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Sanepar consolida parceria com Paraguai e ajuda país a evitar perdas de água na distribuição

Enviado por Adriana Brum em

 Sanepar está trabalhando em uma iniciativa inédita para apoiar o Paraguai no combate às perdas de água nos sistemas de distribuição e no aprimoramento da gestão do sistema de saneamento. A companhia atua como interlocutora técnica do governo brasileiro contribuindo com a capacitação e implementação do programa para a melhoria da gestão dos sistemas de saneamento, especialmente focada na redução de perdas de água.

Nesta quarta-feira (1), membros da Sanepar, da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S.A. (ESSAP), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentaram a iniciativa ao vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu. Técnicos e diretores de todas as entidades envolvidas acompanharam a agenda.

Reconhecida como exemplo nacional em inovação e infraestrutura, a Sanepar foi convidada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, via ABC, para dar apoio técnico e institucional à ESSAP. A missão paranaense é ajudar no desenvolvimento e na implementação do programa de colaboração para a melhoria da gestão dos sistemas de saneamento, com foco especial na redução das perdas de água.

“A Sanepar é a melhor e maior empresa pública de saneamento do País. E, com essa parceria, vai beneficiar o Paraguai, um grande parceiro comercial do Paraná, e beneficiar todo mundo. Ganha a Sanepar, que vai ter que transferir tecnologia e tem que se preparar para isso, e ganham também o Paraná, o Paraguai e o meio ambiente. Juntos poderemos cuidar mais e melhor desse recurso natural”, disse Piana.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley Lipski, reforçou que esse trabalho coletivo vai beneficiar os dois lados, a começar por um item específico. “A ESSAP e a Sanepar estabelecem uma boa parceria, muito direcionada nesse primeiro momento às perdas de água. Somos um exemplo nessa área. Mas isso não se interrompe aqui. A Sanepar se prepara para o futuro”, declarou.

“Temos muito interesse em ajudar os irmãos paraguaios. A nossa divisa é um rio e nós temos muito a propiciar a eles e vice-versa. Esse intercâmbio vai ajudar a Sanepar a continuar prestando um serviço qualificado e teremos um grande parceiro, aqui do nosso lado, para levarmos saúde pública e inclusão social a todos os cidadãos”, acrescentou.

A Sanepar tem hoje um dos menores índices de perda de água do Brasil, com 34%, segundo o Instituto Trata Brasil. A média nacional é de 40%. Esse desempenho é resultado dos investimentos em monitoramento em tempo real, uso de tecnologias de ponta para detecção de vazamentos e da Plano de Manutenção Preventiva de Adutoras, que determina a periodicidade das inspeções dessas estruturas. Hoje o Paraguai tem perda de água estimada em 45%. A intenção é mudar esse cenário em três anos, reduzindo para 35%.

Além desse desafio, o presidente da ESSAP, Luis Fernando Bernal, explica que o convênio tem outro objetivo fundamental para a empresa.

“Com essa ação conjunta, vamos estabelecer um roteiro que tem como ponto inicial um diagnóstico da nossa situação atual, sobre onde estamos e para onde queremos ir.  E ele é fundamental para a elaboração de um Plano Diretor, que estamos levando adiante depois de 30 anos, e nos direcionará nas próximas décadas. A partir dele, poderemos fazer investimentos futuros que se traduzirão em melhor serviço de água e saneamento para o Paraguai”, contou.

INVESTIMENTO – Alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento Paraguai 2030, o projeto trilateral tem um custo estimado de cerca de US$ 591 mil, divididos entre os três entes. São aproximadamente US$ 350 mil provenientes do Brasil, US$ 191 mil do Japão e US$ 50 mil do Paraguai. A iniciativa se enquadra no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja meta é a universalização do acesso à água potável e saneamento básico até 2030.

As atividades do “Projeto de fortalecimento das capacidades em estratégia institucional de capacitação e redes de distribuição da ESSAP” foram iniciadas em 2024, quando profissionais da Sanepar participaram da Oficina de Planejamento, em Assunção, para a definição dos termos da colaboração. Nesta segunda fase, os paraguaios retribuem a visita, ficando uma semana em Curitiba em busca de capacitação e troca de conhecimentos.

Entre 29 de setembro e 3 de outubro, a comitiva vai conhecer as unidades operacionais e os principais processos de trabalho da Sanepar, assim como o programa corporativo de combate a perdas, visando replicar esse programa para todo o território paraguaio. A programação inclui ainda um workshop para transferência de tecnologia.

“O governo japonês, a JICA, está tentando dar um apoio para o Paraguai em relação à infraestrutura de água. Para melhorar esse trabalho, precisamos de um parceiro de confiança, que é a Sanepar. O Paraná abriga uma grande comunidade japonesa, é um parceiro comercial do Japão, e ambos sempre tiveram uma relação de mútua confiança”, afirmou Rei Oiwa, cônsul-geral adjunto do Japão em Curitiba.

Além de recursos financeiros para a iniciativa, ele não descarta contribuições técnicas nesse processo. “O Japão é um país muito experiente em relação aos serviços de água e gostaria de compartilhar tecnologias com a Sanepar e o Paraguai”, complementou.

A viabilização desse mutirão se deu após a ABC responder ao pedido de cooperação feito pelo governo do Paraguai. “Nós redirecionamos esse pedido para a Sanepar por conta da experiência que nós já temos com ela em outros projetos, pela qualidade dos serviços oferecidos e pela excelência do corpo técnico. É uma cooperação técnica: um fortalecimento institucional por meio de treinamento dos técnicos da ESSAP”, explicou Josué Ferreira Nunes Neto, analista de Projetos de Cooperação Técnica.

A parceria tem uma segunda linha de ação estipulada, voltada para a capacitação da mão de obra. Concomitantemente ao trabalho de campo, está sendo elaborado um plano de treinamento, que será transformado em cursos disponíveis em uma plataforma de ensino a distância (EaD). Por meio dessa ferramenta, os profissionais serão treinados e atualizados. Inicialmente, o foco é o combate à perda de água, mas outros temas farão parte do rol de opções desse recurso.

