, receber por ventura algumas críticas, também elogios, e a gente consegue assim corrigir o caminho do saneamento, estar executando as obras nos tempos menores e acertando aqui algumas diferenças que a gente tem em relação à expansão da cidade, para ampliar o esgotamento e promover melhorias em água”, resume Gorzoni.

O time avançou os entendimentos sobre uma possível parceria com o município para antecipar as obras previstas para 2033, a fim de atender a Lagoa dos Búfalos, como é conhecido o Conjunto Flávio Ettore Giovine. O local tem 311 famílias, ainda utilizando a fossa séptica como solução individual como destino do esgoto.

INVESTIMENTOS – Essas obras fazem parte de um conjunto maior de projetos previstos pela Sanepar para Paranavaí. Até 2048, a cidade receberá R$ 372 milhões em investimentos. Além disso, mesmo sem que estivesse definida a parceria em contrato de programa, a Sanepar não parou de investir no município. 
Nos últimos cinco anos, a Companhia investiu mais de R$ 60 milhões em obras na cidade. As intervenções incluíram a ampliação dos reservatórios de água tratada, entre eles o Santos Dumont, para manter garantir que os moradores tenham água em quantidade e qualidade.

Os recursos também foram aplicados em melhorias operacionais no sistema de esgotamento sanitário, como novas tecnologias de tratamento nas estações existentes.

Também participaram da reunião na Sanepar os secretários municipais, de Obras, Renato Dutra, de Meio Ambiente, Alessandro Cordeiro Garcia, e de Desenvolvimento Urbano, Guilherme Ruiz. Pela Sanepar, participaram os coordenadores de Planejamento, Evando Gomes de Souza, Industrial, Paulo Henrique Wessler, Comercial, Dionisio, Telmo Chagas Neto e de Redes, Eris Luiz dos Santos, e o engenheiro Luiz Mitsuaki Futata.
 

O índice de coleta de esgoto no município passará de 83% para 93% em apenas três anos. Investimentos vão beneficiar mais de 2.500 famílias e atender Marco Legal do Saneamento de forma antecipada

Esgoto
reunião de lideranças da prefeitura de paranavaí e da sanepar reunião de lideranças da prefeitura de paranavaí e da sanepar Investimentos da Sanepar farão atendimento com esgoto em Paranavaí crescer 10% até 2029
reunião de lideranças da prefeitura de paranavaí e da sanepar reunião de lideranças da prefeitura de paranavaí e da sanepar Prefeito Maurício Gehlen e secretários municipais participaram de reunião na sede regional da Sanepar
reunião de lideranças da prefeitura de paranavaí e da sanepar reunião de lideranças da prefeitura de paranavaí e da sanepar Gerente Heterley Ubaldo apresenta detalhes das obras de esgoto previstas até 2033
Paranavaí
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Foz do Iguaçu consolida excelência nacional em saneamento básico

Enviado por Monica Venson em

Foz do Iguaçu alcançou um novo patamar histórico com a divulgação do Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil, ficando entre as 10 cidades com melhor saneamento do país no grupo dos 100 maiores municípios do país. O avanço é resultado de um robusto cronograma de investimentos executado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Nos últimos sete anos, os investimentos da Sanepar na cidade ultrapassaram os R$ 165 milhões. O foco tem sido a expansão da rede coletora em bairros periféricos e a modernização das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Foz atingiu a excelência no atendimento urbano de água tratada e se aproxima da universalização total de esgoto prevista pelo Marco Legal do Saneamento.

Este desempenho reforça a conexão direta entre infraestrutura básica e qualidade de vida. “A Sanepar trabalha com programação de investimentos constante para manter a oferta de água tratada de qualidade, garantindo saúde e conforto à população e buscando a universalização do serviço de esgoto. Investir em saneamento é sinônimo de saúde e desenvolvimento econômico”, comenta o presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

Os investimentos em infraestrutura hídrica na cidade focaram em tecnologia de ponta para monitoramento de vazamentos e no aumento da capacidade de reservação, garantindo segurança hídrica em uma cidade com altas temperaturas. Além disso, a eficiência na destinação final dos resíduos líquidos tem sido um diferencial para a preservação dos rios locais, um fator crítico para uma cidade cuja economia baseada no turismo ecológico e ambiental.

IDH e COMBATE AO DESPERDÍCIO - Este cenário de eficiência técnica reflete-se, com clareza, nos indicadores sociais. Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,751 — considerado alto —, Foz do Iguaçu demonstra que o acesso ao saneamento impulsiona a saúde e a economia. 

O gerente geral da Sanepar na região Sudoeste, Marcio Luis de Souza, reforça que a ampliação dos sistemas de água e esgoto gera uma economia nos serviços de saúde pública. “Para cada um real investido em saneamento, deixamos de gastar quatro reais com saúde pública, promovendo a redução das doenças de veiculação hídrica. Além disso, o desempenho operacional da Sanepar é fundamental para bons indicadores na esfera pública”, explica Souza 

Bastidores da rede: Como Foz combate o desperdício invisível

Para alcançar o topo do ranking do saneamento, Foz do Iguaçu investiu na Gestão Ativa de Perdas. O desafio não são os vazamentos visíveis (aqueles que brotam no asfalto), mas sim as perdas de água  que ocorrem no subsolo. “A Sanepar tem trabalhado diariamente para combater o desperdício na distribuição de água em Foz do Iguaçu. Desde 2021, intensificamos esse trabalho, e conseguimos reduzir o índice de 38,56% para 29,49%. Isto significa que, num período de cinco anos, o volume total economizado foi de mais de 7 bilhões de litros de água. Esse volume de água que deixamos de perder daria para abastecer por 18 meses um município como o de Medianeira, na região Oeste”, explica a gerente regional Polyana Varlett.

Para combater esse "inimigo oculto", a Sanepar mantém um Centro de Controle Operacional (CCO) 24 horas por dia. Essa unidade estratégica monitora, em tempo real, todas as etapas do abastecimento de água. Utilizando tecnologia como a telemetria, é possível o controle de redes, reservatórios e estações, agilizando respostas a vazamentos e interrupções, garantindo eficiência. 

As equipes especializadas acompanham todo o caminho da água, da captação ao tratamento e da reservação até a distribuição na rede, utilizando a telemetria para coletar dados. Com isso é possível visualizar pressões e níveis de reservatórios, possibilitando ajustes para diminuir perdas e otimizar o abastecimento. “O monitoramento também permite respostas mais rápidas em caso de falhas no sistema de bombeamento ou vazamento, enviando equipes para reparo ágil”, explica Polyana. Outro fator de eficiência é a integração de dados de diversos sensores espalhados pela cidade, centralizando informações e aumentando a inteligência operacional.

A operação de válvulas redutoras de pressão (VRP) "Day Night" também contribuiu para a gestão ativa de perdas. As VRPs são dispositivos hidráulicos inteligentes que automatizam a redução da pressão na rede de água durante a noite, quando o consumo diminui. Essa tecnologia combate vazamentos, protege tubulações de sobrecargas e reduz possibilidade de novas ocorrências, operando com programações horárias.

A gestão dos sistemas de água e esgoto do município de Foz do Iguaçu, realizada pela Sanepar, colocou a cidade entre as 10 com melhor indicador de saneamento no Brasil. A eficiência no saneamento também consolida o alto Índice de Desenvolvimento Humano do município

Reconhecimento
Captação flutuante do Lago de Itaipu no por do sol Captação flutuante do Lago de Itaipu no por do sol Investimentos e gestão dos sistemas de água e esgoto com foco no combate às perdas de água colocam Foz do Iguaçu como destaque no ranking nacional de saneamento
mostra captação flutuante no Lago de Itaipu mostra captação flutuante no Lago de Itaipu Investimentos e gestão dos sistemas de água e esgoto com foco no combate às perdas de água colocam Foz do Iguaçu como destaque no ranking nacional de saneamento
Foz do Iguaçu
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Sanepar mobiliza 350 voluntários em mutirão de limpeza de rios no Paraná

Enviado por Glaydson Angel… em

Na manhã deste sábado (21), cerca de 350 voluntários da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) participaram de mutirões de limpeza de rios em 11 cidades do Paraná. A ação celebra o Dia Mundial da Água, comemorado no 22 de março, e tem como objetivo central conscientizar a população sobre a importância vital de proteger os mananciais que garantem o abastecimento público.

A operadora Edna de Souza Silva, que trabalha há quase 15 anos na Estação de Tratamento de Água (ETA) Iguaçu, trocou o descanso do sábado pelo trabalho no mutirão de limpeza. "É difícil, o sábado é corrido, mas tirar esse tempo é fundamental. Cada tampinha ou saquinho de bolacha que tiramos faz a diferença lá na frente, no tratamento da água", disse Edna. 

Em Londrina, o técnico em logística da Sanepar, Wendel Barros de Amorim, participou da limpeza do Córrego Barreiro. Ele conta que, em um pequeno trecho, os voluntários encontraram todo tipo de lixo. “Aqui em um trecho de 20 metros quadrados já retiramos muita roupa, calçados, vidro, garrafas pets, muitas delas que devem ter sido arrastadas pela chuva até este local. Por isso a importância do descarte correto do lixo”, lembrou Amorim. 

Além de Curitiba e Londrina, a ação de limpeza aconteceu em Apucarana, Cambará, Campo Mourão, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Pato Branco, Jacarezinho, Guarapuava e Ponta Grossa. Em todos os pontos de coleta, o sentimento era de dever cumprido. 

O engenheiro Atieri Ferreira Zatoni, com 16 anos de casa, participou pela primeira vez e destacou a conexão entre o trabalho técnico e a ação socioambiental. Com larga experiência na manutenção de redes, Atieri conhece de perto os danos causados pelo lixo. "Na coleta de esgoto, vemos o descaso. O lixo causa obstruções e extravasamentos em dias de chuva. Precisamos colaborar para viver em harmonia com a natureza, pois todos somos clientes e precisamos dessa água", explica. 

Para Lucilene Costa, coordenadora do Programa de Voluntariado Corporativo da Sanepar, a adesão massiva reflete a cultura da empresa. "Essa marca de participação é um testemunho da nossa força coletiva em transformar a realidade dos nossos recursos hídricos. Ver o nosso time envolvido nessa ação reflete o verdadeiro espírito sanepariano", destaca.

A união de esforços também foi celebrada por Gislaine Ceschim, presidente do Rotary Club Corporativo Sanepar, que também participou da ação. "Entregamos à população mais do que um ambiente limpo: entregamos consciência, esperança e realização", afirma.

Sustentabilidade - A Sanepar reforça que essas ações de educação ambiental são pilares permanentes da Companhia. Ao minimizar os impactos da poluição e do descarte inadequado de resíduos, a empresa busca garantir a sustentabilidade dos mananciais para as futuras gerações paranaenses.

A operadora Edna lembra que a água precisa percorrer um longo caminho até chegar nas casas de milhões de paranaenses. “É preciso valorizar a água. Quando você abre a torneira, nem imagina todo processo que a água passou, desde o rio até o tratamento. Então valorize a água. Você cuidando aqui na ponta, lá no final vai ser uma água maravilhosa”, celebra.  

Ação celebra o Dia Mundial da Água, comemorado no 22 de março, e tem como objetivo conscientizar a população

Socioambiental
Voluntários da Sanepar limpando as margens do Rio Belém Voluntários da Sanepar limpando as margens do Rio Belém Cerca de 350 voluntários da Sanepar participaram de mutirões de limpeza de rios em 11 cidades do Paraná
Voluntários da Sanepar limpando as margens do Rio Belém Voluntários da Sanepar limpando as margens do Rio Belém Cerca de 350 voluntários da Sanepar participaram de mutirões de limpeza de rios em 11 cidades do Paraná
Voluntários da Sanepar limpando as margens do Rio Belém Voluntários da Sanepar limpando as margens do Rio Belém Cerca de 350 voluntários da Sanepar participaram de mutirões de limpeza de rios em 11 cidades do Paraná
Equipe de voluntários da Sanepar limpando rios no Paraná Equipe de voluntários da Sanepar limpando rios no Paraná
Equipe de voluntários da Sanepar limpando rios no Paraná Equipe de voluntários da Sanepar limpando rios no Paraná
Equipe de voluntários da Sanepar limpando rios no Paraná Equipe de voluntários da Sanepar limpando rios no Paraná
Equipe de voluntário em limpeza dos rio no Paraná Equipe de voluntário em limpeza dos rio no Paraná
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São José dos Pinhais sobe 12 posições e entra no Top 20 do saneamento no Brasil

Enviado por Glaydson Angel… em

“O saneamento básico é vida. É tudo.” Essa é a opinião da cabeleireira Sueli Modesto Dias, 65 anos, moradora de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A cidade, atendida pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), subiu 12 posições e agora está entre as 20 melhores do Brasil no ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil, divulgado na quinta-feira (18). 

Há 30 anos vivendo na região, Sueli comenta que vivenciou a evolução do saneamento e concorda com a colocação. Com 345 mil habitantes, o município já atingiu a universalização do sistema de água tratada e atingiu alto índice no esgoto (87,16%), superando 87 dos 100 municípios analisados. O ranking tem foco nos locais mais populosos do país e avalia os indicadores do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, publicados pelo Ministério das Cidades.

“A região metropolitana de Curitiba é extremamente expressiva na concentração de pessoas. São José dos Pinhais neste último ano subiu no ranking e ter esse resultado é motivo de muito orgulho para a Sanepar e um reconhecimento da eficiência dos serviços prestados. Mostra que os investimentos e o caminho do nosso planejamento estão corretos. Este é o nosso propósito, levar saúde pública para as pessoas”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

VIDA MELHOR - A cabeleireira lembra das dificuldades da época na qual não havia rede de água tratada na região e dependia de poço para ter água em casa. “Era muito complicado, não tinha água, não tinha esgoto. A gente fez um poço, mas ficamos uns anos sofrendo porque tinha que fazer o tratamento. Às vezes, a gente ficava com medo de usar e tinha que comprar água para tomar e cozinhar”, conta. 

Assim que a rede de água foi instalada pela Sanepar, a moradora abandonou o poço e afirma que já não precisou mais se preocupar com a água. “Foi uma bênção, mudou tudo. A gente tinha água à vontade nas caixas-d’água e foi muito bom. Mudou a vida de todo mundo pra muito melhor”, ressalta.

A chegada da rede de água também fez a diferença na vida da família do bombeiro militar Isaías Gonçalves de Mello, 52 anos. Quando se mudou para a cidade, na década de 80, as obras da rede de abastecimento estavam na fase inicial. “Com a chegada da canalização e a rede de água facilitou muito a vida, a água entrou dentro das casas, então foi uma melhora bem importante”, destaca. 

Ele afirma que por conta da cultura antiga de usar água de poço, no início havia um certo receio. “Ao longo do tempo foi se criando a confiança com relação à rede. Com toda mudança tem aquela dúvida, mas com certeza a melhora é significativa”, declara.

SAÚDE PÚBLICA – Os moradores relatam que antes também não havia coleta de esgoto, prejudicando a qualidade de vida e a saúde das pessoas. Além das valetas a céu aberto, os moradores tinham que lidar com o cheiro e os riscos de doenças. “Eram ratos demais, valeta aberta, muito mosquito. As pessoas tinham febre, caroços, feridas. Os ratos entravam para dentro das casas, se misturavam com as pessoas e tinha muita leptospirose”, relembra Sueli. 

Com a instalação da rede e o serviço de coleta de esgoto, o cenário foi transformado. “Com certeza mudou muito. Eu acho que é uma questão de saúde pública em geral, tanto em relação a riscos de doenças quanto à questão de qualidade de vida. Isso reflete e muito na questão de sanidade da saúde das pessoas que moram naquele local”, observa o bombeiro. 

“Quando veio a rede de esgoto foi maravilhoso. Os mosquitos diminuíram 90%, foi uma bênção mesmo”, complementa Sueli. 

INVESTIMENTOS - O relatório do Trata Brasil destaca o investimento de R$316,27 milhões realizado em saneamento na cidade no período entre 2020 e 2024 – média de R$183,01 per capita. A Sanepar segue com investimentos relevantes em São José dos Pinhais rumo a universalização da coleta de esgoto. Somente em 2025 foram investidos mais de R$113 milhões para ampliar ou aprimorar os serviços: mais de 73 milhões na rede de água, mais de R$ 27 milhões na rede de esgoto, além de quase R$ 13 milhões em outros investimentos. 

