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Caixa-d’água garante estabilidade e usuários não percebem as manutenções no sistema de água

Pesquisa contratada pela empresa mostra 78% dos clientes com reservatórios dizem não ter sentido falta de água no período de 12 meses. A falta do equipamento gera transtornos quando é necessário um serviço de manutenção por parte da Sanepar

22/04/2026 -
Foz do Iguaçu

Um levantamento realizado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) traçou o perfil da segurança hídrica dos imóveis no Paraná. Os dados mostram que uma parcela significativa da população — 23% nas residências e 30% nos comércios —, ainda está vulnerável a interrupções no abastecimento por falta de caixa-d’água ou cisterna. 

O estudo também reforça a importância da caixa-d’água não apenas como reserva de emergência, mas como fator determinante na percepção de qualidade do serviço e na continuidade do abastecimento no Paraná: 78% dos clientes com reservatório afirmam não ter sentido falta de água no período de um ano.  

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o reservatório doméstico é uma extensão do sistema de distribuição. “Este cenário revela que quem tem caixa-d’água não é afetado por interferências no abastecimento. Da mesma forma que a Companhia investe nos sistemas de reservação para a estabilidade do sistema, a caixa-d’água dos imóveis residenciais e comerciais permite o acesso à água, mesmo em casos de interrupção temporária”, comenta Bley. 

DIFERENÇA REGIONAL - A posse do reservatório doméstico nas residências varia conforme a região do estado. Na região Nordeste, 87,7% dos entrevistados disseram que possuem caixa-d’água nas suas residências. Já a região Sudoeste apresenta o menor índice, onde 64,3% dos imóveis residenciais e 54,7% dos comércios possuem reservação. Entre os municípios pesquisados, Telêmaco Borba, na região Sudeste  (56,6%) e Foz do Iguaçu (59,5%), no Oeste, apresentaram os menores índices de imóveis residenciais com a instalação destes equipamentos. 

O empresário Raimundo Wagner Moreira investe na construção de imóveis para venda e locação em Foz do Iguaçu e faz parte de uma minoria que reconhece a importância da reservação doméstica para o negócio e para a tranquilidade dos inquilinos e compradores. “É um item de extrema importância em uma obra. Caso a Sanepar precise fazer alguma manutenção na rede, a gente não fica desabastecido. Sempre coloquei o equipamento, inclusive estou fazendo uma obra nova e já está no projeto também fazer a caixa-d’água, afirma Moreira.” 

NORMAS TÉCNICAS - A norma técnica brasileira indica que todas as residências devem ter uma caixa-d’água. “O perfil das famílias que existem no Paraná é composto, geralmente, por três a quatro pessoas. Para esse perfil, uma caixa-d’água com 500 litros de volume consegue atender o abastecimento de uma residência por um dia, ou seja, por 24 horas. Isso é importante porque eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição de água e o serviço terá que ser interrompido para que se possa efetuar consertos ou outras intervenções, como interligações de obras desse tipo”, explica o gerente de engenharia da Sanepar, Eduardo Arrosi.

Arrosi também destaca a necessidade de instalação de cisternas para auxiliar no sistema de bombeamento de prédios e edificações com mais de dois pavimentos. Para construções com mais de 600 metros quadrados, é necessária a aprovação do projeto hidrossanitário na Sanepar. Em casos de prédios com dois ou mais pavimentos, é exigida a construção de uma cisterna. 

“As normas brasileiras recomendam que a Sanepar, e qualquer outra concessionária de distribuição de água, forneça uma pressão de 10 metros de coluna d'água (m.c.a.) na entrada do hidrômetro. Ou seja, a água teria força suficiente para subir 10 metros. Por isso, nos casos acima de dois pavimentos — nos quais os edifícios chegam muito próximo ou ultrapassam essas alturas — é necessária a cisterna com sistema de bombeamento. Com isso, o cliente não vai sentir falta de água”, comenta Arrosi.

ESTABILIDADE NO ABASTECIMENTO - A infraestrutura interna mitiga o impacto de paradas técnicas. Na região Noroeste, onde o índice de reservação é alto, a satisfação com a continuidade atinge 85,5%. Este número traduz o impacto positivo e revela a importância da caixa-d’água. 

“Eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição e o serviço terá que ser interrompido para consertos ou outras intervenções. Também é importante ressaltar que para distribuir água nós dependemos da energia elétrica. Então, quando há falta de eletricidade, pode ocorrer a paralisação no sistema de abastecimento de água. Nesses casos, tendo a caixa-d’água, o consumidor não vai sentir a falta, porque vai ter essa reserva em sua residência”, comenta Arrosi.

Além disso, diferente da eletricidade, a velocidade de deslocamento da água no sistema é muito menor e a retomada do abastecimento depende de vários fatores que são levados em consideração pelos técnicos da Sanepar. Nesses casos, a caixa-d’água residencial funciona como uma garantia. 

METODOLOGIA  – O levantamento contratado pela Sanepar foi realizado pelo Instituto Radar Pesquisas e ouviu no mês de novembro de 2025, 2.900 pessoas, sendo 2.400 de clientes residenciais e 500 clientes de imóveis comerciais em cidades polos de cada região do Paraná.  

 

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imagem mostra uma caixa d"água imagem mostra uma caixa d"água Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa
imagem mostra uma caixa d'água imagem mostra uma caixa d'água Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa
Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel