Os recentes programas e investimentos da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em inovação já mostram resultados significativos no melhor aproveitamento da água tratada.
Um dos exemplos é a ferramenta da startup Stattus4, que está sendo utilizada em Cascavel. Em um ano, o dispositivo já identificou 1.100 vazamentos, sendo 600 deles ocultos, após inspeções de quase 70 mil pontos em 900 quilômetros de tubulações de rede de água.
A ferramenta, chamada de 4fluid, integra inteligência artificial (IA) e capacidade de escuta avançada para realizar a mensuração em menos tempo e com mais confiabilidade de pontos que exigem manutenção, o que contribui diretamente para a redução do desperdício de água.
“Recentemente, lançamos o Programa Sanepar 5.0 que integra todas as ações da empresa que têm as novas tecnologias e a inovação como pilares para a adoção de soluções que resultem em benefícios diretos na melhoria dos serviços de saneamento e também na saúde da população”, comenta o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
A solução foi criada pela startup de Sorocaba (SP), impulsionada pela Companhia na primeira edição do programa de inovação aberta Sanepar Startups.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - Um dos principais diferenciais da tecnologia é a otimização do tempo. O 4fluid é capaz de reduzir o tempo de varredura em 50% em relação a processos tradicionais, agilizando o processo de inspeção de grandes redes de distribuição
A precisão na identificação de vazamentos varia entre 60% e 70% de eficácia, um índice promissor que demonstra a capacidade do sistema em filtrar ruídos e apontar problemas reais.
“A Inteligência Artificial é fundamental nesse processo. É ela que define o vazamento analisando tipos de ruídos captados pelo sistema eletrônico de escuta. Isso permite uma identificação mais precisa”, comenta o técnico da Sanepar e gestor do processo Anderson de Souza Costa.
EFICIÊNCIA E VELOCIDADE - O maior impacto da tecnologia no combate a vazamentos na rede de água está na sua eficiência em localizá-los, especialmente aqueles mais complexos, que estão subterrâneos.
Localizar e combater vazamentos ocultos estão entre os maiores desafios das empresas de saneamento no mundo todo. Um estudo do Instituto Trata Brasil aponta que 40,3% da água tratada se perde pelo caminho de distribuição até as casas.
RESULTADOS - O uso da 4fluid é uma das estratégias que a Sanepar adotou para melhorar sua capacidade em localizar problemas que não seriam facilmente encontrados por métodos convencionais.
Como resultado das inspeções, as equipes de manutenção fizeram reparos em 26 redes identificadas por meio da metodologia e foi possível identificar mais. Além disso, o sistema apontou mais de 700 ligações irregulares, combatendo o consumo ilegal e fraudes.
“A capacidade de identificar os vazamentos rapidamente resulta na economia de recursos que seriam gastos em emergências. Estimamos que, em um cenário sem a intervenção do 4fluid, teríamos o uso de 700 caminhões-pipa extra”, calcula o gerente geral da Sanepar no Sudoeste, Marcio Luis de Souza.
COMO FUNCIONA - Tudo começa com a coleta de dados no campo, que são enviados para a nuvem e a IA faz a análise do ruído. Munidos de um coletor com haste, a equipe que vai a campo faz uma varredura nos medidores de água.
O equipamento possui funções de rastreabilidade da equipe de campo, identificação de hidrômetros e aplicativo específico para o registro do ponto de vazamento. Os dados podem ser acessados via internet, facilitando o controle das informações.
A tecnologia também tem ajudado no atendimento de reclamações de baixa pressão, muitas vezes, um sintoma de vazamentos não visíveis. Além de Cascavel, o sistema tem sido testado em municípios do Sudoeste e Centro Sul do Paraná, e em Curitiba.
SANEPAR STARTUPS - Criado em 2021, o Sanepar Startups é um programa de inovação aberta em saneamento ambiental e tem o objetivo de acelerar startups do setor hídrico brasileiro, por meio da prospecção, seleção e desenvolvimento de projetos inovadores, aptos para a solução de desafios reais, permitindo que seus impactos tenham o maior alcance possível à sociedade.
O programa da Sanepar tem parceria com o Itaipu Parquetec; a Finep (do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações); o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/PR).
