Sanepar projeta redução de 65% na emissão de gases até 2050
A Companhia está entre as primeiras empresas de saneamento no Brasil a concluir um Plano de Descarbonização. O documento traça metas e as estratégias para cumprir o seu compromisso de enfrentamento da crise climática mundial
A Sanepar mais uma vez adota uma estratégia de vanguarda no saneamento no país ao concluir seu Plano de Descarbonização, que traçou a meta de reduzir em 65% sua emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) no processo de tratamento de esgoto até 2050.
O Plano de Descarbonização da Sanepar é um dos primeiros documentos entre as empresas de saneamento no Brasil e reafirma seu comprometimento com enfrentamento da crise climática global - evidenciada neste ano com a alta intensidade do El Niño.
“Esse Plano de Descarbonização é um certificado enorme para nós, que agrega um grande valor. É para colocarmos no peito que somos uma empresa verde com atratividade de mercado”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
O documento se destaca por ir além da definição de metas: aponta a estratégia para atingir os objetivos, a partir de dados concretos, com a atualização do inventário de GEE da Companhia, primeiro do país no setor, lançado em 2008.
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A partir dessa análise “pés no chão”, o Plano apresenta a estratégia de descarbonização com 44 alavancas (iniciativas) alinhadas à realidade operacional, regulatória, financeira e institucional da Sanepar.
BASE INTERNACIONAL – O projeto leva em consideração propostas internacionais de redução dos GEE, como o Acordo de Paris e o NetZero. Ele também está alinhado ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) no setor de resíduos sólidos e efluentes, instrumento que define as diretrizes da política climática brasileira até 2035, lançado em fevereiro deste ano.
Além do benefício para o planeta, o projeto abre portas para a captação de recursos financeiros para a Sanepar, seja em um lançamento de debêntures, de crédito verde ou de water bonds (títulos de renda fixa para financiar projetos de infraestrutura hídrica).
PLANO INTELIGENTE – Depois de 1 ano e 8 meses de estudos e análises para o desenvolvimento do projeto, o Plano vai além da definição de metas de redução dos gases poluentes emitidos no processo de tratamento de esgoto – principalmente gás carbônico (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) – e está alinhado a outros objetivos da Sanepar, como:
- Tratar um maior volume de esgoto, avançando nas metas de universalização do saneamento e na projeção de aumento populacional em grandes centros urbanos nas próximas décadas;
- Fazer melhorias de infraestrutura, tecnológicas e operacionais alinhadas ao Plano Plurianual de Investimentos (PPI) da Companhia;
- Avançar ainda mais na melhoria da qualidade da água efluente pós-tratamento, que volta ao leito dos rios;
- Ampliar as estratégias de economia circular, com reúso de água, tratamento do lodo, captação e uso dos gases para produção de energia.
“Este é um plano inteligente, construído com a premissa de ser um plano integrador de todas as áreas da Companhia, que leva em consideração a universalização do serviço e propõe 44 alavancas que vão possibilitar múltiplos benefícios além da descarbonização, como a melhoria na eficiência energética”, explica o gerente da Planejamento e Desenvolvimento Ambiental da Sanepar, Pedro Luiz Prado Franco.
A coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho de Descarbonização, Roberta Miguel Kiska Filippini, ressaltou que a equipe já iniciou as primeiras tratativas para ativação do plano. “Já estamos tirando o plano do papel, desse projeto que é de toda a Sanepar”.
O Plano de Descarbonização da Sanepar foi realizado por um grupo técnico formado por empregados de diferentes áreas da Sanepar e pelo consórcio formado pelas empresas I Care, CR ETES e Rotária do Brasil, contratado para a realização dos estudos e análises que resultaram nas metas e estratégias para o avanço do plano.