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Sanepar investe R$ 13 milhões na modernização do tratamento de esgoto de Cambará

Enviado por Giovanna Migot… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 13 milhões na obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari em Cambará. Trata-se de um sistema moderno de pós-tratamento do esgoto, incluindo uma tecnologia inovadora na gestão do lodo: o modelo conhecido mundialmente como wetland ("zona úmida", na tradução), mesmo processo realizado pela natureza em áreas úmidas ou pantanosas.

O gerente Geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite, explica que as raízes das plantas fazem a filtragem da água final do processo de tratamento do esgoto e retém o lodo: “uma tecnologia mais sustentável e natural para o tratamento”, indica o gerente sobre o ganho ambiental.

“A gente consegue concentrar o lodo e fazer a degradação natural dele através de plantas, reduzindo produtos químicos e equipamentos para secagem do lodo”, destaca, Leite, também sobre o quesito econômico. O processo comum de gestão do lodo usa polímero e uma centrífuga ou de leitos de secagem, que exigem um esforço para manejo.

Na última semana, o prefeito de Cambará, Walcir Joaquim, conheceu em detalhes a tecnologia implantada na ETE Alambari. “Wetland é um diferencial por combinar o sistema de lodos ativados com o tratamento por plantas. Trata-se de uma das primeiras estruturas desse tipo no Norte do Paraná, reforçando o caráter inovador do modelo utilizado no nosso município”, disse.

Para Walcir, a visita também valeu para estreitar os laços com a Sanepar. “Queremos evidenciar e agradecer a importância dos investimentos em saneamento para a melhoria da qualidade de vida da população, o fortalecimento da saúde pública e a preservação do meio ambiente”, comenta.

“Seguimos acompanhando de perto ações e investimentos importantes que ajudam a construir uma Cambará cada vez melhor para todos“, ressalta o prefeito.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, conta que a Sanepar tem investido cada vez mais em tecnologias sustentáveis, além de manter as portas abertas para encontrar soluções conjuntas com os municípios.

”Mantemos sempre um diálogo aberto e franco com o poder concedente para que vejam como estamos tratando dos sistemas de água e esgoto nos municípios. Mesmo onde já alcançamos a universalização do saneamento, como é o caso de Cambará, aprimoramos os processos de tratamento para promover mais saúde e qualidade ambiental”, destaca Bley.

Segundo o presidente, o sistema wetland tem ainda um apelo importante no quesito sustentabilidade: ao invés de emitir, retém carbono.


ESTRUTURA - A obra de ETE Alambari entrou em etapa final. O sistema de pós-tratamento de efluente tem tecnologia de reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASB) e tratamento biológico por um sistema de Lodos Ativados em Batelada (SBR). Este promove a remoção de matéria orgânica e nutrientes como fósforo e nitrogênio com alta performance.

Na ETE Alambari, os wetlands ocupam área de 1.600 metros quadrados e receberam receberam em torno de 1.120 toneladas de camadas entre areia grossa e brita, além de centenas plantas de banhado.

GESTÃO DO LODO – O modelo de wetlands vem sendo implantado gradativamente pela Sanepar em estações de tratamento de esgoto no Paraná. Existem duas aplicações desta tecnologia: no meio do processo de tratamento do esgoto e final, para tratar o lodo. Neste, o lodo é depositado sobre camadas filtrantes, incluído as raízes das plantas, que ajudam a eliminar poluentes além de evitar maus odores. Como exige o modelo, antes o solo é preparado com geomembrana, visando a sua impermeabilização.  

A Sanepar iniciou a implantação de wetlands pelo Oeste do Paraná. O projeto-piloto data de 2020 em Santa Helena. Atualmente o modelo que trata o lodo do esgoto está funcionando em Assis Chateaubriand e Vera Cruz do Oeste.  No Norte do Paraná, a tecnologia já está sendo utilizada em Cambará, Cornélio Procópio (ETE Tangará II) e Joaquim Távora.  

Nos canteiros, o tratamento do lodo é feito por desidratação e mineralização, por meio de bactérias que aderem nas superfícies das raízes das plantas. O material é transformado em composto orgânico estável, ou seja, inertizado e pronto para uso agrícola. O período de acúmulo é de 5 a 10 anos, sem necessidade de manejo neste prazo.

O modelo está sendo implantado em Serranópolis, Saudade do Iguaçu, Turvo, Pinhão, Palotina e Curitiba (ETE CIC/Sisto), onde existem obras de ampliação das estações.  

SOLUÇÃO NATURAL - A outra modalidade de aplicação, em substituição ao tratamento convencional de efluentes, já opera em Quatiguá, também no Norte do Estado. Lá os tanques com plantas estão no meio do processo, sendo, na verdade o core.  Há obras, neste sentido, também em estações de tratamento de esgoto de Ramilândia, Saudade do Iguaçu e Roncador.

 

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari ganhou módulo de pós tratamento e wetlands para tratar o lodo do esgoto

Pesquisa e Inovação
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Cambará recebe R$ 13 milhões de investimentos para modernizar estação de tratamento de esgoto
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Prefeito Walcir conhece detalhes da nova tecnologia com raízes de plantas para tratar lodo
estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz estação de tratamento de esgoto com tecnologia para tratar esgoto com zona de raiz Prefeito Walcir conhece detalhes da nova tecnologia com raízes de plantas para tratar lodo
Cambará
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Sanepar investe R$ 45,5 milhões em Santo Antônio da Platina

Enviado por Giovanna Migot… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 45,5 milhões na obra de ampliação do esgotamento sanitário de Santo Antônio da Platina. Um sistema moderno de pós-tratamento foi implantado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Boi Pintado visando maior eficiência operacional da unidade. O empreendimento garante redução de carga orgânica do processo de tratamento, o que resulta num efluente final de melhor qualidade ambiental.

“Com este grande volume de investimentos em saneamento, Santo Antônio da Platina conquista ganhos ambientais importantes. A cidade já alcançou a meta de universalização do serviço de esgoto com 93% dos imóveis atendidos. Agora, o que estamos fazendo implica em melhores parâmetros de qualidade da água que é devolvida ao rio”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

O prefeito Gil Martins conheceu detalhes da tecnologia embarcada na obra, na tarde desta quinta-feira (12), acompanhado pela equipe de gerentes e técnicos da Sanepar. Ele se diz muito satisfeito com a parceria que a Companhia mantém com o município, pelos recursos aplicados e atendimento prestado. “A gente fica muito satisfeito com o trabalho, com a seriedade que a Sanepar conduz, não só o fornecimento de água, mas, principalmente, a sustentabilidade através do esgotamento sanitário”, destaca.

O gerente Geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite, afirma que a Sanepar tem buscado melhorar seus processos cada vez mais, para fazer frente às exigências legais, considerando especialmente a legislação ambiental do Paraná, que é uma das mais rigorosas do país. Ele também considera que as tecnologias aplicadas na ETE Boi Pintado representam um importante avanço na preservação ambiental do seu entorno. “O efluente, às vezes, chega a ter uma qualidade superior à da água do rio”, comenta.

A OBRA – A obra de ampliação da ETE Boi Pintado, em Santo Antônio da Platina, já entrou em fase final de testes. A unidade recebeu diversos equipamentos novos, como um sistema de entrada mecanizado e uma câmara de stripping, com filtro e sopradores. Este equipamento reduz a emissão de gases, reduzindo emissão de odores. Além disso, foi implantado um sistema biológico de tratamento aeróbio em tanques metálicos modulares de alta eficiência.

Também participaram da visita desta quinta-feira (12), a primeira-dama do município, Fátima Izak, e o secretário de Planejamento, Giovanne dos Santos Leite. Pela Sanepar, estavam a gerente Comercial da Região Nordeste, Evelise Kluk, a gerente Regional de Santo Antônio da Platina, Flávia Garcia, e o coordenador Industrial, Francisco Messias da Silva.  

Obra amplia e moderniza ETE Boi Pintado, com ganho na eficiência do tratamento do esgoto da cidade

Esgoto
autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto Investimentos da Sanepar em Santo Antônio da Platina superam R$ 45 milhões
autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto Ampliação e modernização da ETE Boi Pintado resultam em ganhos ambientais
autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto Ampliação e modernização da ETE Boi Pintado resultam em ganhos ambientais
autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto Em visita à obra, prefeito Gil Martins destaca investimentos e atendimento da Sanepar no município
autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto autoridades e representantes da sanepar visitando a estação de tratamento de esgoto Em visita à obra, prefeito Gil Martins destaca investimentos e atendimento da Sanepar no município
Santo Antônio da Platina
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Sanepar abre edital de credenciamento que amplia distribuição de lodo para a agricultura

Enviado por Ediane Battistuz em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) apresenta uma oportunidade inovadora e inédita a produtores rurais da região Noroeste que desejam se beneficiar com o uso do lodo agrícola em suas lavouras. Foi lançada nesta quinta-feira (12) a 1.ª chamada do Edital de Credenciamento para Uso de Biossólidos na modalidade "Reserva", por meio do qual donos de pequenas, médias e grandes propriedades rurais poderão solicitar e garantir, mediante pagamento de Valor Básico de Disponibilidade (VBD) + Transporte, a utilização do biossólido, denominado de SaneBio.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destacou o trabalho de criação de receitas acessórias pela empresa. “Essa iniciativa transforma um passivo da empresa em um ativo. Esse projeto de disponibilização para agricultura já é desenvolvido há um bom tempo pela Sanepar, mas a partir de agora passamos a oferecer uma regularidade de reserva para os interessados, gerando uma previsão de receitas para a empresa que será investida no desenvolvimento de novas tecnologia e na modicidade das tarifas para os clientes”, declarou Bley.

Presente no lançamento do Edital, o gerente de sustentabilidade do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Amauri Ferreira, fez questão enaltecer os envolvidos no projeto. “O Paraná é referência na agricultura para o Brasil e cada vez mais vamos resgatando os valores da sustentabilidade. Por isso, parabenizo os técnicos envolvidos nesse projeto que transforma um resíduo em um produto sustentável e de ótima qualidade para uso na agricultura do nosso estado”, disse Ferreira.

Nesta primeira etapa do projeto, serão produzidos SaneBio nas unidades da Sanepar de Campo Mourão, Cianorte, Maringá, Nova Londrina, Paiçandu, Paranavaí e Umuarama. Contudo, o solicitante poderá também transportar e utilizar em outras cidades, incluindo até o estado de São Paulo. 

“Essa inovação foi estudada e aplicada para facilitar e permitir maior previsibilidade ao agricultor no uso do lodo tratado da Sanepar e agilizar esse processo. A Companhia vai continuar disponibilizando o biossólido para pequenos produtores de forma gratuita por meio do Programa de Destinação do Lodo. Porém, nesta nova modalidade Reserva – VBD, o agricultor terá a garantia da disponibilização do biossólido na quantidade e no prazo necessários para atender as suas necessidades, por um valor quase simbólico”, esclareceu o diretor-presidente da Companhia.

A solicitação deve ser feita direto no site da Sanepar: www.sanepar.com.br/edital/credenciamento/projeto-piloto-de-valoracao-do-lodo-agricola-sanebio. O credenciamento para a 1.ª chamada dos lotes de SaneBio já disponíveis pode ser feito até o dia 10 de abril. A Sanepar disponibiliza um e-mail para tirar dúvidas e dar mais informações sobre o programa: sanebio@sanepar.com.br. Todas as informações sobre documentação exigida, tipos de lodo, valores por tonelada e mais detalhes do processo estão no edital.

DIFERENCIAL – O lodo agrícola é uma alternativa com alta performance, custo bastante competitivo e desempenho igual ou superior a biofertilizantes de mercado. Ao solicitar o lodo agrícola na modalidade Reserva – VBD, o produtor garante a reserva da quantidade e da data em que poderá contar com este insumo, podendo escolher a melhor logística de transporte e o tipo mais adequado de biossólido para a cultura que ele cultiva. 

“O Valor Básico de Disponibilidade (VBD) refere-se ao valor a ser pago pelo solicitante calculado com base na tonelagem de biossólido disponibilizado e definido por meio de projeto agronômico, também elaborado pela Sanepar. O volume mínimo de solicitação é de 50 toneladas e o volume máximo não pode ser superior a 60% da quantidade disponibilizada em cada lote”, comentou o especialista Charles Carneiro, da Diretoria de Inovação e Novos Negócios da Sanepar.

COMO FAZER A RESERVA – Para credenciar-se, o solicitante deve preencher formulário no site com dados pessoais, culturas em que deseja utilizar o produto, quantas toneladas pretende aplicar, tamanho em hectares da área que deve receber o insumo, tipo de transporte (se próprio, terceirizado ou via contrato com a Sanepar). É necessário, também, anexar análise de fertilidade do solo da área solicitada e marcar no Google Earth o local aproximado da propriedade e da área que receberá o biossólido, incluindo a marcação de residências e poços existentes na área.

“A recomendação agronômica, o projeto agronômico, a pesagem e o carregamento são serviços realizados pela Sanepar. Pedágios e aplicação na propriedade são responsabilidades do solicitante. Quanto ao transporte, o credenciado pode solicitar à Sanepar o transporte do biossólido, mediante pagamento, ou pode optar por transporte próprio ou contratado, desde que o veículo seja licenciado para tal atividade, compatível e tenha autorização ambiental para transporte de resíduo sólido não perigoso, de acordo com as normas técnicas de segurança”, explicou o engenheiro agrônomo Marco Aurélio Knopik, responsável técnico da Sanepar.

Ao admitir a solicitação, a Sanepar verifica se todos os requisitos exigidos (baseados nas exigências técnicas agronômicas e das legislações de órgãos ambientais) foram seguidos e inicia o processo de análise e aprovação. Técnicos da Companhia avaliam, por exemplo, se a área definida é apta a receber o biossólido e se a quantidade pretendida está adequada. Após o encerramento do período de inscrições, em até 20 dias o solicitante terá retorno da Sanepar.

Após receber via e-mail a conta serviço (boleto), o solicitante terá um prazo de até 10 dias corridos para fazer o pagamento e, emitida a autorização de coleta, o biossólido deverá ser retirado em até 15 dias em uma das Unidades de Gerenciamento de Lodo indicadas. Após o término do transporte, todo o volume de lodo precisa ser aplicado no solo em até 30 dias, no máximo.

O ACESSO AO SANEBIO E VALORES – O edital que oportuniza a reserva do biossólido será realizado em períodos específicos de, em geral, 30 dias corridos, conforme divulgação no site da Sanepar para cada chamada. As solicitações não contempladas, mas que atenderem a todos os critérios de elegibilidade, automaticamente serão posicionadas em cadastro de reserva para lotes subsequentes. Os valores dos cinco tipos de biossólido foram definidos de acordo com o teor de umidade, teores de nutrientes e intensidade de tratamento (mais ou menos cal). A disponibilidade de novos lotes, os períodos de credenciamento e os prazos para solicitação sempre serão informados no site da Sanepar.

RECONHECIMENTO – A Sanepar é reconhecida e citada no Brasil e em outros países como exemplo pelo seu engajamento com os princípios da produção mais limpa, e também por ter transformado radicalmente, nos últimos, sua gestão de lodo. A Companhia deu um salto estratégico expandindo suas rotas de destinação do lodo, em especial nos últimos anos. 

“Até 2023, a Companhia tinha majoritariamente apenas três opções de destinação do lodo: reciclagem agrícola, biodigestão e aterro sanitário. Com pesquisa, melhorias de gestão e desenvolvimento operacional nessa área, em 2026 já são dez estratégias postas em escala, que agora somam-se a esta valoração de uma das mais importantes rotas – a agricultura – garantindo e expandindo as possibilidades de destino correto e adequado ao lodo de esgoto e ampliar ainda mais a entrega deste insumo que tem se mostrado tão benéfico na produção agrícola”, explicou o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior.