COMBATE A PERDAS - No indicador de perdas, que estabelece uma relação entre a água produzida e a água efetivamente consumida nas residências, São José dos Pinhais é a sétima cidade com o menor índice, 21,22%. O número é inferior aos parâmetros definidos pela Portaria nº 490/2021, que é de 25% para perdas na distribuição ou 216 L/por ligação por dia para perdas por ligação. “Isso é resultado do trabalho operacional contínuo e do investimento em tecnologia e inovação da Sanepar para combater as perdas e vazamentos de água na rede”, afirma o diretor de Operações da Sanepar, Sergio Wippel.

Moradores destacam a mudança na qualidade de vida e na saúde da população graças ao saneamento básico. Somente em 2025, Sanepar investiu mais de R$113 milhões em água e esgoto na cidade

Reconhecimento
Cabeleireira Sueli Modesto Dias na frente de sua casa em São José dos Pinhais Cabeleireira Sueli Modesto Dias na frente de sua casa em São José dos Pinhais Cabeleireira Sueli Modesto Dias, 65 anos, mora há 30 anos em São José dos Pinhais
Bombeiro militar Isaías Gonçalves de Mello, 52 anos, em frente sua casa em São José dos Pinhais Bombeiro militar Isaías Gonçalves de Mello, 52 anos, em frente sua casa em São José dos Pinhais Bombeiro militar Isaías Gonçalves de Mello, 52 anos, diz de chegada da rede de água foi um marco na região
São José dos Pinhais
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Sanepar investe R$ 13 milhões na modernização do tratamento de esgoto de Cambará

Enviado por Giovanna Migot… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 13 milhões na obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari em Cambará. Trata-se de um sistema moderno de pós-tratamento do esgoto, incluindo uma tecnologia inovadora na gestão do lodo: o modelo conhecido mundialmente como wetland ("zona úmida", na tradução), mesmo processo realizado pela natureza em áreas úmidas ou pantanosas.

O gerente Geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite, explica que as raízes das plantas fazem a filtragem da água final do processo de tratamento do esgoto e retém o lodo: “uma tecnologia mais sustentável e natural para o tratamento”, indica o gerente sobre o ganho ambiental.

“A gente consegue concentrar o lodo e fazer a degradação natural dele através de plantas, reduzindo produtos químicos e equipamentos para secagem do lodo”, destaca, Leite, também sobre o quesito econômico. O processo comum de gestão do lodo usa polímero e uma centrífuga ou de leitos de secagem, que exigem um esforço para manejo.

Na última semana, o prefeito de Cambará, Walcir Joaquim, conheceu em detalhes a tecnologia implantada na ETE Alambari. “Wetland é um diferencial por combinar o sistema de lodos ativados com o tratamento por plantas. Trata-se de uma das primeiras estruturas desse tipo no Norte do Paraná, reforçando o caráter inovador do modelo utilizado no nosso município”, disse.

Para Walcir, a visita também valeu para estreitar os laços com a Sanepar. “Queremos evidenciar e agradecer a importância dos investimentos em saneamento para a melhoria da qualidade de vida da população, o fortalecimento da saúde pública e a preservação do meio ambiente”, comenta.

“Seguimos acompanhando de perto ações e investimentos importantes que ajudam a construir uma Cambará cada vez melhor para todos“, ressalta o prefeito.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, conta que a Sanepar tem investido cada vez mais em tecnologias sustentáveis, além de manter as portas abertas para encontrar soluções conjuntas com os municípios.

”Mantemos sempre um diálogo aberto e franco com o poder concedente para que vejam como estamos tratando dos sistemas de água e esgoto nos municípios. Mesmo onde já alcançamos a universalização do saneamento, como é o caso de Cambará, aprimoramos os processos de tratamento para promover mais saúde e qualidade ambiental”, destaca Bley.

Segundo o presidente, o sistema wetland tem ainda um apelo importante no quesito sustentabilidade: ao invés de emitir, retém carbono.