“O ponto inovador dessa cooperação é que nós não estamos prestando só uma consultoria, nós estamos construindo em conjunto com eles uma estratégia, uma metodologia de gestão de treinamentos”, confirmou o representante da ABC.

Nesta quarta-feira (1), membros da Sanepar, da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai S.A. (ESSAP), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) apresentaram a iniciativa ao vice-governador Darci Piana, no Palácio Iguaçu

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Caixa d’Água Boa: famílias de Laranjeiras do Sul recebem reservatórios da Sanepar

Enviado por Getulio Xavier… em

A dona de casa Juliana Feliciano da Costa ficou surpresa com o chamado para receber o kit de instalação do reservatório domiciliar de água poucos meses após se inscrever no Programa Caixa D’Água Boa. A família da moradora de Laranjeiras do Sul é uma das 23 contempladas com a iniciativa, que é uma parceria entre a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Governo do Estado do Paraná através da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e os municípios paranaenses. A entrega simbólica dos kits foi feita sexta-feira (8), no Cine Teatro Iguassu, em Laranjeiras do Sul.

“Só quem sofreu com a falta de água sabe do que a gente está falando. Eu vim do interior e desde pequeno a gente sofria com isso. Quando veio esse projeto da caixa-d’água e que a gente ficou sabendo, eu me inscrevi pensando ‘vou me inscrever, mas não vou nem pensar nisso’. E foi tão rápido! A Sanepar chamou a gente pra reunião no Cras e informou que seríamos chamados futuramente. Mesmo assim pensei: ‘vai saber quando?’. Quando chegou a mensagem pra vir receber e o dinheiro já caiu na conta, eu nem acreditei. É a realização de um sonho. Eu só tenho a agradecer”, comemorou a dona de casa, que mora com o marido e o filho pequeno.

Esta é a terceira entrega de reservatórios domiciliares em Laranjeiras do Sul, somando 123 famílias carentes atendidas pelo Programa, que em 2026 está em sua oitava fase e já soma mais de 14,6 mil famílias atendidas em 320 municípios do estado, desde 2018.

O gerente da Sanepar na região, Carlos Alberto Gonçalves, reforçou que o reservatório domiciliar é garantia de água tratada de qualidade à disposição para as famílias em suas casas. “O Programa Caixa D’Água Boa é uma ação que representa cuidado, dignidade e saúde. Não é só uma caixa d’água que estamos entregando, é segurança hídrica e qualidade de vida. É nesse momento que vemos que as parcerias são fundamentais. Quando se trabalha em conjunto, elas dão bons frutos”, disse.

“Hoje foi um dia festivo. Nós trouxemos essas 23 famílias até nosso teatro para uma entrega oficial como uma forma de valorizar, porque é um momento especial. Algumas famílias esperaram anos pra que isso acontecesse e hoje isso se tornou realidade. A gente entende que essa parceria Sanepar, Governo do Estado e Município é algo que vem dando certo e foi o que possibilitou essa entrega”, destacou o prefeito de Laranjeiras do Sul, Jaison Mendes.

Na oportunidade, Mendes também falou de outras parcerias que o Município firmou com a Sanepar, como a instalação de rede de água para atender comunidades do interior de Laranjeiras. “Nós já fizemos na comunidade do Campo Mendes, em Vera Cruz, estamos fazendo na Colônia União e iniciando na do Rio Leão”, listou. “São vários projetos que estão saindo do papel e logo mais famílias serão beneficiadas. Nós buscamos a Sanepar e o presidente Wilson Bley sempre nos atendeu, sempre buscou resolver nossos problemas com toda a equipe da Companhia. A Sanepar, com esse olhar humanizado, está fazendo a diferença na vida dessas famílias em Laranjeiras do Sul”, concluiu o prefeito.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA – A Sanepar informa aos Municípios dados de famílias cadastradas no Programa Água Solidária para cruzamento com banco de informações do Cadastro Único (CadÚnico) da Sedef. A seleção dos moradores, feita segundo critérios rigorosos, é conduzida pelas Secretarias de Assistência Social e pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). São atendidas famílias que tenham renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa e residam em áreas com histórico de vulnerabilidade ou dificuldade de abastecimento.

A Sanepar disponibiliza estrutura técnica e operacional de apoio para o Programa; adquire os kits de materiais e os encaminha aos municípios, mediante assinatura de um Termo de Compromisso. Em conjunto, equipes da Sanepar e das prefeituras fazem visitas nas residências das famílias para verificar a adequação ao Programa. Antes da entrega da caixa d'água, a Companhia ainda promove cursos de capacitação para correta instalação e manutenção dos reservatórios, promove palestra socioambiental para as famílias e, posteriormente, faz a vistoria de comprovação de instalação do kit para o inventário de materiais.

Cada família recebe um kit completo para montagem da estrutura: o reservatório com capacidade para armazenar 500 litros de água, peças hidráulicas e pilares de sustentação em madeira tratada. Além da infraestrutura física, o programa viabiliza uma ajuda financeira de R$ 1.000,00 repassada pela Sedef para custear a mão de obra de instalação segura e adequada do equipamento. Com o reservatório, as residências passam a contar com um volume de água suficiente para suportar eventuais interrupções no abastecimento por um período de até 24 horas.

PROGRAMA PREMIADO – O Programa Caixa D’Água Boa conquistou, 2021, o prêmio ODS do setor público. A iniciativa promovida anualmente é o reconhecimento do Serviço Social da Indústria (Sesi) às indústrias, empresas, instituições públicas, organizações da sociedade civil e instituições de ensino que atuam em prol dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no Paraná.

AUTORIDADES – Além do prefeito Jaison Mendes e do gerente da Sanepar Carlos Gonçalves, prestigiaram a cerimônia no Teatro Iguassu o vice-prefeito Ademilson Moraes, o presidente da Câmara de Vereadores Jovanildo Vila, a secretária de Assistência Social Danielle Gomes Mendes, secretários municipais, vereadores, lideranças comunitárias, empregados da Sanepar e representantes de todas as 23 famílias beneficiadas.