Com equipamento desenvolvido pela startup Stattus4, impulsionada pelo programa de inovação aberta Sanepar Startups, a Sanepar encontrou 1.100 vazamentos em 900 quilômetros de tubulações em um ano
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é um dos exemplos de sucesso apresentados pelo Banco do Brasil (BB) na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), em Belém. O case é a inédita captação de R$ 375 milhões, no setor de saneamento, por meio do Eco Invest, uma linha de financiamento vinculada ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC). O vídeo, produzido pelo BB e exibido durante a conferência, mostra as obras ampliação e modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) CIC Xisto, em Curitiba.
A operação, concluída em agosto e coordenada pelo Banco do Brasil, marcou a primeira transação da Sanepar no programa federal focado em investimentos sustentáveis para a infraestrutura de saneamento. Com o investimento, a capacidade de tratamento da ETE será elevada de 490 para 1.368 litros por segundo, substituindo o processo anaeróbio por um tratamento aeróbio mais eficiente.
Essa modernização aumentará a eficiência operacional da unidade, contribuirá diretamente para a melhoria da qualidade da água do Rio Barigui e beneficiará cerca de 700 mil habitantes, consolidando Curitiba – que já registra 100% de água tratada e 99,3% de coleta e tratamento de esgoto – como referência nacional no setor.
PIONEIRISMO - o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, ressalta que o projeto consolida o pioneirismo da Companhia em duas frentes cruciais: o avanço constante na universalização do saneamento e a gestão inovadora de recursos no uso de instrumentos financeiros para tal fim.
“Esta captação de recursos demonstra o envolvimento da Sanepar na busca de uma agenda ambiental focada em práticas de ASG. Somos pioneiros no avanço rumo a universalização do saneamento, mas também ao estruturar operações financeiras complexas que atraem capital para investimentos sustentáveis de longo prazo, garantindo previsibilidade e o melhor custo-benefício para os projetos”, afirma Bley.
PARCERIA ESTRATÉGICA - O instrumento utilizado na estrutura financeira da operação é um dos motivos para o destaque. O financiamento utilizou a modalidade blended finance (financiamento misto), combinando recursos subsidiados do Governo Federal (via Fundo Clima) com o restante por meio da 1º emissão de uma Nota Comercial Privada, instrumento financeiro que, excepcionalmente, foi emitido com um prazo alongado de 10 anos. Este produto também foi inovador para a Companhia.
O diretor de Relações com Investidores da Sanepar, Abel Demetrio, destacou o papel estratégico do parceiro financeiro. "A parceria com o Banco do Brasil foi fundamental para viabilizarmos esta operação inovadora e complexa. O BB coordenou a emissão e reconheceu o projeto da Sanepar como um vetor de mobilização de capital para investimentos verdes, mostrando a confiança no nosso plano e na nossa capacidade de execução ", explica Demetrio.
DESENVOLVIMENTO - O projeto da ETE CIC Xisto se alinha diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). O uso do Eco Invest insere a Sanepar na agenda brasileira de mobilização de capital privado para projetos verdes, confirmando o status da Companhia como líder em sustentabilidade e eficiência operacional no saneamento.
Companhia captou R$ 375 milhões via Eco Invest, garantindo recursos para a ampliação da ETE CIC Xisto. Obra beneficiará 700 mil habitantes de Curitiba e Região Metropolitana
Com a confluência dos rios Iguaçu e Paraná, a Roda Gigante e a Ponte de Integração como cenário, Foz do Iguaçu encerrou o circuito Corridas Sanepar edição 2025 no interior do Paraná. Na manhã deste domingo (16), mais de 1.800 atletas de diversas cidades do Brasil e da região da fronteira participaram do evento, número recorde de público.
Mais do que uma competição, o circuito Corridas Sanepar tem como objetivo promover a saúde com incentivo a hábitos saudáveis e a conscientização sobre a importância da preservação da água e dos recursos naturais. O projeto está em sua 4ª edição, consolidando-se como um dos grandes eventos esportivos do Paraná, com a participação de mais de 15 mil corredores ao longo das edições.
O presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que esta é uma das atividades mais relevantes para conscientizar a população em relação aos cuidados com a saúde física e mental, por meio da prática esportiva e da hidratação com água tratada. “É uma iniciativa que está ligada aos valores e princípios da Companhia e que nos aproxima da comunidade, inclusive promovendo bons exemplos na convivência familiar, com a categoria ‘kids’, em que pais, mães e filhos podem praticar a corrida lado a lado, num momento feliz que certamente ficará na memória daquela família”, diz.
Jean Carlos Franzon veio junto com um grupo de atletas da cidade vizinha de São Miguel do Iguaçu para participar desta etapa das Corridas Sanepar. Aos 45 anos, Jean Carlos trabalha na prefeitura da cidade e correu 5 km. “Este é o segundo ano que venho para esta corrida. Vim com a equipe de 20 atletas da equipe São Miguel Runner. Depois que a gente pega o gosto, não quer perder mais nenhuma edição”, comenta.
O circuito Corridas Sanepar também contou com a participação ativa de empregados da Companhia que fazem questão de participar das edições da prova patrocinada pela empresa. Wagner Dias Marins, 34 anos, operador de estação de tratamento de água em Foz, participa pela terceira vez do evento. “A prova é bem organizada e hoje eu fiz os 5 km em 22 minutos”, diz. Wagner é um entusiasta das corridas de rua. “Eu participo de corrida de rua já tem 13 anos. Antes mesmo de eu entrar na Sanepar eu já corria. E é muito bacana, a gente conhece pessoas e faz amizades”, comenta.
PREMIAÇÃO E PRÓXIMAS CORRIDAS - Foram premiados os três primeiros lugares das categorias de diversas faixas etárias, nas modalidades feminino e masculino, nas distâncias de 5 km e 10 km. As crianças participaram na modalidade Kids e os adeptos da caminhada fizeram o percurso de 5 km.
Além de Foz do Iguaçu, desde janeiro foram realizadas oito etapas nas cidades de Guaratuba, Matinhos, Maringá e Londrina. No dia 14 de dezembro será a vez de Curitiba sediar a corrida, encerrando o Circuito de 2025 na capital paranaense.
O Projeto Corridas Sanepar 2025 é uma parceria entre a Sanepar e o Governo do Estado do Paraná, com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e do Ministério do Esporte, e realização da AENT - Associação Esportiva. Para participar da próxima prova, os interessados devem fazer a inscrição exclusivamente pelo site: https://www.corridassanepar.com.br.
A prova ocorreu na manhã de domingo (16) e consolida-se como um evento que atrai moradores e turistas para a fronteira
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) transforma restos de alimentos enviados por empresas e lodo (material resultante do tratamento de esgoto) em sua usina de produção de bioenergia, a US Bioenergia, em São José dos Pinhais, onde é gerado biogás que pode ser convertido em energia elétrica ou térmica.
Na usina, a Sanepar escolheu a primeira opção: o biogás, atualmente, gera 28 megawatts por hora em energia elétrica, o que seria suficiente para atender 5,6 mil casas em 24 horas.
“Com o pensamento inovador, ousado e criativo de nossos empregados, a Sanepar entrou no ciclo da bioeconomia e da economia circular. Convertemos o lodo, que era um passivo oriundo do tratamento de esgoto, em um ativo que respeita e preserva o meio ambiente, gerando energia renovável”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
A US Bioenergia está localizada junto à Estação de Tratamento de Esgoto Belém. Lá, os resíduos de alimentos e o lodo são colocados em biodigestores, uma área sem oxigênio (anaeróbica), onde são decompostos por bactérias. Nesse processo, é desprendido o biogás, rico em metano.
A Companhia identificou há anos que, entre seus maiores desafios, um é ambiental: reduzir a emissão de gases poluentes e de resíduos sem uso no tratamento do esgoto; o outro, é econômico: a energia elétrica é um dos maiores custos no saneamento.
ENTRE OS MAIORES DO MUNDO – Entre as soluções para mitigar os dois desafios, a Sanepar investiu na solução tecnológica mais eficiente: além da US Bioenergia, a primeira unidade da empresa a usar resíduos de alimento combinados ao lodo na produção de biogás, há outras de 200 estações de tratamento de esgoto pelo Paraná equipadas com reatores anaeróbicos, formando um dos maiores parques de produção do biogás no saneamento do mundo.
Atualmente, só a usina da Sanepar em São José dos Pinhais transforma, diariamente, 1.050 toneladas de material de descarte, produzindo entre 11 mil normal metro cúbico por dia (Nm³/dia, unidade de medida para volume de gás) e 14 mil Nm³/dia de biogás. Esse volume é convertido nos 28 megawatts por hora de eletricidade.
BLEND DE RESÍDUOS – Uma das inovações da US Bioenergia é a combinação de produtos que antes seriam descartados na produção do biogás que vai gerar energia elétrica. O “blend” é formado por 900 toneladas de lodo gerado diariamente na estação de tratamento Belém.
Na prática, a produção é injetada na rede da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). O valor dessa energia é abatido da fatura da Sanepar, cobrindo o consumo de 40 unidades da Companhia, como estações de tratamento de água, esgoto e elevatórias.
O restante, as 150 toneladas diárias de resíduos alimentares, são enviados por empresas que contrataram a Companhia para destinar alimentos inservíveis para um descarte adequado. Entre as que utilizam o serviço estão a Central Estadual de Abastecimento do Paraná (Ceasa) e a Ares do Paraná, especializada em gestão de resíduos (ambas de Curitiba), e a Risotolândia, de Araucária, que produz e comercializa 550 mil refeições por dia.
VANGUARDA - A Sanepar foi pioneira na produção de energia elétrica a partir do esgoto, há 16 anos, quando já buscava respostas inovadoras para reduzir o volume de resíduos e seus custos com energia.
Em 2009, a Estação de Tratamento de Esgoto Ouro Verde, em Foz do Iguaçu, iniciou a produção de biogás, tornando-se a primeira estação de tratamento a aderir ao sistema de compensação de energia elétrica certificada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Há dois anos, a maior estação de tratamento de esgoto do Paraná, a Atuba Sul, em Curitiba, ganhou um sistema de secagem do lodo, que utiliza energia térmica resultante do biogás gerado somada à biomassa.
O sistema é capaz de processar 5 toneladas de lodo por hora, transformando-o em cinzas e evitando o envio de grandes volumes de material para aterros sanitários. Graças a essa tecnologia, a Sanepar deixará de enviar para aterro sanitário cerca de 3.800 toneladas do lodo gerado na maior estação de esgoto do Estado todo mês.
ALÉM DA ENERGIA RENOVÁVEL – A implementação em seu negócio de ações de sustentabilidade ambiental adotadas pela Sanepar, como o uso circular dos resíduos do tratamento de esgoto, faz parte do compromisso da Companhia em manter um vínculo de responsabilidade com a sociedade por meio de ações e investimentos para a saúde pública e o desenvolvimento sustentável do Paraná.
De acordo com o diretor-presidente Wilson Bley, até 2029, serão alocados R$ 11,8 bilhões em obras destinadas a manter o índice de acesso da população à água tratada, reduzir as perdas de água e implantar e ampliar os sistemas de coleta e tratamento de esgoto, um investimento que alinha o Paraná às metas globais.
DE OLHO NA COP-30 – Cinco dos municípios brasileiros que estão no top 20 dos melhores índices de saneamento do país, segundo o Ranking do Instituto Trata Brasil (2025) são atendidos pela Sanepar. As cidades de Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Maringá, Curitiba e Londrina apresentaram indicadores positivos referentes ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, tratamento de esgoto, investimentos por habitante e número perdas na distribuição e por ligação.
Essa realidade, contudo, é diferente em outras localidades do Brasil. A mesma pesquisa indicou que o Pará (PA), sede da COP-30, apresenta indicadores precários: apenas 51,6% da população é atendida com água potável e somente 17,3% com coleta de esgoto, enquanto apenas 19,3% do esgoto gerado é tratado. A capital Belém, por exemplo, está entre os 20 piores municípios da pesquisa, ocupando a posição 95 ª na classificação.
Já Curitiba, foi 1ª capital do país a ter atingido as metas do novo marco regulatório, com 100% de água tratada e 99% da coleta e tratamento do esgoto. Na pesquisa, Curitiba ocupou o 18º lugar, e garantiu a posição no top 3 capitais com o melhor saneamento do Brasil.
Pensando no futuro dos paranaenses, a Sanepar pretende alcançar, até 2030, o acesso universal à água e ao saneamento nas localidades em que está inserida, integrando setores e operações e seguindo um Plano Estratégico de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas.
Sanepar vai além do tratamento de água e esgoto e, com usina de biogás, produz eletricidade suficiente para iluminar 5,6 mil casas a partir de resíduos que teriam os aterros como destino
Alunos da Escola Estadual Paiçandu fecharam, nesta quinta-feira (13), as atividades do Sustentabilidade: da Escola ao Rio. O projeto da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) leva jovens a reconhecerem a bacia hidrográfica onde a sua escola está inserida, observando o caminho da água e os diversos impactos que influenciam na sua qualidade e quantidade.
Dentro da programação, que envolveu 42 alunos e professores do 1º ano do Ensino Médio, foram realizadas visitas de campo com o reconhecimento da bacia hidrográfica do Ribeirão Bandeirantes do Sul, coleta e análise da qualidade da água do corpo hídrico e visita técnica na estação de tratamento de água Sanepar.
Com um kit didático fornecido pela Sanepar, os estudantes investigaram parâmetros físicos, químicos e microbiológicos da água do Ribeirão. “Eu aprendi bastante sobre a bacia hidrográfica, sobre a questão de preservação, aprendi muito também sobre PH da água. Foi bem interessante observar que tem oxigênio, amônia, que tem nitrito, nitrato, fosfato (na água do ribeirão)”, afirma a jovem Ana Cecília de Almeida. A estudante fez questão de dizer que o projeto da Sanepar lhe agregou importante conhecimento e aprendizado. “Agregou muito e foi uma experiência bem legal, achei o projeto maravilhoso”, elogia.
Franciele Siqueira, professora de Química e Física, acompanhou os alunos nas diversas atividades propostas. Durante a visita na estação de tratamento de água, ela comemorou: “Tenho visto os estudantes bem envolvidos fazendo anotações. Eles estão compreendendo o projeto e esse desenvolvimento, em várias etapas, é bem legal porque dá esse tempo para assimilar todo o percurso da água desde a nascente até a torneira da casa deles”, resume.
A professora conta que também aprendeu com a turma, desde o reconhecimento da bacia, retomando a noção de nascente in loco, bem como o entendimento sobre a importância da mata ciliar, até a estação de tratamento, vendo os detalhes do processo de potabilização da água.
A gestora ambiental da Sanepar responsável pelo projeto, Andrea Fontes, avalia que os participantes compreenderam a complexidade que é o saneamento, bem como as inter-relações que ocorrem na bacia e que podem afetar a disponibilidade da água, a mobilidade e a qualidade hídrica. “Como resultado desse trabalho, num terceiro encontro, os alunos ficaram responsáveis por produzir vídeos que representassem um pouco do aprendizado que eles tiveram, bem como a busca de saídas para os desafios para uma maior sustentabilidade das nossas bacias hidrográficas e da nossa água”, conclui.
INVESTIMENTOS - O Sustentabilidade: da Escola ao Rio busca desperta nos participantes o senso de pertencimento ao meio ambiente. Esta atividade integra o Programa de Intervenção Socioambiental em Obras de Saneamento em execução como contrapartida ao financiamento da Caixa Econômica Federal para obras de saneamento em Paiçandu.
Parte do recurso financiado deve ser destinada a atividades de educação socioambiental. “Nós já realizamos oficina de sabão, realizamos uma reunião comunitária e também há previsão, na próxima semana, de um curso de facilitadores em saneamento voltado para agentes de saúde. E, futuramente, vamos realizar também com a comunidade uma oficina de PANCS, que são Plantas Alimentícias Não Convencionais”, resume Andrea Fontes.
Com atividades práticas, jovens refletem sobre o caminho da água e os impactos ambientais na bacia hidrográfica
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) iniciou um mapeamento inédito das águas subterrâneas utilizadas para o abastecimento público, com a coleta e análise das águas de poços no Litoral do Paraná. A ação parte dos esforços da Sanepar para garantir disponibilidade e qualidade da água agora e no futuro. As coletas ocorreram em duas minas utilizadas pela Sanepar no abastecimento público de Guaraqueçaba e em um poço da localidade de Sambaqui, em Morretes.
As atividades integram o projeto Segurança Hídrica com Águas Subterrâneas (SegHidro) implantado pela Companhia em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Com o SegHidro, teremos um monitoramento detalhado de cerca de 1,3 mil poços em operação pela Sanepar no Paraná, com dados sobre a qualidade e a quantidade das águas subterrâneas utilizadas para abastecimento público, trazendo melhores condições para o gerenciamento sustentável deste recurso, especialmente com os crescentes desafios climáticos. Essa é uma das maiores campanhas de amostragem de águas subterrâneas já realizadas no país, sendo um monitoramento inédito em seu formato e abrangência”, explica a gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Assis Mendes.
Ester lembra ainda que o SegHidro busca o estabelecimento de parcerias, convênios e investimentos visando a segurança da água e a garantia de disponibilidade do recurso em quantidade e qualidade suficientes para o abastecimento público. Ela informa que o estudo sobre as águas subterrâneas ocorre em parceria com UFPR por meio do Laboratório de Pesquisas Hidrogeológicas (LPH) da Universidade, que tem quase três décadas de trabalho com análises de águas e as pesquisas em hidrogeologia.
DESAFIO - No Litoral, as amostras foram coletadas pelo empregado da Sanepar Jonas Alves Machado, que recebeu treinamento específico para o trabalho do SegHidro. “O primeiro desafio de uma coleta é o acesso, pois nem sempre os locais são fáceis de chegar. Em Guaraqueçaba, por exemplo, apenas para o acesso a uma mina, precisamos percorrer 1.200 metros a pé, dentro da mata. Precisei do auxílio de dois outros colegas que conhecem bem a região, José Rogério Machado e Luis Fernando Terezin. Para o local, levamos equipamentos e instrumentos que permitem a coleta de modo seguro e adequado e também a realização de análises de alguns parâmetros, como temperatura, pH e condutividade”, conta Jonas.
Assim como Jonas, todos os demais empregados amostradores da Sanepar (pessoal treinado para coletar amostras) levam para o campo uma maleta especial com um equipamento de medição e soluções específicas de calibragem da sonda multiparamétrica. Além das análises no local da coleta, os amostradores devem ter outros cuidados específicos, como a manutenção das amostras a uma temperatura que não ultrapasse os 6º C, uma exigência para análises microbiológicas em laboratório.
Os resultados das análises alcançados no momento da coleta são inseridos num aplicativo de caracterização de dados de campo, o CDC, criado por Ronaldo Wander Fernandes, outro empregado da Sanepar. A partir das inserções, os dados poderão gerar uma “fotografia” de como estão as fontes subterrâneas analisadas.
AGENDA – As próximas coletas de águas subterrâneas ocorrerão em dezembro em poços e minas da região de Foz do Iguaçu e de Toledo. De acordo com Ester, a fase de coleta de amostras levará nove meses, mas o trabalho do SegHidro possui outras etapas e, pelo convênio atual, seguirá, pelo menos, até 2030. “O trabalho foca na disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento às necessidades humanas, à prática das atividades econômicas e à conservação dos ecossistemas aquáticos, com a possibilidade de serem desenvolvidos outras atividades e outros projetos para a segurança hídrica, conservação e restauração do meio ambiente e promoção da saúde”, detalha a gerente da Sanepar.
As águas subterrâneas representam 18% do total de fontes de abastecimento no Paraná, atendendo 630 localidades. As amostras coletadas no SegHidro seguem para análises na Gerência de Avaliação de Conformidades da Sanepar (GACF) e para o LPH da UFPR.