O diretor-presidente da Sanepar destacou que essa evolução “demonstra o amadurecimento das soluções dentro da empresa, saindo da escala de bancada para a operação plena. Por isso, hoje, além de pioneira, a Sanepar é líder nesse sentido. Nosso Programa de Destinação Agrícola do Lodo de Esgoto, que acumula mais de 30 anos de pesquisa e desenvolvimento, é reconhecido pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) como boa prática de gestão sustentável”. Apenas nos anos 2024 e 2025, a Sanepar destinou cerca de 60 mil toneladas de lodo higienizado a 315 agricultores paranaenses, promovendo a correção do solo e o aporte de nutrientes para culturas como soja, milho, trigo e café, fazendo do Paraná o estado com maior aplicação dessa técnica no país.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES – A destinação final do material proveniente do processo de tratamento do esgoto doméstico ainda é um dos maiores desafios do setor de saneamento básico. A produção desse material é diretamente proporcional à expansão e eficiência dos sistemas de tratamento. No ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido (0,5 a 99% ST) geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar exigiu da Companhia um gasto de mais de R$ 60 milhões. “Com a contínua expansão da cobertura dos serviços de esgotamento sanitário esse volume deve sempre crescer”, esclareceu Bley.

Ele cita, também, os parâmetros ambientais cada vez mais restritivos e exigentes em relação à destinação final do lodo. A legislação ambiental, em especial a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece uma hierarquia clara: a disposição final em aterros sanitários deve ser a última opção, priorizando-se a não geração, a redução, a reutilização e a reciclagem desse subproduto. 

“A prática tradicional de aterramento, ainda predominante no Brasil, não pode ser banalizada, pois a característica pastosa do lodo eleva custos de transporte, dificulta o manuseio, gera instabilidade geotécnica e compromete a vida útil dos aterros. E a Sanepar considera não somente a legislação, mas principalmente, a preocupação com os impactos ambientais da destinação do lodo como um elemento motivador para transformar resíduos em insumos para uma cadeia circular e produtiva”, concluiu Wilson Bley.

Projeto-piloto inicialmente vai abranger municípios da região Noroeste do Paraná; produtores poderão fazer reserva antecipada do biossólido

Pesquisa e Inovação
Lançamento Sanebio Lançamento Sanebio
Edital SaneBio Edital SaneBio
Edital Sanebio Edital Sanebio
Lançamento Sanebio Lançamento Sanebio
Sanebio Sanebio
Noroeste SaneBio Noroeste SaneBio
Equipe DIN GPIN Equipe DIN GPIN
Assinatura edital Assinatura edital
Sanebio lançamento Sanebio lançamento
Unidade de Tratamento de Lodo da Sanepar em Paranavaí Unidade de Tratamento de Lodo da Sanepar em Paranavaí
Lodo da Sanepar na agricultura Lodo da Sanepar na agricultura
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Sanepar ensina a cultivar hortas comunitárias

Enviado por Emanuele Campo… em

Com foco no aproveitamento sustentável de espaços urbanos, a Sanepar promove oficinas para incentivar o cultivo de hortas domésticas e comunitárias. Desde o início do ano, já foram implantadas ou revitalizadas dez hortas, nos municípios de Candói, Porto União, Fazenda Rio Grande e General Carneiro.

Utilizar espaços urbanos, mesmo que pequenos, para o cultivo de temperos e hortaliças, é uma forma de contribuir para o uso sustentável do solo. As hortas evitam que o local seja impermeabilizado com instalação de pisos e calçadas, o que facilita a drenagem da água, evita alagamentos e causa impacto positivo na qualidade da água dos rios.

A gestora de Educação Socioambiental da Sanepar, Luciana Garcia, explica que as oficinas da Sanepar são principalmente voltadas a alunos do ensino fundamental e comunidades vulneráveis. Além de proteger o solo e os recursos hídricos, as hortas também estimulam uma alimentação saudável e a compostagem para a produção de alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, ricos em nutrientes e de baixo custo.

“Nossa intenção é promover o cultivo de hortas domésticas, começando pelas escolas e pequenas comunidades. Porém, com o viés de estimular para que cada participante da oficina propague no seu núcleo familiar o valor desta prática, que é tão simples, tanto em benefício de uma vida mais saudável, quanto para o meio ambiente”, conta.

As oficinas estão associadas ao trabalho socioambiental desenvolvido nas cidades onde a Sanepar tem obras de saneamento. Elas são realizadas de acordo com o interesse de cada município, e contam com o apoio das prefeituras, escolas públicas e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Cada local que recebe a horta ganha também um kit com ferramentas, como pás, enxadas, ancinhos, regadores, mangueiras e bombona para coleta de água de chuva, para que a irrigação da horta também seja feita de maneira sustentável.

MÃO NA TERRA - Nesta semana, 40 alunos da Escola Municipal Professora Tereza Stavny da Silva, em Candói, fizeram o plantio da horta na escola. Antes da prática, a importância da atividade e os seus benefícios foram tema de uma conversa da equipe da Sanepar com as turmas participantes.

A diretora Andreia Pszedzimirski considera que a implantação do projeto foi uma experiência extremamente positiva e transformadora na escola. “Nossos alunos receberam a iniciativa com entusiasmo. A horta se tornou um espaço de aprendizado vivo, onde os estudantes desenvolvem noções de responsabilidade, cuidado com a natureza e alimentação saudável. Sem dúvida, essa ação terá um impacto duradouro na rotina escolar e na formação cidadã de todos os envolvidos”, conta.

A orientadora social do CRAS do bairro Vice -King, em Porto União, Cleide Daiane Rosa, acompanhou a plantação da horta no CRAS. “Foi um sucesso, pois com a soma de pequenos esforços alcançou-se o objetivo de termos a horta. Sabemos que a motivação vem de dentro, mas é potencializada por um ambiente que valoriza as pessoas, como neste momento mágico de aprendizado e troca de conhecimentos”, agradece. Além do CRAS do bairro Vice -King, em Porto União, outras hortas foram preparadas na cidade, no Núcleo de Educação Infantil (NEI) Favo de Mel e na Escola Estadual de Educação Básica Nilo Peçanha, envolvendo ao todo mais de 100 participantes.

Ainda este ano, a Sanepar deve levar oficinas de hortas para as cidades de Mallet, Paulo Frontin, Inácio Martins e Mangueirinha.

 

Projeto levado a vários municípios já revitalizou e implantou dez hortas neste ano

Socioambiental
Plantio em Candói Plantio em Candói
Plantio de hortas Plantio de hortas
Plantio de hortas Plantio de hortas
Plantio de hortas Plantio de hortas
Plantio de hortas Plantio de hortas
Plantio de hortas Plantio de hortas
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Sede da Sanepar será neutra em carbono. Empresa investe na descarbonização

Enviado por Monica Venson em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) efetuou nesta semana a compra de créditos de carbono de projetos sustentáveis para tornar a sede administrativa da empresa neutra em carbono. A iniciativa faz parte do compromisso da Companhia em compensar parte de suas emissões e contribuir para a transição do Brasil rumo a uma economia de baixo carbono. 

Os projetos foram implementados a partir do levantamento das emissões específicas da sede administrativa do ano de 2024, que foram mensuradas separadamente. “Embora simbólico, tornar a sede da empresa uma planta piloto de carbono neutro da Sanepar é o primeiro passo para demonstrar o compromisso da Companhia com um país e um mundo mais sustentável, comenta o diretor-presidente, Wilson Bley. O levantamento levou em conta a queima de combustíveis de veículos, motores e geradores, além do consumo de energia elétrica proveniente de aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos de refrigeração. 

Nos próximos anos, a Sanepar tem a intenção de ampliar sua estratégia climática, com apoio a projetos com impactos positivos para o clima. “Ainda em 2025, foi efetivada a contratação de uma consultoria para estabelecer nosso processo de Plano de Descarbonização, considerando os processos atuais da Companhia, capacidades internas, regulação e integração com o planejamento de investimentos”, adianta Bley.