Parceria entre a Companhia, o Governo do Estado e a Prefeitura viabilizou a entrega para 23 famílias do município. Programa também fornece recursos financeiros e capacitação para os contemplados

Socioambiental
Entrega simbólica do Programa Caixa d'Água Boa em Laranjeiras do Sul. Entrega simbólica do Programa Caixa d'Água Boa em Laranjeiras do Sul. Entrega simbólica do Programa Caixa d'Água Boa em Laranjeiras do Sul.
Famílias contempladas pelo Programa Caixa 'Água Boa em Laranjeiras do Sul. Famílias contempladas pelo Programa Caixa 'Água Boa em Laranjeiras do Sul. Famílias contempladas pelo Programa Caixa 'Água Boa em Laranjeiras do Sul.
Carlos Alberto Gonçalves, gerente regional da Sanepar em Guarapuava. Carlos Alberto Gonçalves, gerente regional da Sanepar em Guarapuava. Carlos Alberto Gonçalves, gerente regional da Sanepar em Guarapuava, durante a entrega do Programa Caixa d´Água Boa em Laranjeiras do Sul.
Laranjeiras do Sul
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Cascavel: Sanepar entrega área revitalizada após obra de desassoreamento do Lago Municipal

Enviado por Glaydson Angel… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) fez a entrega oficial, nesta quinta-feira (7), da revitalização de um terreno no bairro Cascavel Velho para a prefeitura da cidade. A área, que recebeu cerca de 22 mil metros cúbicos de lodo provenientes do desassoreamento do Lago Municipal, foi totalmente restaurada e preparada para receber equipamentos públicos que atendam às necessidades da comunidade.

Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, a Sanepar transformou o que era um passivo ambiental em um ativo social. O trabalho incluiu o nivelamento do solo, criação de platôs, plantio de grama, cercamento e construção de calçadas.

Em visita ao local, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destacou que a iniciativa reflete o compromisso social da Companhia.

"Estamos entregando para a comunidade uma obra que é fruto dessa grande parceria com a prefeitura. Além do desassoreamento, fizemos todo um trabalho de estabilização e urbanização. Isso demonstra o lado social da Sanepar, transformando o que poderia ser um problema ambiental em um benefício para a sociedade", afirmou Bley.

Ele ressaltou ainda que a Sanepar trata a questão como saúde pública: "Tiramos o lodo, revitalizamos o parque onde fica o Lago e aqui, onde o material foi depositado, criamos um espaço seguro que deve ser bem aproveitado por toda a comunidade".

O prefeito de Cascavel, Renato Silva, agradeceu o empenho técnico da Sanepar e anunciou que a prefeitura planeja construir no local um ginásio de esportes, com capacidade para 1.200 pessoas.

Imagens comparativas do terreno antes e depois da revitalização

Imagens comparativas do terreno antes e depois da revitalização

 

"Era um problema que tínhamos: tirar esse lodo e achar um lugar adequado. Achamos o local, a Sanepar fez o trabalho técnico de excelência e agora o terreno está restabelecido e com árvores plantadas. É uma relação ganha-ganha para a natureza e para a sociedade", celebrou o prefeito.

O presidente da associação de moradores do bairro, Walmir Severgnini, disse o local era fonte de preocupação para a vizinhança e agora é motivo de orgulho. “No início, nós ficamos um pouco preocupados de como seria essa destinação do lodo, mas acompanhando o passo a passo da obra, vimos que foi um trabalho muito bem feito pela Sanepar. Uma área que antes era um local que trazia preocupação para nós, hoje se torna um cartão-postal aqui para o bairro Cascavel Velho”, disse. 

PROCESSO - O material retirado do Lago Municipal — composto basicamente de areia e terra — foi transportado por uma tubulação de 3,5 mil metros de extensão diretamente para o terreno no Cascavel Velho. Após o depósito, a Sanepar realizou um rigoroso processo de drenagem para retirar a umidade do material, com monitoramento constante do solo para garantir a estabilidade dos taludes e a segurança da área.

O desassoreamento do Lago, concluído em 2024 após dez meses de trabalho, é fundamental para a preservação e longevidade de um dos principais cartões-postais de Cascavel. Esse cuidado contribui para a saúde da água e a proteção de todo o ecossistema do local.

Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, a Sanepar transformou o que era um passivo ambiental em um ativo social

Socioambiental
Imagem mostra o terreno após ser revitalizado pela Sanepar Imagem mostra o terreno após ser revitalizado pela Sanepar O trabalho incluiu o nivelamento do solo, criação de platôs, plantio de grama, cercamento e construção de calçadas
Autoridades no terreno no bairro Cascavel Velho Autoridades no terreno no bairro Cascavel Velho Entrega oficial da revitalização de um terreno no bairro Cascavel Velho para a prefeitura da cidade
Imagem da entrevista do diretor-presidente da Sanepar Wilson Bley Imagem da entrevista do diretor-presidente da Sanepar Wilson Bley
Imagem do presidente da associação de moradores do bairro Cascavel Velho Imagem do presidente da associação de moradores do bairro Cascavel Velho Presidente da associação de moradores do bairro Cascavel Velho
Imagem do prefeito Renato Silva Imagem do prefeito Renato Silva
Cascavel
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Sanepar marca presença em maior evento mundial sobre perdas de água nos sistemas

Enviado por Glaydson Angel… em

O Brasil foi sede, esta semana, do maior evento mundial de debates e troca de experiências sobre combate a perdas de água e eficiência operacional nos sistemas de abastecimento. A Water Loss 2026, conferência organizada por um grupo de especialistas do mundo todo que fazem parte da Associação Internacional da Água (IWA, na sigla em inglês), ocorreu no Rio de Janeiro de 26 a 29 de abril. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) participou das discussões e marcou presença com uma comitiva de 20 especialistas.

“Pela importância do tema perdas de água e pela relevância da Sanepar nacional e internacionalmente, é importantíssima a participação dos nossos técnicos neste que é considerado o maior evento mundial sobre gestão de perdas de água e eficiência operacional”, destacou o diretor de Operações da Sanepar, Sergio Wippel, que acompanhou a comitiva.

De acordo com o diretor, na Conferência foram apresentadas as melhores práticas e o que de mais moderno e eficiente se tem feito no mundo relativo a perdas. “Podemos verificar como a Sanepar é competitiva no cenário nacional e internacional com relação à gestão de perdas. Entretanto, temos oportunidades de melhoria nos processos, e o congresso serve também para nos guiar nesse sentido”, disse.

Para expor uma parte do amplo e complexo trabalho que a Sanepar desenvolve no combate e redução de perdas, o engenheiro especialista da Companhia Marcelo Depexe apresentou, nesta quarta-feira (29), o estudo “A importância do fator pessoas em relação a tecnologias e processos na implantação de um programa de redução de perdas”.

“A Sanepar aplicou e utiliza várias tecnologias nos seus processos e para melhorar o direcionamento das equipes de pesquisa de vazamentos, como o uso de satélite e a ferramenta Fluid Movel, e percebemos que esses instrumentos proporcionam resultados melhores, inclusive em termos de redução do Índice de Perdas por Ligação (IPL), quando envolvemos as pessoas. Não só em treinamentos. Observamos que o foco em Tecnologias precisa estar alinhado com Processos e Pessoas para o sucesso”, destaca o engenheiro. Depexe também é coordenador da Câmara Técnica de Eficiência Operacional da Abes.

A água que se perde – No Brasil, 35% a 40% da água distribuída se perde ao longo do caminho que ela percorre. São níveis elevados que influenciam custos de produção, comprometem a segurança hídrica, reduzem receita das companhias e impactam nas metas para a universalização do saneamento.

“Nos sistemas onde atua, a Sanepar tem índices bem menores do que o percentual nacional, mas as perdas de água são uma luta diária em toda empresa de saneamento. E lutar contra perdas diretas e indiretas exige esforços ininterruptos e evolução constante, uma gestão baseada em dados, controle ativo e contínuo e detecção precoce de vazamentos, controle de pressões preditivo e inteligente e um combate profissional à perda aparente”, diz Wippel.

Há décadas a Companhia implantou e renova iniciativas corporativas perenes de combate e redução de perdas e melhoria da eficiência operacional. Uma delas é o Programa Corporativo de Redução e Controle de Perdas, que envolve ferramentas e equipes de trabalho em todas as cidades onde a Sanepar atua.

Outras ações da empresa na busca constante pela redução de vazamentos e perdas são as pesquisas intensivas por vazamentos ocultos, substituição de redes, automação e uso de inteligência artificial no monitoramento de redes e sistemas, fiscalização e combate a fraudes, substituição de equipamentos antigos das estações de captação até o cliente, ferramentas de análise e métricas avançadas de integração entre área comercial e operacional, entre outras iniciativas.

“Algumas das causas das perdas são a submedição, ligações irregulares (os gatos), equipamentos com vida útil defasada. Recentemente, a empresa renovou seu parque de hidrômetros e periodicamente faz a troca desses equipamentos nos imóveis, como outras substituições que são necessárias. O combate às perdas realmente se dá em muitas frentes, e a Sanepar tem profissionais batalhando em todas elas”, completa o diretor.

Sobre o evento – A Sanepar é patrocinadora e apoiadora do evento, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). A Water Loss 2026 coloca o Brasil no centro das discussões globais sobre perdas de água. Para gestores, engenheiros e analistas, a conferência anual da IWA é a chance de transformar tecnologia em resultado, com a troca de experiências reais e modelos de sucesso de empresas de mais de 60 países. Em uma série de workshops, painéis de discussões e sessões técnicas, especialistas, profissionais e partes interessadas de todo o mundo para explorar estratégias inovadoras, tecnologias e melhores práticas na área de conservação e distribuição de água.

A realização da WaterLoss no Brasil também amplia a conexão do país com as principais agendas internacionais de água e saneamento, ao mesmo tempo em que traz visibilidade para desafios que ainda são estruturais em diversas regiões. Ao reunir diferentes perspectivas, o evento contribui para qualificar o debate e fortalecer a construção de soluções mais consistentes para o setor.

Congresso Internacional no Rio de Janeiro reúne pelo menos 800 pessoas de mais de 60 países

Água
Equipe da Sanepar durante o conferência Water Loss 2026 Equipe da Sanepar durante o conferência Water Loss 2026 A Water Loss 2026, conferência organizada por especialistas do mundo todo que fazem parte da Associação Internacional da Água
Apresentação do engenheiro Marcelo Depexe Apresentação do engenheiro Marcelo Depexe O engenheiro Marcelo Depexe apresentou o estudo “A importância do fator pessoas em relação a tecnologias e processos na implantação de um programa de redução de perdas”
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Sanepar entrega novas estradas rurais para atender população no entorno do Miringuava

Enviado por Chelsea Karina… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) entregou seis novas estradas rurais para atender a população do entorno do Reservatório Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O investimento feito pela empresa nas novas vias é de R$ 14 milhões.

As seis novas estradas rurais ficam em diferentes pontos ao redor do Reservatório e somam cerca de 10 quilômetros de extensão. Veja a localização de cada trecho:

●      Trecho II: a estrada tem 2,4 quilômetros de extensão, começa ao lado da Capela Nossa Senhora das Dores - Papanduva da Serra e segue até a Cabanha Montes Verdes (clique aqui e veja no mapa);

●      Trechos III e IV: o trecho III começa na Rua João Maria Escrivá e segue pela Rua Maurício Schulies por 2,2 quilômetros (clique aqui e veja no mapa), onde se une ao trecho IV, que tem mais 1,5 quilômetro de extensão (clique aqui e veja no mapa);

●      Trecho V e VII: unem as ruas Padre Stanislaw Turbanski e Maurício Schulies em dois pontos distintos. O trecho V, de 700 metros, liga a região próximo à Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Antinha ao entorno da Chácara Paraíba (clique aqui e veja no mapa). O trecho VII, de 1 quilômetro, une a região da Chácara Dona Catarina ao entorno da Estância Rancho de Ferro (clique aqui e veja no mapa);

●      Trecho VI: a estrada tem 2 quilômetros, começa na Rua Padre Stanislaw Turbanski, próximo à Chácara Bênçãos no Monte de Gerizim, e termina pouco antes da Confeitaria K&M (clique aqui e veja no mapa).

ESTRADAS LIBERADAS - As obras foram finalizadas em março, com a instalação de defensas metálicas, limpeza e ajustes. Uma vistoria técnica conjunta feita pela Sanepar e pela Secretaria de Obras da prefeitura de São José dos Pinhais foi realizada no dia 30 de março. A vistoria serviu para liberar definitivamente as vias, que já possuíam autorização para uso provisório desde o fim de 2025.

As estradas rurais feitas pela Sanepar têm como principal objetivo garantir o deslocamento seguro da população local após o enchimento do reservatório do Miringuava.

“Garantir o deslocamento e o bem-estar de todos aqueles que habitam o entorno deste reservatório tão importante para a população de Curitiba e Região é também uma etapa essencial para a Sanepar neste empreendimento”, avalia o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley.

Para Bley, a construção do reservatório e de toda a estrutura do seu entorno é “fundamental para o abastecimento acompanhar o crescimento da região, ainda mais em um contexto de agravamento da crise climática dos eventos extremos, como as estiagens”. 

ESTRUTURAS - As obras contratadas pela Sanepar contam com base e sub-base, que são camadas estruturais que garantem sustentação fundamental para suportar o tráfego de veículos e cargas. As estradas receberam revestimento em saibro. Cercas, estruturas de contenção e defensas metálicas também foram instaladas nos seis trechos.

As obras na região também realizaram a conformação de talude, processo essencial para corrigir inclinações, garantir a estabilidade dos terrenos e evitar erosão e deslizamento de terras. Os trechos também receberam a hidrossemeadura, uma técnica moderna de plantio em áreas de difícil acesso, como taludes ou encostas. O método garante recomposição rápida da vegetação e também ajuda a evitar erosão e deslizamentos.

As seis novas estradas, por fim, contam com estruturas de drenagem, formadas por tubulações de concreto e galerias celulares.

O padrão das estradas foi aprovado pela população. Bianca Cristina Lourenço, que mora entre os trechos II e III, disse ter gostado de como ficaram as vias. “As obras ficaram boas. Seria bom se outras estradas da região também fossem feitas da mesma forma”, opinou.

Acir Magno, caminhoneiro que circula com frequência no entorno do Miringuava, também disse ter notado que as vias ficaram mais seguras. “A estrada ficou mais larga, agora passam dois carros com mais tranquilidade”, comentou após passar pelos trechos III e IV. “Essas grades ao lado da pista também passam mais segurança”, completa Magno.

COMPROMISSO AMBIENTAL - Assim como na construção do Reservatório, a Sanepar também atuou no salvamento de fauna e flora durante as obras das seis estradas rurais na região.

Os animais resgatados na região foram levados para áreas seguras de preservação, garantindo a proteção das espécies locais antes da formação do lago. Exemplares de plantas raras ou ameaçadas também foram identificados e remanejados. A Sanepar, ao mapear a flora local, também coletou sementes e produziu mudas que serão utilizadas em amplos programas de reflorestamento no entorno da bacia, criando novos corredores ecológicos.

RESERVATÓRIO MIRINGUAVA - O Reservatório Miringuava foi projetado para fortalecer a segurança hídrica para os moradores de Curitiba e Região Metropolitana. Quando estiver completamente cheia, a represa será capaz de, sozinha, fornecer água para 650 mil pessoas dos bairros Campo de Santana, Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba; e também das cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.

Companhia investiu R$ 14 milhões para estruturar seis vias próximas ao reservatório em São José dos Pinhais

Investimentos e Obras
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
Estradas rurais Miringuava Estradas rurais Miringuava
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Curitiba
São José dos Pinhais
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Maringá: Sanepar conclui etapa crucial da obra que duplica capacidade de água na Zona Norte

Enviado por Giovanna Migot… em

Mais de 15 horas de trabalho, envolvendo cerca de 50 trabalhadores, entre encanadores, serventes, soldadores, técnicos, operadores de guindaste e engenheiros. Este foi o balanço do trabalho da última quarta-feira (22) na Rua Córdoba para interligar a segunda linha do anel Canadá ao Centro de Reservação Central de Maringá. O trânsito será parcialmente liberado nesta sexta-feira (24). Os testes da nova tubulação vão começar na próxima semana.

Os investimentos da Sanepar nesta obra ultrapassam os R$ 6 milhões e duplicam a capacidade de transporte de água para a região Norte da cidade. 

“Estamos satisfeitos com o resultado. Teremos um reforço importante na região norte com essa duplicação. Agora temos duas linhas, então isso nos dá bastante tranquilidade para operar o sistema”, observa o gerente de Projetos e Obras da Sanepar no Noroeste, Marcelo Dias.

Ele conta que a etapa de interligação do anel Canadá realizada nesta quarta-feira foi o momento mais complexo da obra. Com ajuda de refletores para trabalho seguro no período noturno, os profissionais envolvidos se revezaram até as 22h para concluir o serviço. Tudo para realizar as conexões das tubulações, a antiga e a nova, que têm a proteção e ancoragem nas caixas que também viabilizam manobras.

A alocação das caixas de concreto, medindo 3,4 metros de largura por 6 metros de altura e pesando em média 20 toneladas, na valeta aberta na Rua Córdoba (medindo seis metros de profundidade, 9 metros de largura e 17 metros de comprimento) exigiu um esforço logístico especializado, com caminhão munck equipado com guindaste para até 160 toneladas.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, considera que o trabalho desta semana foi muito bem planejado e executado. “Estamos acompanhando a evolução das obras em Maringá e podemos afirmar que a intervenção foi muito bem sucedida. Esta é a fase final de uma obra importante, que permite o crescimento da cidade. Por isso, os transtornos momentâneos trarão grandes benefícios”, afirma. 

Bley lembra que a Sanepar mantém investimentos volumosos em Maringá. Neste momento, apenas com as obras em andamento na cidade, entre água e esgoto, a soma supera os R$ 75 milhões. “Nosso compromisso com a população maringaense é forte e sólido. A Sanepar vem investindo tanto para melhorar as condições de atendimento dos clientes com os serviços que já são universalizados, quanto para a maior eficiência no tratamento do esgoto visando ganhos ambientais para o município”, destaca.

ANEL CANADÁ - Os trabalhos iniciados em janeiro de 2025, para levar mais água para a região Norte de Maringá, percorreram diversas ruas com a implantação de cerca de quatro quilômetros de tubulações. A Sanepar utilizou em quase toda a obra um método não-destrutivo para o assentamento das barras com diâmetros entre 400 e 600 milímetros, ou seja, sem a necessidade de abrir valetas de fora a fora na via.  

Há duas semanas, para a abertura das valetas onde foram alocadas as caixas de ancoragem e manobras, o trânsito ficou impedido na Rua Córdoba, entre as ruas Mário Monteschio e Marechal Cândido Rondon. O acesso ficou restrito aos moradores, para a movimentação de maquinários pesados, prezando pela segurança de todos. O trânsito será parcialmente liberado nesta sexta-feira (24). A recomposição do asfalto será feita nos próximos dias.

Nova linha do Anel Canadá, que recebeu investimentos de mais de R$ 6 milhões, deve entrar em testes na próxima semana

Investimentos e Obras
trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água Interligação do anel Canadá em Maringá envolveu mais de 50 homens e 15 horas de trabalho, até as 22h da última quarta-feira
trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água Com cerca de 4 km de extensão e diâmetros entre 400 e 600 milímetros, nova linha da tubulação dobra capacidade de abastecimento na região Norte
trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água Interligação do anel Canadá em Maringá envolveu mais de 50 homens e 15 horas de trabalho, até as 22h da última quarta-feira
trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água Interligação do anel Canadá em Maringá envolveu mais de 50 homens e 15 horas de trabalho, até as 22h da última quarta-feira
trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água trabalhadores em obra de ampliação de tubulação de água Com cerca de 4 km de extensão e diâmetros entre 400 e 600 milímetros, nova linha da tubulação dobra capacidade de abastecimento na região Norte
Maringá
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Sanepar acelera obra no sistema de abastecimento de Faxinal

Enviado por Giovanna Migot… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) programou, para o próximo domingo (26), uma interligação na obra do novo reservatório em execução no sistema de Faxinal. O serviço, de elevada complexidade, será realizado das 7h às 16h e é necessário interromper o abastecimento na cidade. A previsão é de que haja a normalização entre a noite e a madrugada de segunda-feira (27).
 
A obra em execução abrange um reservatório semi-enterrado com capacidade de cerca de 1.300 metros cúbicos, uma estação elevatória da água tratada e 2,4 quilômetros de adutora. O recurso direcionado para este empreendimento é de R$ 6,3 milhões, e aumenta em quatro vezes a capacidade de reservação local.  

O prazo para entrega desta obra é o segundo semestre.
 
ÁGUA E ESGOTO - Os investimentos em Faxinal somam mais de R$ 30 milhões, em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. Neste momento, está sendo elaborado o projeto executivo de operacionalização do poço 7, já perfurado e que tem previsão de vazão de 72 mil litros por hora.

A obra de ampliação do sistema de esgoto também segue em execução com investimentos de R$ 24,5 milhões. Trata-se da implantação de 44 mil metros de tubulações, da construção de duas estações elevatórias e um módulo de pós tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto São Pedro.

Ao término da obra, o atendimento com rede coletora vai passar de 47% para mais de 75% da população. 
 

Interligações exigem paradas programadas na distribuição de água que serão comunicadas previamente. Os investimentos em Faxinal somam mais de R$ 30 milhões, em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto

Investimentos e Obras
trabalhadores trabalham na construção de um reservatório em concreto. ferragens bem aparentes trabalhadores trabalham na construção de um reservatório em concreto. ferragens bem aparentes Obra no sistema de abastecimento segue em ritmo acelerado em Faxinal
trabalhadores trabalham na construção de um reservatório em concreto. ferragens bem aparentes trabalhadores trabalham na construção de um reservatório em concreto. ferragens bem aparentes Novo reservatório tem capacidade para cerca de 1.300 metros cúbicos de água
Faxinal
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Caixa-d’água garante estabilidade e usuários não percebem as manutenções no sistema de água

Enviado por Monica Venson em

Um levantamento realizado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) traçou o perfil da segurança hídrica dos imóveis no Paraná. Os dados mostram que uma parcela significativa da população — 23% nas residências e 30% nos comércios —, ainda está vulnerável a interrupções no abastecimento por falta de caixa-d’água ou cisterna. 

O estudo também reforça a importância da caixa-d’água não apenas como reserva de emergência, mas como fator determinante na percepção de qualidade do serviço e na continuidade do abastecimento no Paraná: 78% dos clientes com reservatório afirmam não ter sentido falta de água no período de um ano.  

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o reservatório doméstico é uma extensão do sistema de distribuição. “Este cenário revela que quem tem caixa-d’água não é afetado por interferências no abastecimento. Da mesma forma que a Companhia investe nos sistemas de reservação para a estabilidade do sistema, a caixa-d’água dos imóveis residenciais e comerciais permite o acesso à água, mesmo em casos de interrupção temporária”, comenta Bley. 

DIFERENÇA REGIONAL - A posse do reservatório doméstico nas residências varia conforme a região do estado. Na região Nordeste, 87,7% dos entrevistados disseram que possuem caixa-d’água nas suas residências. Já a região Sudoeste apresenta o menor índice, onde 64,3% dos imóveis residenciais e 54,7% dos comércios possuem reservação. Entre os municípios pesquisados, Telêmaco Borba, na região Sudeste  (56,6%) e Foz do Iguaçu (59,5%), no Oeste, apresentaram os menores índices de imóveis residenciais com a instalação destes equipamentos. 

O empresário Raimundo Wagner Moreira investe na construção de imóveis para venda e locação em Foz do Iguaçu e faz parte de uma minoria que reconhece a importância da reservação doméstica para o negócio e para a tranquilidade dos inquilinos e compradores. “É um item de extrema importância em uma obra. Caso a Sanepar precise fazer alguma manutenção na rede, a gente não fica desabastecido. Sempre coloquei o equipamento, inclusive estou fazendo uma obra nova e já está no projeto também fazer a caixa-d’água, afirma Moreira.” 

NORMAS TÉCNICAS - A norma técnica brasileira indica que todas as residências devem ter uma caixa-d’água. “O perfil das famílias que existem no Paraná é composto, geralmente, por três a quatro pessoas. Para esse perfil, uma caixa-d’água com 500 litros de volume consegue atender o abastecimento de uma residência por um dia, ou seja, por 24 horas. Isso é importante porque eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição de água e o serviço terá que ser interrompido para que se possa efetuar consertos ou outras intervenções, como interligações de obras desse tipo”, explica o gerente de engenharia da Sanepar, Eduardo Arrosi.

Arrosi também destaca a necessidade de instalação de cisternas para auxiliar no sistema de bombeamento de prédios e edificações com mais de dois pavimentos. Para construções com mais de 600 metros quadrados, é necessária a aprovação do projeto hidrossanitário na Sanepar. Em casos de prédios com dois ou mais pavimentos, é exigida a construção de uma cisterna. 

“As normas brasileiras recomendam que a Sanepar, e qualquer outra concessionária de distribuição de água, forneça uma pressão de 10 metros de coluna d'água (m.c.a.) na entrada do hidrômetro. Ou seja, a água teria força suficiente para subir 10 metros. Por isso, nos casos acima de dois pavimentos — nos quais os edifícios chegam muito próximo ou ultrapassam essas alturas — é necessária a cisterna com sistema de bombeamento. Com isso, o cliente não vai sentir falta de água”, comenta Arrosi.

ESTABILIDADE NO ABASTECIMENTO - A infraestrutura interna mitiga o impacto de paradas técnicas. Na região Noroeste, onde o índice de reservação é alto, a satisfação com a continuidade atinge 85,5%. Este número traduz o impacto positivo e revela a importância da caixa-d’água. 

“Eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição e o serviço terá que ser interrompido para consertos ou outras intervenções. Também é importante ressaltar que para distribuir água nós dependemos da energia elétrica. Então, quando há falta de eletricidade, pode ocorrer a paralisação no sistema de abastecimento de água. Nesses casos, tendo a caixa-d’água, o consumidor não vai sentir a falta, porque vai ter essa reserva em sua residência”, comenta Arrosi.

Além disso, diferente da eletricidade, a velocidade de deslocamento da água no sistema é muito menor e a retomada do abastecimento depende de vários fatores que são levados em consideração pelos técnicos da Sanepar. Nesses casos, a caixa-d’água residencial funciona como uma garantia. 

METODOLOGIA  – O levantamento contratado pela Sanepar foi realizado pelo Instituto Radar Pesquisas e ouviu no mês de novembro de 2025, 2.900 pessoas, sendo 2.400 de clientes residenciais e 500 clientes de imóveis comerciais em cidades polos de cada região do Paraná.  

 

Pesquisa contratada pela empresa mostra 78% dos clientes com reservatórios dizem não ter sentido falta de água no período de 12 meses. A falta do equipamento gera transtornos quando é necessário um serviço de manutenção por parte da Sanepar

Água
imagem mostra uma caixa d"água imagem mostra uma caixa d"água Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa
imagem mostra uma caixa d'água imagem mostra uma caixa d'água Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa
Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel Empresário Raimundo Wagner destaca importância da reservação no imóvel
Foz do Iguaçu
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Obras do anel Canadá em Maringá entram na reta final

Enviado por Giovanna Migot… em

Na próxima quarta-feira (22), será realizada a etapa final da obra do anel de distribuição de água Canadá, em Maringá, no Noroeste. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo cerca de R$ 6,25 milhões para duplicar a capacidade de abastecimento no entorno da Avenida Mandacaru e parte da região norte da cidade e, em função da interligação da tubulação, a área ficará momentaneamente desabastecida. O trabalho agendado para a data tem elevada complexidade e deve durar o dia todo.

PARADA - O abastecimento de água ficará interrompido durante a obra nos jardins Tropical, Petrópolis, São Jorge, do Carmo, Continental, Santa Cruz, Três Lagoas, Império do Sol, Paris I, II, III e IV, Santa Helena, Brasil, Real, Alto da Boa Vista, Moreschi, Imperador, além dos parques das Laranjeiras, Planville, Brasília, Cidade Universitária, Residencial Andrea e Hortência, e as vilas Vardelina e Santa Izabel, os conjuntos residenciais Planville e Sanenge, Núcleo Social Papa João XXIII e o Condomínio Hannover.

O serviço está programado para ser realizado das 8h às 18h e a normalização da distribuição de água está prevista para ocorrer de maneira gradativa até o fim da noite.

O SERVIÇO – A etapa final da obra do anel Canadá terá, na quarta (22), o momento mais complexo e importante, que consiste na alocação das caixas para manobras e para as curvas (mudança de direção de fluxo) das tubulações, que necessitam de escoramento/ancoragem.

As peças em concreto pesam em média 20 toneladas, o que exige içamento para a descida em valetas abertas na Rua Córdoba, entre as ruas Mário Monteschio e a Marechal Cândido Rondon.

As valetas para acomodar as caixas têm dimensões que impressionam. Ambas têm seis metros de profundidade, uma delas tem 9 metros de largura por 17 metros de comprimento no meio da Rua Córdoba.

Há duas semanas o trânsito está impedido e o acesso restrito aos moradores. “A interdição é necessária pela movimentação de maquinários pesados, para a segurança de todos”, justifica o gerente de Projetos e Obras da Sanepar no Noroeste, Marcelo Dias.