Ação é parte do monitoramento de 1,3 mil poços em operação pela Sanepar e conta com apoio da UFPR. Análises auxiliarão no gerenciamento sustentável da água e em ações para a garantia de disponibilidade do recurso
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está realizando cursos sobre hidráulica em Piên. O foco são pequenos consertos e a execução correta das ligações de esgoto das casas à rede pública de esgotamento sanitário. Na cidade, a Sanepar investiu cerca de R$20 milhões em obras de esgotamento sanitário e já é possível fazer as conexões dos imóveis às redes coletoras.
Gratuitos, os treinamentos da Sanepar podem ser feitos por homens e mulheres, maiores de 18 anos. Um desses cursos está sendo realizado nesta sexta-feira (07/11) no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Piên, com a participação de moradores, contatados com apoio da Agência do Trabalhador local. O próximo curso da Sanepar em Piên será nos dias 3 e 4 de dezembro, com as inscrições abertas pelo Whatsapp: (41) 99259-9652.
TEMAS - O empregado da Sanepar, Wilson Dib Júnior, explica que o curso está dividido em duas partes, sendo a manhã dedicada à água e a tarde, ao esgoto. “Os participantes irão aprender diversos tipos de serviços que podem ser realizados no ambiente doméstico, como pequenos reparos e identificação de vazamentos, mas também aprenderão como se faz a ligação correta de esgoto das residências à rede da Sanepar. Isso é fundamental para o bom uso da rede da Sanepar, sendo que os participantes aprendem o que precisam para fazer a ligação em suas casas e também podem usar o conhecimento para fazer para vizinhos e outras pessoas que precisem, o que pode criar uma nova oportunidade de trabalho, como alternativas de trabalho e de renda. Os treinamentos também trazem aperfeiçoamento para quem já trabalha com isso”, explica.
A oficina faz parte do Programa de Intervenção Socioambiental em Obras de Saneamento da Sanepar que prevê diversas atividades. “Visitas domiciliares de sensibilização ambiental e de orientação técnica sobre as ligações de esgoto, reuniões domiciliares e vistorias técnicas também fazem parte do Programa. Em Piên, dentro do Programa, também foram instaladas três colmeias de abelhas nativas sem ferrão em unidades educacionais do município e foi realizada uma oficina sobre horta doméstica em uma escola da cidade, como parte de trabalhos de educação socioambiental”, informa Dib.
OBRAS - A Sanepar implantou 23 mil metros de rede coletora de esgoto, 770 ligações de esgoto e construiu uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), além de emissário, estação elevatória de esgoto e linha de recalque Em Piên. “Com as obras passaremos a atender todo o perímetro urbano da cidade, com uma ETE capaz de tratar até 6 litros por segundo”, conta o gerente de Obras da Sanepar, Anderson Presznhuk.
Em Piên, as obras estão finalizadas. “Estamos com a Estação e as obras prontas, sendo necessário que a população faça as ligações corretas e usufrua do benefício do sistema de esgotamento sanitário. Os serviços da Sanepar trazem novos horizontes para Piên e fazem parte dos esforços da Companhia para a universalização do saneamento, ideal que a Sanepar tem perseguido desde a sua fundação e que é cada vez mais impulsionado pelo governo Estadual”, afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Além das obras realizadas, os investimentos da Sanepar no município devem elevar o atendimento com redes de esgotamento a 90% até 2033, conforme estabelece o novo marco legal do saneamento básico, previsto pela Lei n.º 14.026. As obras de esgotamento sanitário são fundamentais tanto pela qualidade de vida quanto pela questão ambiental e mesmo pela valorização dos imóveis. Bley ressalta ainda que o objetivo da Sanepar é atingir a meta legal antes do prazo previsto em lei. “O governador tem colocado como meta o ano de 2030 e estamos trabalhando firmemente para isso porque entendemos que o saneamento é um caminho seguro e necessário para a qualidade de vida, em inúmeros aspectos e de modo amplo, em todo o Paraná”, diz Bley.
Serviço:
Evento: Curso de Hidráulica
Datas: 3 e 4 de dezembro de 2025 (à tarde)
Público: moradores de Piên, homens e mulheres, acima de 18 anos
Inscrições abertas pelo Whatsapp: (41) 99259-9652
Curso está relacionado a obras de saneamento de R$20 milhões na cidade. Inscrições para oficina de dezembro estão abertas