O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, lembra que a Sanepar tem um histórico de empresa inovadora em ações ambientais e iniciativas ligadas às mudanças climáticas. “Desde 2008, a Companhia faz um levantamento e acompanhamento das emissões de gases de efeito estufa e vem atuando para mitigar essas emissões. Além disso, participa ativamente de grupos de trabalho que discutem e abordam as melhores práticas na transição para uma economia mais verde e justa”, diz.

CRÉDITO DE CARBONO – A engenheira Thaisa Waiss explica que, para a neutralização das emissões, a empresa estabeleceu critérios para a seleção dos projetos. “Para as emissões diretas, os créditos podem ser provenientes de projetos florestais ou tratamento de resíduos, e para as indiretas, os créditos devem ser provenientes de projetos de energias renováveis. E, visando ampliar os impactos, os projetos devem indicar impactos sociais, ambientais ou econômicos, como, por exemplo, que proporcionem recarga hídrica e que haja envolvimento de comunidades locais ou povos tradicionais.

Os projetos selecionados em edital beneficiam o clima e comunidades vulneráveis com ações de educação e alternativas sustentáveis. Um dos projetos prevê  a redução de 5,97 milhões de toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 30 anos, além de proteger espécies ameaçadas, como a onça-pintada. E, o segundo, aposta na energia renovável como caminho para o futuro. A usina eólica instalada na região tem capacidade de 30,8 MW, substitui fontes fósseis e evita a emissão de 68,7 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano. 

Estes dois projetos podem ser acompanhados em suas respectivas plataformas de registro, mantendo a transparência e rastreabilidade onde estão listados e gerenciados os projetos de crédito de carbono. As plataformas atuam como um repositório público e seguro de informações sobre projetos registrados, unidades emitidas, aposentadas e transacionadas, garantindo a integridade e rastreabilidade do mercado de carbono que podem ser conferidas nos links: Verra Registry (https://registry.verra.org/myModule/rpt/myrpt.asp?r=206&h=308523) e MDL: CDM: VC AttestationA compensação das emissões foi realizada com apoio da empresa Future Climate.

HÁBITOS SUSTENTÁVEIS - Além disso, a Companhia também adota medidas internas para incentivar hábitos sustentáveis. A campanha Empresa+Leve estimula a todos os empregados para usar etanol nos veículos da frota e adotar práticas alinhadas ao padrão de comportamento sustentável, incentivando a redução da geração de gases de efeito estufa. 

INVENTÁRIO 2024 CONFIRMA AVANÇOS - O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE) 2024 da Sanepar trouxe melhorias metodológicas no levantamento dos estoques de carbono da Companhia. Durante o processo de verificação, unidades operacionais foram visitadas para atestar a rastreabilidade dos dados, disponíveis no site do Registro Público de Emissões: https://registropublicodeemissoes.fgv.br/geral/participantes

A Sanepar é pioneira na elaboração do inventário de gases de efeito estufa. Desde 2008, realiza a quantificação e qualificação de suas emissões por meio de um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE) e, desde 2010, a Sanepar publica esses IGEE na plataforma do Programa Brasileiro GHG Protocol. O inventário da Sanepar já recebeu por 9 vezes o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. 

Pela primeira vez empresa compra créditos de carbono de projetos sustentáveis, reforçando o compromisso com a agenda climática

Socioambiental
Sede da Sanepar em Curitiba será neutra em carbono
Curitiba
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Projeto Socioambiental Miringuava

Enviado por Walkyria Maia Novais em

A Barragem do Miringuava, a quinta a ser implantada pela Sanepar na Região Metropolitana de Curitiba, está localizada no município de São José dos Pinhais, na Bacia do Miringuava. Sem a preservação e conservação dos aspectos ambientais do território, os aspectos sociais podem ser afetados, com prejuízos como perda de produtividade agrícola, diminuição do fornecimento de água tratada, estagnação econômica e até mesmo empobrecimento, miséria e fome.

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