A OBRA – A obra do anel Canadá integra o plano de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) de Maringá e permite que a cidade continue crescendo. “Com os cerca de quatro quilômetros de tubulações de grande dimensão estamos duplicando a capacidade de transporte de água para a região Norte de 400 metros cúbicos de água por hora para 800”, resume Dias.  

O anel levará água do reservatório central de Maringá, da Avenida Pedro Taques, até o Centro de Reservação Canadá. Trata-se da segunda linha da tubulação. A obra deve ser concluída em maio.

Apenas com as obras em andamento na cidade, entre água e esgoto, a Sanepar está investindo mais de R$ 75 milhões em Maringá.

 

Quarta (22) será feita alocação das caixas para manobras e para as curvas das tubulações na Rua Córdoba

Água
trabalhadores na obra de implantação do anel canadá. valetas nas ruas e concretagem de caixa trabalhadores na obra de implantação do anel canadá. valetas nas ruas e concretagem de caixa Obra do Anel Canadá duplica capacidade de distribuição de água na região Norte de Maringá
trabalhadores na obra de implantação do anel canadá. valetas nas ruas e concretagem de caixa trabalhadores na obra de implantação do anel canadá. valetas nas ruas e concretagem de caixa Etapa final de obra exige interdição da Rua Córdoba entre as ruas Mário Monteschio e a Marechal Cândido Rondon
trabalhadores na obra de implantação do anel canadá. valetas nas ruas e concretagem de caixa trabalhadores na obra de implantação do anel canadá. valetas nas ruas e concretagem de caixa Acesso restrito a moradores presa por segurança diante de valetas de grandes dimensões e movimentação de maquinários pesados
Maringá
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Sanepar usa drone e barco autônomo para garantir eficiência na represa do Miringuava

Enviado por Glaydson Angel… em

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está aplicando métodos inovadores e tecnologia de ponta no processo para o enchimento e operação do novo Reservatório do Miringuava, em São José dos Pinhais. O monitoramento do acumulo de água ocorre 24 horas por dia e o acompanhamento tem como guia os modelos digitais produzidos antes do fechamento da comporta em janeiro. O enchimento completo da represa depende do regime de chuvas na bacia do Rio Miringuava.      

A equipe técnica da Companhia aproveitou a etapa final da supressão vegetal na área que está sendo alagada para tirar milhares de fotos. Foi utilizado um drone voando a 120 metros de altura e antenas GNSS (Global Navigation Satellite System) de alta precisão – GPS avançados – para georreferenciar as imagens. Com ajuda de softwares de geoprocessamento de alta performance, foi possível criar modelos 3D do fundo do futuro reservatório. 

Segundo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, essas ações visam dar suporte técnico rigoroso para a tomada de decisões durante o enchimento do lago e a futura operação, garantindo a eficiência do sistema de abastecimento. “A Sanepar não está apenas construindo uma obra de concreto, mas criando uma base de dados digital e científica para operar o Miringuava com a máxima eficiência nas próximas décadas,” explica Bley. 

Diferente dos mapas cartográficos antigos, que possuíam curvas de nível a cada 5 metros, o novo levantamento gerou um modelo digital do terreno com resolução espacial de 20 centímetros, explicou o engenheiro da Sanepar Mauricio Bergamini Scheer, da Gerência de Pesquisa e Inovação. “Isso significa que a Sanepar consegue ver detalhes do terreno do tamanho de um palmo, permitindo simular digitalmente como a água vai ocupar cada pedacinho do vale”, detalha Scheer. 

MEDIÇÃO - Paralelamente ao mapeamento, a Sanepar investiu na consolidação de uma rede de estações hidrometeorológicas de pesquisa. Desde 2020, sensores instalados registram o nível dos rios continuamente, somando mais de 150 mil registros cada.

Para medir a vazão que está alimentando o reservatório, a equipe utilizou diversos equipamentos de alta tecnologia, como um pequeno barco autônomo. Ele é equipado com sensores acústicos que leem a velocidade e a profundidade da água em diferentes cenários, desde estiagens severas até cheias.

O diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior, explica que com essas informações, a Sanepar pode traçar os planos de trabalho para a gestão da represa. “Os dados mostraram, por exemplo, que em 2021 a bacia do rio produziu cerca de 30% menos água do que nos anos seguintes. Isso ajuda a Sanepar a prever como a barragem vai se comportar em tempos de seca severa”, explica Risden. 

Fórmulas matemáticas criadas a partir dos dados do barco com sensores acústicos estão permitindo que a Sanepar saiba exatamente quanta água entra e sai da barragem. Com a simulação digital do enchimento e a visualização de detalhes do terreno que ficarão submersos, a Sanepar terá maior facilidade para futuras inspeções e a gestão do manancial. 

“A Sanepar fez todos as ações necessárias para garantir a regularidade no abastecimento da região, seja aplicando os recursos financeiros para construção da estrutura física, seja colocando os melhores profissionais e tecnologia de ponta nesse projeto. Agora contamos com o regime de chuva para concluir o enchimento”, disse Bley. 

FAUNA e FLORA – Para proteger a biodiversidade da região e compensar a área utilizada pela barragem, a Sanepar planejou a criação de um corredor de biodiversidade em 700 hectares (ha), uma área 62,6% superior à que está sendo utilizada para reservação de água (430,6 ha).

Equipes especializadas fizeram o resgate e o remanejamento de animais terrestres e aquáticos para áreas seguras de preservação, trabalho que segue durante todas as fases de enchimento do reservatório.

Também foi feito o inventário e o manejo da vegetação, com resgate e realocação de espécies raras ou ameaçadas, coleta de sementes e produção de mudas para o reflorestamento.

Equipamentos e softwares de última geração foram usados para o mapeamento digital e criação de modelos 3D do fundo do reservatório em enchimento

Água
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe usa drones para mapear represa do Miringuava Equipe usa drones para mapear represa do Miringuava
Equipes da Sanepar realizam mapeamento 3D da represa do Miringuava Equipes da Sanepar realizam mapeamento 3D da represa do Miringuava
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D da represa do Miringuva
Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D do reservatório do Miringuava Equipe da Sanepar realiza mapeamento 3D do reservatório do Miringuava
São José dos Pinhais
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