ESTRUTURA - A obra de ETE Alambari entrou em etapa final. O sistema de pós-tratamento de efluente tem tecnologia de reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASB) e tratamento biológico por um sistema de Lodos Ativados em Batelada (SBR). Este promove a remoção de matéria orgânica e nutrientes como fósforo e nitrogênio com alta performance.

Na ETE Alambari, os wetlands ocupam área de 1.600 metros quadrados e receberam receberam em torno de 1.120 toneladas de camadas entre areia grossa e brita, além de centenas plantas de banhado.

GESTÃO DO LODO – O modelo de wetlands vem sendo implantado gradativamente pela Sanepar em estações de tratamento de esgoto no Paraná. Existem duas aplicações desta tecnologia: no meio do processo de tratamento do esgoto e final, para tratar o lodo. Neste, o lodo é depositado sobre camadas filtrantes, incluído as raízes das plantas, que ajudam a eliminar poluentes além de evitar maus odores. Como exige o modelo, antes o solo é preparado com geomembrana, visando a sua impermeabilização.  

A Sanepar iniciou a implantação de wetlands pelo Oeste do Paraná. O projeto-piloto data de 2020 em Santa Helena. Atualmente o modelo que trata o lodo do esgoto está funcionando em Assis Chateaubriand e Vera Cruz do Oeste.  No Norte do Paraná, a tecnologia já está sendo utilizada em Cambará, Cornélio Procópio (ETE Tangará II) e Joaquim Távora.  

Nos canteiros, o tratamento do lodo é feito por desidratação e mineralização, por meio de bactérias que aderem nas superfícies das raízes das plantas. O material é transformado em composto orgânico estável, ou seja, inertizado e pronto para uso agrícola. O período de acúmulo é de 5 a 10 anos, sem necessidade de manejo neste prazo.

O modelo está sendo implantado em Serranópolis, Saudade do Iguaçu, Turvo, Pinhão, Palotina e Curitiba (ETE CIC/Sisto), onde existem obras de ampliação das estações.  

SOLUÇÃO NATURAL - A outra modalidade de aplicação, em substituição ao tratamento convencional de efluentes, já opera em Quatiguá, também no Norte do Estado. Lá os tanques com plantas estão no meio do processo, sendo, na verdade o core.  Há obras, neste sentido, também em estações de tratamento de esgoto de Ramilândia, Saudade do Iguaçu e Roncador.

 

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari ganhou módulo de pós tratamento e wetlands para tratar o lodo do esgoto

Pesquisa e Inovação
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Cambará recebe R$ 13 milhões de investimentos para modernizar estação de tratamento de esgoto
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Prefeito Walcir conhece detalhes da nova tecnologia com raízes de plantas para tratar lodo
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Prefeito Walcir conhece detalhes da nova tecnologia com raízes de plantas para tratar lodo
Cambará
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Moradores de Barbosa Ferraz devem aguardar orientações da Sanepar para conexão à nova rede de esgoto

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) orienta os moradores de Barbosa Ferraz a aguardarem a autorização da Companhia para conectarem o esgoto das residências à rede de coleta pública. A Sanepar está executando obras para ampliar o sistema de esgotamento sanitário do município.

O projeto envolve o assentamento de mais de 9 quilômetros de redes coletoras, além de 2,5 quilômetros de tubulações auxiliares e uma estação elevatória, que fará o bombeamento do esgoto para a unidade de tratamento. Esta obra atenderá quase 340 residências de Barbosa Ferraz.

“Com a conclusão das obras, equipes contratadas pela Companhia farão reuniões comunitárias e visitas às residências para orientar os moradores sobre a melhor forma de fazer a ligação hidráulica do imóvel à rede de coleta. A equipe socioambiental vai, em momento oportuno, promover o trabalho de conscientização e orientação”, explica a gerente Regional da Sanepar, Araceli Stella.

RUMO À UNIVERSALIZAÇÃO - Além destas obras, estão em licitação mais 11,5 quilômetros de rede coletora e 3,5 quilômetros de tubulações auxiliares para atender outras 750 moradias. Atualmente, 46% dos moradores da cidade são atendidos com o serviço de esgoto. Na Sanepar, todo o esgoto coletado recebe tratamento adequado.

Os empreendimentos em Barbosa Ferraz fazem parte do pacote de investimentos da Sanepar para antecipar a meta de universalização do serviço de esgoto no Paraná. O objetivo é que o município atinja 90% de atendimento com o serviço de saneamento até 2033.

O Paraná busca ser o primeiro estado brasileiro a atingir a meta federal de universalização. Somente em 2025, a Sanepar investiu cerca de R$ 2,7 bilhões nos sistemas de água e esgoto do estado. Para o ciclo 2026-2030, o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) prevê um montante de R$ 13,1 bilhões destinados à expansão e manutenção da infraestrutura hídrica e sanitária paranaense.

A Sanepar está executando obras para ampliar o sistema de esgotamento sanitário do município. Cerca de 340 residências serão atendidas

Esgoto
Obreiro constrói unidade de saneamento Obreiro constrói unidade de saneamento Moradores devem aguardar finalização da obra para fazer interligação do esgoto
Barbosa Ferraz
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Com apoio da Sanepar, Ilha das Cobras recebe Escola do Mar no Litoral

Enviado por Monica Venson em

A reforma do Parque Estadual Ilha das Cobras, antiga residência oficial de veraneio do Governo do Paraná, foi entregue neste sábado (14). O espaço agora sedia a Escola do Mar, um centro dedicado ao ensino de gastronomia, turismo e preservação ambiental.

O investimento total de R$ 10 milhões foi viabilizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Secretaria da Educação (Seed), Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e Copel. Os recursos custearam a adequação das edificações, novas instalações elétricas, saneamento básico e o mobiliário pedagógico. 

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a entrega é um marco simbólico que reflete a visão inovadora da gestão. “A 'Ilha da Mordomia' se transforma, a partir de hoje, na Escola do Mar. Um lugar que era de descanso de governadores passa a ser um local de oportunidade para centenas de alunos, que poderão se tornar chefs de cozinha ou empreender no setor de pousadas”, destacou.

A Sanepar é parceira do investimento na estrutura com um aporte de R$ 1,1 milhão. “Essa grande parceria tornou possível trazer novas tecnologias para o Litoral. São dois projetos piloto com a instalação de uma unidade de dessalinização que é a primeira da Sanepar e talvez seja o futuro do abastecimento de água no Litoral do Paraná. Também implantamos o sistema de tratamento de esgoto através de wetlands, que é um sistema de tratamento com solução baseada na natureza” afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

A estrutura implantada pela Companhia incluiu a perfuração de dois poços com instalação de equipamentos de dessalinização da água, garantindo assim água potável de qualidade para turistas, estudantes e visitantes. Um sistema ecológico de tratamento de esgoto com zona de raízes, que tem alta eficiência de depuração e é considerado um tratamento ecológico. 

As intervenções garantem o recebimento seguro de visitantes, fortalecendo o uso público sustentável da unidade. Para viabilizar a operação, serão contratados gestores, recepcionistas e vigias florestais. 

Por ser um importante berçário da fauna local, a visitação será controlada mediante agendamento e gerida pelo Instituto Água e Terra (IAT). Uma equipe de 10 profissionais ficará responsável pelas atividades educativas, pesquisas científicas e a condução dos treinamentos.

 “É nossa obrigação manter esse patrimônio preservado e, ao mesmo tempo, torná-lo um potencializador da economia e da educação. Concluímos a infraestrutura. Agora, vamos viabilizar um modelo de gestão, seja compartilhada ou por concessão, unindo capacitação e turismo”, esclareceu o diretor-presidente do IAT, Everton da Costa Souza.

Com a reforma do Parque Estadual Ilha das Cobras, a antiga residência oficial de veraneio do Governo do Paraná agora sedia um centro dedicado ao ensino de gastronomia, turismo e preservação ambiental

Socioambiental
alunos comemoram escola do mar alunos comemoram escola do mar Com apoio da Sanepar, Ilha das Cobras recebe Escola do Mar
Escola do Mar na Ilha das Cobras Escola do Mar na Ilha das Cobras
Ilha das Cobras, mostrando Escola do Mar Ilha das Cobras, mostrando Escola do Mar
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